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Quando gastar mais dinheiro e usufruir de sua independência financeira

Abuse de sua independência e liberdade financeira: deixe de economizar  dinheiro, gaste mais, invista em você, aproveite mais a vida e deixe um legado.

Os leitores desse blog sabem da importância de poupar dinheiro para conquistar a independência e a liberdade financeira.

Mas hoje falarei do oposto: qual o melhor momento para deixar de economizar e começar a gastar mais, investir em você - ou em seus descendentes, e aproveitar mais a vida? Claro que existem muitas variáveis que serão debatidas aqui para tomarmos tal decisão.

E de brinde, você terá acesso à uma planilha que lhe ajudará a descobrir o ano exato em que poderá começar a colocar isso em prática. 

Vamos em frente?


A poupança como meio, e não como objetivo


Em diversos textos nesse blog eu enfatizo, em relação à nossa liberdade, dois pontos principais. O primeiro é que poupar é fundamental para conquistar sua independência financeira. Mas também ressalto um segundo ponto: você nunca será livre se considerar a poupança como um objetivo de vida. Será livre em relação ao mundo, mas preso em uma obsessão.

Você pensa que a independência financeira é o fim maior ou há algo além? Veja esse artigo, escrito pouco tempo atrás: "Presente, futuro e independência financeira: um pensamento não linear".

Suas economias precisam possuir um objetivo. Seja material ou simplesmente, relacionado à obtenção (e posteriormente, à manutenção) de uma liberdade financeira. Porém, se obtiver sucesso, haverá um ponto em que tal segurança estará bem consolidada. Será que haveria a necessidade de agarrar-se ainda a essa garantia ou poderíamos afrouxar o cinto e viver mais a vida que nos resta?

Mesmo que alguém não tenha grandes desejos em vida, tal consideração continua válida, pois há várias maneiras de beneficiar o mundo em que vivemos. Podemos decidir, por exemplo, quais os montantes necessários para a herança aos descendentes. Nem sempre o "máximo possível" é a resposta certa. Afinal, as pessoas precisam adquirir responsabilidades e produzir de forma própria. Criar filhos dependentes nunca será uma boa ideia. Para eles e para o mundo.

Ainda que a pessoa não tenha descendentes e aspirações maiores, ela não se livra da possibilidade de oferecer auxílio a outras pessoas. Ou a cães e gatos, se preferir. Ou à natureza. Há várias maneiras de utilizar nosso patrimônio de forma positiva. Os bilionários do mundo que o digam. Leia um pouco aqui sobre filantropia e alguns bilionários que você deveria admirar.

E evidentemente, todas essas decisões passam por um dilema: quando parar de guardar dinheiro e começar a usá-lo de uma forma mais intensa? Quando parar de buscar cifras cada vez maiores de seu patrimônio e permitir um gradual e planejado decréscimo dessa segurança financeira, aproveitando melhor o nosso presente?

As ferramentas apropriadas para a tomada de decisão


Existem alguns fatores a ponderar para escolhermos a melhor decisão. É impossível fazer escolhas racionais sem um planejamento. E para isso, precisamos de uma ferramenta que nos auxilie nesse processo. E não há um instrumental mais útil para nos auxiliar do que as planilhas de cálculo.

Um pequeno histórico das planilhas de cálculo


Há muito tempo eu uso planilhas eletrônicas. Todo e qualquer planejamento que envolve números fica muito mais fácil com a utilização dessas ferramentas. Considero as planilhas uma das grandes invenções da informática.

Apesar da primeira planilha eletrônica ter sido criada no final dos anos 70 (VisiCalc), foi na década de 80 que elas tornaram-se mais populares com o lançamento do Lotus 1-2-3 na plataforma IBM-PC. O Excel, que todos conhecem, viria a tornar-se famoso apenas na década de 90. 

Hoje, esses softwares passaram a oferecer todas suas funcionalidades na nuvem e o Google vem ameaçando o reinado da Microsoft com seu Google Docs. Se tiver interesse na história de sua evolução, veja um resumo nesse artigo . Para um vídeo com os programas mais usados na época, acesse esse link. O Lotus 1-2-3 é o primeiro a ser mostrado e o restante do vídeo também é muito interessante.

