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A rebelião das massas, de José Ortega y Gasset, e o homem-massa

Ortega y Gasset, em seu livro "A rebelião das massas", aponta o suporte ao coletivismo e aos regimes ditatoriais: a criação da entidade "homem-massa"

Ortega y Gasset, em seu livro "A rebelião das massas", aponta o suporte ao coletivismo e aos regimes ditatoriais: a criação da entidade "homem-massa", cuja segurança provém em reproduzir pensamentos alheios e cujo conforto é guarnecido pela isenção de sua própria responsabilidade. 


Na última postagem desse blog, sobre a viagem de rede pelas águas da Amazônia, comentei que, durante a viagem, não há muito o que fazer no barco. Foi, entretanto, uma grande oportunidade de ler um excelente livro de José Ortega y Gasset: A Rebelião das Massas. É impressionante como um livro escrito na década de 20 do século passado contém uma temática tão atual. Equipara-se aos clássicos de Rand, Huxley e Orwell, principalmente por perceber a origem dos movimentos totalitários que emergiriam desde então.

O livro é segmentado em duas divisões principais, um rico prólogo aos franceses e um epílogo aos ingleses (lamentando como a desagregação da Europa poderia ter origem em seu pacifismo), além de quatro ensaios (sobre o pacifismo, sobre poder do dinheiro e o consumismo, sobre a juventude e sobre o equilíbrio de poder dos gêneros no mundo). A primeira parte do livro, mais densa, leva o nome de seu título principal e será o objeto de comentário nessa postagem. A segunda parte, intitulada de "Quem manda no mundo?", traz todos os conceitos anteriores e aplica-os na sociedade como um todo, mostrando como a força da opinião pública (consciente ou inconsciente) tornou-se a força motriz para a permanência de grupos no poder.
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Uma viagem de barco na Amazônia: de Manaus a Alter do Chão e Belém

Uma viagem de barco e rede de Manaus a Belém, passando em Alter do Chão: botos e outros bichos, índios, selva, praias, museus e encontros de muitas águas!
O pôr do sol em Alter do Chão

Uma viagem de barco e rede de Manaus a Belém, passando em Alter do Chão: botos e outros bichos, índios, selva, praias, museus e encontros de muitas águas!


Uma das definições de exótico atribui à palavra o que provém de fora, o que não é comum em seu país. Mas como caracterizar tal adjetivo para um país de dimensões continentais como o Brasil? Para a maioria dos leitores brasileiros acostumados com as conveniências e confortos urbanos, não é natural designar como exóticos lugares como Miami ao invés de uma viagem pelos rios da Amazônia, com contato com uma população que nunca saiu de tal ambiente. O exótico perpassa essa definição. Não tem relação com fronteiras, e sim com costumes e paradigmas. Viajar pela Amazônia e ainda mais, pelas suas águas é conviver com esse exotismo, mesmo tratando-se do mesmo Brasil. Ainda que precisemos ter a consciência de que o padrão e o exótico estão cada vez mais a se misturar com a expansão das comunicações. Viaje o mais rápido possível, pois o exotismo está em extinção!