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Mostrando postagens de Maio, 2019

Liberdade e poder: os direitos naturais de John Locke revisitados

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Uma reflexão pessoal sobre direitos naturais, propriedade privada, liberdade individual, privilégios e poder, à luz das ideias de John Locke, Thomas Jefferson e Isaiah Berlin.
O objetivo desse artigo é estabelecer algumas considerações ao conceito dos direitos naturais e poder, baseado nas concepções de John Locke, filósofo empirista inglês precursor das ideias iluministas francesas e Thomas Jefferson, o mentor da redação da Declaração de Independência dos EUA. Tais pensamentos são próprios e individuais, ou seja, estão fora do mainstream que normalmente acessamos sobre o assunto.
No texto procuro expor uma condensação, sem partir para o reducionismo, dos direitos naturais propostos por ambos e exercitar um conceito diferente para a liberdade que comumente conhecemos: a liberdade não é um direito natural em si, mas sim a viabilidade de exercer esse direito. Em um segundo momento, avalio que esse conceito de liberdade não pressupõe a existência do conceito de capacidade, ou seja, liberda…

A civilização ocidental e o desaparecimento da cultura indígena

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A civilização ocidental, fortemente massacrada por alguns formadores de opinião e historicamente colocada em evidência na América do Sul apenas em função da exploração e escravidão, foi um acelerador inevitável no desaparecimento da cultura indígena.
Continuamente vemos pretensos intelectuais atacando a civilização ocidental, principalmente em seu modelo político-econômico. Reconheço que tenho alguma dificuldade em entender tais pontos de vista. Observando que toda generalização possui exceções, acredito que nossa civilização é ainda o melhor modelo vigente, apesar de estar longe da perfeição.

Saltam aos olhos as (relativas) liberdades que possuímos quando comparamos nossa cultura com governos ditatoriais explícitos (China) ou velados (Rússia). Quando ficamos lado a lado com a nossa tolerância social e com o sistema fechado de castas indiano. Ou ainda, quando comparamos a (atual) flexibilidade da religião cristã com governos religiosos fundamentalistas como o Irã.