A planilha ideal


Há poucos meses eu escrevi um artigo que demonstrava como calcular o ponto exato para alcançar a independência financeira. Disponibilizei inclusive, uma calculadora para os leitores checarem quais as variáveis que deveriam ser modificadas para o seu objetivo ficar mais próximo.

Alterando valores do saldo atual de investimentos, despesas, taxas de retorno e tempo, os usuários puderam ter uma ideia onde precisarão concentrar seus maiores esforços para atingir sua liberdade. É, na verdade, uma HP 12C mais avançada, permitindo algumas facilidades a mais.

Acesse essa calculadora simples através desse artigo, que também discorre sobre alguns conceitos de independência e liberdade financeira: "Como saber se você chegou à independência financeira. Matematicamente".

Essa calculadora, entretanto, fornece uma estimativa para despesas constantes, sem percalços no meio do caminho. E a vida não funciona assim. Ela é útil, dentro de sua simplicidade, para obter uma visão geral da situação, mas não oferece um planejamento anual mais preciso.

Nesse artigo disponibilizarei uma ferramenta mais adequada para os leitores serem capazes de programar suas metas financeiras a longo prazo, que denominei de Plano Patrimonial. Demanda um tempo um pouco maior do que o simples uso de uma calculadora, mas retornará também, resultados bem mais precisos.

A PPP - Planilha de Plano Patrimonial


Com a PPP, você será capaz de realizar um planejamento até o final de sua vida. Pode parecer meio tétrico falar nesses termos, mas a morte é uma das maiores certezas de nossa existência. E precisamos conviver com ela, gostemos ou não.

Antes do leitor pensar que é impossível planejar algo para longuíssimo prazo, vale o alerta que já fiz em outros momentos desse blog: um planejamento não é algo estático, que uma vez feito, é imutável. Eu tenho feito a Planilha de Plano Patrimonial anualmente, já há mais de dez anos. E a cada renovação, acrescento elementos novos, atualizando automaticamente todas as informações que alimentam os resultados.

Se compararmos um plano patrimonial atual com um de dez anos atrás, muitas coisas foram alteradas. Mas o importante é que a cada ano, a ferramenta fornece um ajuste na direção para os próximos anos. Por isso que o planejamento é importante. Se um PPP atual mostra, por exemplo, que nossos objetivos ficaram mais difíceis de serem atingidos comparados com o PPP anterior, é possível que tenhamos cometidos algum deslize nesse ano que passou. E agora possuímos uma chance de corrigir a rota.

Explicarei adiante, passo a passo, como a planilha se apresenta e quais são seus fundamentos para planejar, dentro de sua independência e liberdade financeira, os momentos de acúmulo e subtração de seu patrimônio. Ou seja, até que idade economizar e a partir de qual idade, começar a gastar o dinheiro.

É possível que fique mais claro ao leitor se ele acompanhar a partir de agora, o restante desse texto concomitantemente com a planilha em uma outra aba do browser. Dessa forma, clique no banner abaixo para realizar o download.

Abuse de sua independência e liberdade financeira: deixe de economizar  dinheiro, gaste mais, invista em você, aproveite mais a vida e deixe um legado.

Vamos assim prosseguir com o tutorial, explicando como cada etapa de preenchimento se relaciona com as importantes decisões que devem ser consideradas na formação e no uso de seu patrimônio.

1) A fixação de alguns parâmetros


Para qualquer planejamento, devemos ter um ponto de partida que reflete nossa situação financeira atual. Eu utilizo sempre o último dia de cada ano como a situação de partida para o ano seguinte. A coluna "B" deve ser preenchida com nossa situação financeira ao final do ano de 2017. Esses valores serão a base para todos os cálculos futuros.

Preencha também a célula C1 com o ano em que nasceu. Essa informação será útil para conhecer sua idade (linha 2) para cada ano fiscal (linha 3). Veja que nesse exemplo, para um usuário fictício que nasceu em 1980, ele terá, ao final do planejamento de 50 anos, 88 anos de idade em 2068.

As linhas verdes correspondem às receitas. Suas categorias podem ser alteradas conforme a realidade de cada um, assim como as categorias de despesas, em laranja. Considerem porém, que a soma das receitas e despesas devem estar corretas nas linhas 22 e 23, que serão necessárias para a apuração do lucro anual (linha 24, em amarelo).

