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O adeus ao cartão Infinite, às "milhas aéreas" e a opção ao Nubank

Compensa manter um cartão de crédito por causa do programa de milhas aéreas? Uma análise do que se vê e do que não se vê em um cartão Visa Infinite e a alternativa do cartão Nubank.

Compensa manter um cartão de crédito por causa do programa de milhas aéreas? Uma análise do que se vê e do que não se vê em um cartão Visa Infinite e a alternativa do cartão Nubank.


Há uns seis ou sete anos - salvo um engano temporal, o Bradesco ofereceu-me a troca de meu cartão de crédito Visa Platinum para o cartão Infinite. Com meu cartão Platinum eu possuía isenção de anuidade, em virtude de investimentos que eu detinha no banco. Uma vez que não faço muita questão de tais grifes, aceitei com a condição de que esse privilégio - de não pagar tarifas, fosse mantido. Nesse mês, porém, o acordo foi quebrado.

Não critiquei, não reivindiquei e muito menos lamentei com a atendente. Não existia nada no contrato que tal isenção seria vitalícia. E a administradora está em seu direito de anualmente, modificar as condições do acordo. Assim como eu possuo o direito de aceitar manter o cartão pagando uma anuidade de R$ 850,00, ou desfazer a parceria. Escolhi desfazê-la, apesar de a decisão, em função dos benefícios que o cartão me oferecia, não fosse tão óbvia. E nesse artigo, vou explicar o porquê.

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Respeito à liberdade e amor ao Estado: arranjos incoerentes

Como é incoerente, inadequada e inconsequente a defesa mútua do Estado e da Liberdade.

A defesa mútua do Estado e da liberdade é incoerente, inadequada e inconsequente. Se desejamos mais liberdade, precisamos lutar por menos Estado.


O leitor há de convir que existe uma distância muito grande, em diversas esferas de nossa vida, entre intenção e ação. Nem sempre convertemos nossos desejos em iniciativas que propiciarão sua realização. A própria auto-sabotagem é habitual e ocorre de maneira constante na vida, mas ela restringe-se a um indivíduo em particular. Não interfere na sociedade e não atinge demais indivíduos diretamente. Por isso é limitada.

Um desejo comum, com poucas exceções, entre os indivíduos, é possuir liberdade. Liberdade sob suas várias esferas. Liberdade de expressar-se, de ir e vir, de não serem coagidos em algo que desejam praticar(1), com a contrapartida de respeitar sempre a liberdade e o direito de propriedade dos demais integrantes ao seu redor. O leitor deve aceitar, assim, que para possuir tais liberdades, existe a necessidade de não existir algo, ou alguém, que proíba o exercício da liberdade.
 
Defender a liberdade pode parecer fácil, mas não é uma ação óbvia. Pode tornar-se o típico discurso sem prática comentado no primeiro parágrafo. Se fizermos uma pesquisa nacional sobre a defesa da liberdade individual, os números de apoio seriam provavelmente ainda maiores do que a reprovação do governo do PT. Porém, a mentalidade esquerdista e progressista que ainda resiste na maioria da população brasileira impede, muitas vezes de forma inconsciente, de transformar esse anseio por liberdade em ações que possibilitarão sua prática. E aqui, o prejuízo não é mais limitado.
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Crítica da tese aristotélica da eternidade do mundo, por João Filopono de Alexandria

Um ensaio com os argumentos de João Filopono de Alexandria para refutar a teoria de Aristóteles sobre a eternidade do mundo.
A biblioteca de Alexandria, que Filopono não conheceu

Um ensaio com os argumentos de João Filopono de Alexandria para refutar a teoria de Aristóteles sobre a eternidade do mundo.


Há algum tempo postei um ensaio filosófico referente ao opúsculo "Sobre a eternidade do mundo" de São Tomás de Aquino. Não foi um assunto muito relacionado a esse blog, mas publiquei-o para auxiliar possíveis interessados no tema e entusiastas em críticas filosóficas. Hoje disponibilizo uma pequena reflexão sobre as ideias de dois pensadores que viveram em uma distância temporal de 800 anos e refletiram sobre o mesmo tema. Infere-se pelo texto o quanto o pensamento de Aristóteles, o autor criticado, influenciou o mundo ocidental. Suas ideias, apesar de confrontadas sob diversos argumentos, ainda permaneceriam sendo ensinadas por quase 1000 anos após Filopono, o crítico, ter elaborado suas teses, tendo influenciado decisivamente São Tomás de Aquino em sua tese comentada no ensaio anteriormente mencionado.

Lendo sobre o mundo físico defendido por Aristóteles, transparece-se inicialmente um pensamento ingênuo, mas que deve ser compreendido dentro de uma realidade única, totalmente diversa da condição atual, repleta com a posse de todo o conhecimento científico reunido de 2300 anos desde que Aristóteles escreveu suas teses. As ideias aristotélicas permaneceram em evidência por um bom tempo em função da plenitude de seu sistema filosófico, que não encontrou substitutos até o Renascimento europeu, embora tenha recebido muitas críticas em aspectos particulares, como essa que apresento, por João de Filopono.

O vibrante ao ler e escrever sobre essas discussões é perceber o quanto o conhecimento que temos hoje é um conhecimento acumulado, presente na memória e no inconsciente de cada ser humano que o transmite às novas gerações. Se o leitor aprofundar-se na leitura de Filopono verá, por exemplo, que Copérnico, Galileu e mesmo Newton não foram tão originais assim, caso tenham tido contato com suas obras. O que não retira os méritos de terem, a seu tempo, revolucionado a compreensão do mundo. Somos assim, de certa forma, herdeiros das ideias de outras pessoas, capazes de agregar novas descobertas e manter a raça humana hegemônica nesse planeta, apesar das críticas dos catastrofistas.

O texto é relativamente longo e, como no texto anterior de Aquino, não existe uma formatação adequada no Blogger para que eu mantivesse as notas de rodapé para referência. De qualquer forma o texto original, com as notas de rodapé, está nesse link no Google Docs. Boa leitura!