Dias 190 a 191 da viagem: de volta ao ocidente em Zurique, Suíça

Viagem à Zurique, Suíça. De volta ao ocidente e novamente à Europa. Visitas à igreja Fraumünster, São Peter e Uetliberg.
E é verão na Suiça!

Viagem à Zurique, Suíça. De volta ao ocidente e novamente à Europa. Visitas à igreja Fraumünster, São Peter, Museu de Artes e um hiking em Uetliberg.


Viajei da Ásia - Cingapura para a Europa com a Qatar Airways e vale o registro: essa companhia é show! As refeições, o sistema de entretenimento do avião (de Doha para Zurique vim no belo e moderno Boeing 787 Dreamliner) é incrível e a equipe de bordo, amabilíssima. Ajudou com que as 16 horas de viagem, incluindo a hora e meia que passei em Doha, não fosse tão monótona.

Mas o melhor mesmo foi o lugar que consegui reservar no primeiro voo fazendo o check-in antecipado pela internet: as poltronas da fileira 10 são as primeiras da classe econômica e como não há assentos na frente, o espaço para as pernas é fantástico. Além disso, o banco reclina também a parte inferior para apoio das pernas. Ainda não era uma classe executiva, mas foi muito melhor que o padrão.

Viagem à Zurique, Suíça. De volta ao ocidente e novamente à Europa. Visitas à igreja Fraumünster, São Peter e Uetliberg.
Pintura medieval no Museu de Artes
Em Zurique, meio atordoado com as 6 horas de jetlag, um colega me esperava no aeroporto para irmos ao seu apartamento, onde eu ficaria nesses dois dias pela cidade. Não o conheci pelo Couchsurfing dessa vez, mas sim através de uma amiga em comum, e ele me proporcionou um excelente apoio, visto que morava na região central, o que possibilitou que eu visitasse praticamente toda a cidade nesses dois dias de Suíça.

A área central de Zurique é pequena e tudo pode ser feito a pé em um ou dois dias, dependendo do passo. Como eu havia comprado um passe urbano que teria validade por 24 horas, abusei da condição e fiz muito mais do que poderia fazer simplesmente andando a pé.

Da Estação Ferroviária, cuja construção atual data de 1871, chega-se à cidade alta através de um funicular, ou cable car, em um bairro mais alto da cidade onde fica a Universidade de Zurich, fundada em 1833. Em frente à universidade, um grande mirante proporciona uma primeira vista da cidade. Mais adiante, a visita ao Museu de Artes, com sua incrível coleção de pinturas e esculturas nos transportava novamente para o mundo europeu, com seus motivos que remetem aos livros que nos serviram de apoio para o estudo da Idade Média, sempre focado na Europa.

Viagem à Zurique, Suíça. De volta ao ocidente e novamente à Europa. Visitas à igreja Fraumünster, São Peter e Uetliberg.
O maior relógio da Europa
A visita continuou, em meio aos Porsches, Ferraris e Maserattis, pela cidade velha, nos arredores de Niederdorf e da Grossmünster, famosa igreja protestante em Zurich com colunas de estilo romano cuja construção começou no século XII, e infelizmente, proibia fotos no seu interior. 

Através de ponte Münster, avista-se mais três famosos pontos, como a prefeitura, a igreja Frausmünster e a igreja de São Peter, cuja torre mantém o maior relógio na Europa, com um diâmetro de 8,7 metros. A imaginação rola solta ao pensar no tamanho de todas as engrenagens que o mantém funcionando.

Viagem à Zurique, Suíça. De volta ao ocidente e novamente à Europa. Visitas à igreja Fraumünster, São Peter e Uetliberg.
Farofada suíça no rio Limmat
Em volta das pontes Rathaus-Brücke e Münster-Brücke, as paisagens do verão europeu voltaram à minha mente, com muitas pessoas aproveitando o sol e o rio de águas geladas e cristalinas no meio da cidade para sentar-se e estender-se às suas margens, seja comendo, seja lendo, seja bronzeando-se, seja apenas curtindo o calor que eles recebem apenas por algumas semanas no ano.