Seus investimentos estimados para o final de 2017 devem ser preenchidos nas células B26 e B27. Simplifiquei ao máximo as linhas dos investimentos, dividindo-os apenas em renda fixa e variável. Segmentações podem ser feitas adicionalmente, se preferirem. Na sequência, deixei espaço para preenchimento dos "ativos" fixos (veículos, outros ativos e imóveis).

Uma vez que as células da coluna B devem ser preenchidas conforme sua situação real no período, supõe-se que você já esteja avançado no sentido de possuir o controle sobre sua vida financeira, especialmente de suas despesas, através de uma planilha de orçamento.

Caso deseje auxílio para utilizar uma planilha de orçamento, acesse esse artigo com explicações e uma planilha para download: "O essencial do orçamento e fluxo de caixa. E uma planilha de brinde ao final".

Reparem que nas células B34 e B35 devem ser colocadas duas considerações muito importantes. Elas são as estimativas para a taxa de juros que você pretende receber pelos seus investimentos em renda fixa e o percentual de lucros estimados para a renda variável, durante sua vida. É portanto, uma estimativa média anual.

A PPP não considera inflação. Assim, essas taxas devem ser líquidas, ou seja, isenta de inflação. Esse item pode ser modificado anualmente, a cada confecção de uma nova planilha se a situação futura mostrar-se diferente. Como exemplo, coloquei o juro real em renda fixa na faixa de 4,0%, bem factível atualmente se pensarmos em títulos de longo prazo do Tesouro Direto. Porém, se daqui a um ano essas taxas diminuírem, devemos fazer a realidade refletir os próximos planos patrimoniais. E posteriormente modificar outras variáveis para que não percamos os nossos objetivos de vista.


2) Simulando as estimativas anuais - as receitas


Preenchida a coluna B com os valores reais ao final de 2017, podemos começar a considerar os critérios para simulação de valores futuros. A simulação depende dos objetivos de cada pessoa e cada usuário deve corrigir as premissas que coloquei moldando a planilha conforme a sua necessidade. Fazer uma cópia de segurança da PPP padrão pode ser interessante para se algo der errado.

O bom funcionamento dessas estimativas anuais está diretamente relacionado a situação do fechamento real do ano em vigor. A planilha baseia-se que suas receitas e despesas não foram impactadas por eventos extraordinários, e que elas representam bem o seu fluxo de caixa padrão. Se houver algo discrepante, temos de ter o bom senso de reconsiderar a situação.

A partir da coluna "C", então, iniciamos as estimativas para o futuro. No caso da "receita de salários" e "restituição de IR", por exemplo, mantive o mesmo padrão (sem aumentos reais) até a idade de 55 anos do usuário (veja coluna "T"). Após isso, a ideia é que o usuário pretenda parar de trabalhar e viva da renda de seus investimentos. Vamos utilizar essa consideração como um dos objetivos do usuário e verificar como ficará sua situação no futuro.

Abuse de sua independência e liberdade financeira: deixe de economizar  dinheiro, gaste mais, invista em você, aproveite mais a vida e deixe um legado.

Na linha de vendas, veja que considerei que seu carro, que valia R$ 50mil em 2017 (e foi-se desvalorizando nos anos seguintes com um desconto de 5% anual), foi vendido em 2022, ano em que foi comprado outro carro de R$ 50mil. Mantive essa troca de veículo de 5 a 5 anos até quando o usuário atingisse a faixa dos 70 anos. Talvez ele prefira utilizar um Uber sem motorista no futuro...

Percebam que praticamente todas as linhas contém fórmulas simples, e modificações podem ser feitas tranquilamente para quem entende um mínimo de planilhas eletrônicas.

As linhas dos juros e lucros de investimentos buscam as taxas que foram colocadas anteriormente nas células B34 e B35. Percebam que nessa simulação, os valores são aproximados, pois na verdade não consideramos os juros compostos capitalizados dia a dia nas aplicações, e sim apenas uma vez anualmente. Lembro que estamos fazendo um planejamento para 50 anos e se começarmos a detalhar as coisas nessa magnitude, a PPP perde sua usabilidade.

Adicionalmente, essa condição pode funcionar até como uma segurança para o excesso de expectativas, uma vez que as pessoas costumam a achar que ganharão muito mais do que vão de fato. Esse ponto equilibra o balanço para um viés negativo, o que é saudável. Considerem como uma margem de segurança forçada.

3) Realizando as estimativas anuais - as despesas


Para as despesas de moradia (aluguéis, prestações de financiamentos, condomínios, etc) considerei um aumento anual real de 1%, como se o usuário desejasse aumentar seu padrão de vida com o tempo. Se não houver essa expectativa, poderíamos deixar sem variação. Vejam as fórmulas das células para modificá-las.

Eventos extraordinários devem ser considerados nesses gastos. Vejam por exemplo, uma queda brusca de despesas de moradia no ano de 2031. Se examinarem o ano anterior (2030), eu simulei a compra à vista de um imóvel (célula O19), o que fez as despesas de moradia caírem abruptamente por causa da eliminação do aluguel ou a conversão para uma prestação menor.

Nas contas de consumo, fiz uma simulação diferente para mostrar como possuímos total controle das simulações. Eu considerei um aumento real de 1%, mas até o usuário completar os seus 55 anos. Posteriormente, eu modifiquei a fórmula para manter essa despesa constante (célula T12). Talvez após certa idade a gente pare de consumir tantos insumos comparativamente à juventude. Todas as mudanças de fórmulas nas células estão evidenciadas com um fundo um pouco mais escuro.

É relevante falarmos dos impostos. Observe na fórmula que fiz uma estimativa de despesas considerando 20% do salário do usuário, 4% do valor de seu veículo e 15% do valor de seus investimentos. Para os investimentos, é uma estimativa pessimista e pode ser alterada. Normalmente ela é válida apenas para as pessoas que mantém os valores em fundos ou títulos do Tesouro Direto. Para quem mexe ativamente com ações, por exemplo, é possível pagar bem menos do que 15% fazendo vendas parciais mensais abaixo do valor de R$ 20mil. Cada usuário deve modificar a fórmula para refletir sua condição.

É possível prever gastos alternados a cada ano. No item "viagens e lazer", por exemplo, eu considerei valores que oscilam entre R$ 5mil e R$ 10mil a cada ano, simulando possivelmente uma alternância entre viagens nacionais e internacionais. Se bem que, muitas vezes, fica mais caro viajar pelo Brasil mesmo. Mas novamente, cada usuário terá aqui, sua realidade.

Na categoria "automóvel" eu estipulei um aumento de 2% ao ano até o ano em que o usuário deixará de trabalhar (quando a despesa será reduzida 1% ao ano). Afinal, ele deixará de ir de carro no trabalho e economizará combustível. Já a categoria "saúde" é sensível, e tende a aumentar conforme a idade. Considerei um aumento de 5% real ao ano.

Perceba assim o leitor que tudo pode ser adaptado de forma a atender sua realidade específica. Adicione mais categorias, modifique valores e deixe a planilha com uma fiel representatividade de sua vida futura.

Perceba ainda que eu considerei que, a cada ano, metade dos lucros vão para os investimentos em renda fixa e metade para os investimentos em renda variável (linhas 26 e 27). Talvez com o tempo e com o envelhecimento do usuário, esse percentual deva ser modificado para que a renda fixa ocupe uma posição de mais destaque, diminuindo riscos.

4) Avaliação do planejamento e simulações


Vamos agora avaliar os resultados de nosso Plano Patrimonial

Lembre que nosso objetivo era checar se o usuário, parando de trabalhar aos 55 anos, conseguiria chegar aos 88 anos de vida com dinheiro no bolso. E parece que não, Observe que aos seus 78 anos, sua conta de investimentos começa a ficar negativa (linhas 26 e 27). Então, algo deve ser mudado. Aqui reside, assim, a parte mais interessante de nossa PPP: quais as simulações necessárias para que a meta seja alcançada?

O senso comum sempre nos impele à saída mais óbvia: reduzir as despesas do dia a dia. O usuário pode reduzir as viagens, por exemplo, para uma frequência de 3 em 3 anos. Ou ainda, trocar de carro em um espaço maior de tempo. Pode ainda reduzir o aumento de despesas de moradia e contas de consumo. Enfim, são muitas simulações possíveis. Se mantivermos, por exemplo, as despesas dessas duas categorias como fixas e viajarmos somente a cada 3 anos, o usuário conseguiria prolongar sua sobrevivência financeira até seus 85 anos.