Só quem teve a oportunidade de passar ao menos um ano na Europa, entendendo esse ciclo das estações, pode compreender o que um dia de sol significa para os moradores dessa região. Nesses dias de visita, tive a sorte de sentir esse clima de saída de toca e relembrar todos esses momentos.

No dia seguinte, atravessei o mesmo rio mais a oeste e deparei-me com inúmeros parques e locais de lazer ao redor, inclusive alguns locais com quadras de vôlei de praia e areia simulando uma situação natural que os suíços não possuem por aqui. Quem não tem, sempre dá valor às pequenas coisas que passam despercebidas para quem possui em excesso. Lei da vida.

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Ponto mais alto da cidade - Uetliberg
Fiz um hiking em Zurique até Uetliberg, literalmente montanha Uetli, de onde se tem uma visão magnífica da cidade, potencializada por uma torre de mais de 30 metros de altura no alto do pico. Eu usei o meu passe no trem até o limite da área que eu poderia usá-lo (os passes são divididos em zonas) e depois fui a pé, em uma caminhada de 50 minutos até o topo.

Valeu muito a pena, pois o caminho é pelo meio da floresta, acompanhando cursos d´água; muitos moradores usam o circuito como uma caminhada de lazer. No fim da tarde, usei o tram e um ônibus para chegar até a outra margem do Lago de Zurique, até um bonito jardim chinês, dentro de uma grande área de lazer denominada Zürichhorn, muito frequentada pelos moradores. Como havia um pier nessa área, voltei de barco para a área central da cidade, em Bürkli Platz. Esses barcos funcionam como uma espécie de ônibus fluvial na cidade, e faz parte do sistema de transporte urbano.

Viagem à Zurique, Suíça. De volta ao ocidente e novamente à Europa. Visitas à igreja Fraumünster, São Peter e Uetliberg.
Comércio de frascos usados de laboratório
Outra área visitada foi a área Oeste, menos turística, onde pode-se constatar que o padrão de organização da cidade é o mesmo da área central. Algumas lojas de velharias apareceram no meio do caminho, como de câmeras antigas e vidraria antiga de laboratório. Se anunciam, deve ter alguma demanda. Talvez usados em pequenas fábricas. Ou talvez os suíços não sejam fissurados somente em relógios, que pipocam em muitos lugares da cidade.

O transporte público é padrão ouro – presenciei o tram esperar um minuto antes de partir de uma estação para chegar na próxima estação no horário exato. Quando estive nessa situação pela primeira vez dez anos atrás como morador da Alemanha, tive a intenção de reclamar ao motorista porque ele estava parado. Só depois fui entender o motivo...

Os moradores preocupam-se em manter a fachada de suas casas e apartamentos agradáveis, muitos cultivando flores e usam intensivamente as bicicletas e o transporte público, tendo os carros uma importância secundária na necessidade de locomoção na cidade. Muitas praças pelo caminho, e a maioria com banheiros públicos e fontes cuja água é potável para se beber.

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A limpeza das ruas, entretanto, apesar de satisfatória, fica devendo em alguns pontos (é pior que Cingapura) e algumas construções encontram-se inclusive pichadas, algo que é difícil esperarmos da Suíça. Mas o sentimento de liberdade, que não senti de forma completa em Cingapura, não tem igual. Prefiro estar em um país não tão perfeito, mas onde me sinto mais à vontade. E a Europa proporciona essa sensação.



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As postagens dessas reflexões são parte de uma viagem que começou na Europa, passou pela Ásia e retornou ao velho continente. Veja aqui como foi a viagem completa de 205 dias.


Veja mais viagens nessa página, ou ainda, algumas reflexões sobre o tema nesse link.

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