Mas talvez ele não queira alterar a faixa de suas despesas. Ele ainda tem a opção de trabalhar um pouco mais. Simule sua aposentadoria aos 60 anos agora (e não mais aos 55 anos): arraste o valor de seu salário até o ano de 2040 e da restituição de IR até o ano de 2041. Ele completará os seus 88 anos com mais de R$ 500mil em caixa. Resolveria seus problemas como também deixaria uma pequena herança aos seus descendentes.

Mas caso ele deseje deixar de ser assalariado mesmo aos 55 anos, e não queira diminuir suas despesas, ainda há outras alternativas.

Uma possibilidade é dedicar-se mais aos investimentos e buscar uma taxa real de remuneração maior. Isso pode fazer toda a diferença. Se alterarmos os valores de 4,0% de renda fixa para 5,0% (talvez arriscando em boas debêntures ou títulos de bancos menores) e de 6,00% para 7,00% em renda variável (opções e mercados futuros), vemos que, novamente, o usuário consegue completar seus 88 anos com um bom caixa de quase R$ 400mil.

Mas a melhor forma de alcançar a meta seria decidir não comprar o imóvel aos seus 50 anos. Não mude nada na tabela e apenas suprima o valor de R$ 500mil da célula O19: nosso usuário chegaria no ano de 2068 com um caixa de R$ 1,7 milhões, satisfazendo não só suas aspirações, como também de seus filhos e netos.

Isso é possível porque o dinheiro que você imobiliza em um imóvel deixa de render juros compostos ao longo do tempo. Não vale a pena, nem financeiramente como também emocionalmente. Se quiser saber porque, leia "Alugar ou comprar um imóvel: minha experiência, opinião e bobagens diversas"

Essa última simulação vai ao encontro da proposta inicial no título desse texto: quando gastar mais dinheiro e usufruir de sua independência financeira. Se nós possuímos uma situação favorável de projetar um valor de R$ 1,7 milhão no alto de nossos 88 anos (sim, sou um otimista!), porque não começar a gastar um pouco mais em nossa vida? Herdeiros sim, eles são importantes, mas talvez você acredite que R$1 milhão seja mais do que suficiente para que eles tenham condições de pavimentarem o seu sucesso próprio.

Abuse de sua independência e liberdade financeira: deixe de economizar  dinheiro, gaste mais, invista em você, aproveite mais a vida e deixe um legado.
Milionário?


Então, tratemos de fazer simulações para usar esses R$ 700mil acumulados. Vamos viajar mais, viver com mais conforto ou começar a realizar doações frequentes para organizações confiáveis? Iniciar uma nova faculdade? Ter um outro filho? Outros projetos?

O importante é conhecer nossa situação atual e nossas possibilidades futuras. Somente assim poderemos agir com base em nossas aspirações, mas com ao menos, um dos pés no chão.


Conclusões


Essas simulações são a chave para que o usuário saiba o que deve ser prioridade de médio e longo prazo em suas escolhas financeiras. Entendendo como os juros compostos funcionam de fato, fica fácil entender o que uma economia de meros R$ 5mil ao ano pode resultar no futuro. Assim como a decisão de viajar a cada ano ou a cada 3 anos. Ou ainda, o quanto impacta alguns anos a menos ou a mais de salário.

Cada um deve conhecer suas prioridades e trabalhar com as variáveis que estão na mesa. O importante é que sejamos coerentes com os esforços que podemos, de fato, oferecer para a conquista de nossa liberdade financeira.

Considero a PPP uma ferramenta excelente para nossos projetos futuros. Sua utilidade vai ficando mais relevante a cada utilização, ano a ano. Isso ocorre porque na confecção de uma nova planilha, podemos comparar aquela que construímos um ano atrás e checar os resultados.

É sempre importante avaliar quais estimativas acertamos e quais erramos. Julgar se o erro não foram nas estimativas, mas sim no nosso espírito consumista, que nos impediu de cumprir corretamente o nosso orçamento. Ou ainda, considerar se ocorreram eventos imprevistos, mas necessários, que resultaram no desvio de nossas metas.

O importante é sermos honestos nessas avaliações, e ponderarmos todas essas variáveis na confecção do próximo Plano Patrimonial.

Obrigado pela leitura. Se tiver alguma dúvida ou opinião, responderei com o maior prazer nos comentários abaixo.

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