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O Estado e a tática do medo no passado, no presente e no futuro

Desde o início do século XVI, Maquiavel já mostrava que o objetivo principal do Estado é a manutenção do poder de seus asseclas. E para isso, uma das táticas mais usadas para tal propósito foi a disseminação do medo entre seus súditos. Uma tática ainda muito atual.

Desde o início do século XVI, Maquiavel já mostrava que o objetivo principal do Estado é a manutenção do poder de seus asseclas. E para isso, uma das táticas mais usadas para tal propósito foi a disseminação do medo entre seus súditos. Uma tática ainda muito atual.


Terminei recentemente de ler um livro (Berlim: 1961) que, apesar de denso, demonstra com notável objetividade os fatos e pormenores do tenso ano de 1961. Revela como a Guerra Fria chegava ao seu ápice com a construção do Muro de Berlim e tanques americanos e soviéticos provocando-se frente à frente no checkpoint Charlie, no enclave capitalista dentro do bloco soviético. Esse episódio só rivalizaria em tensão entre as superpotências da época com a Crise dos Mísseis, em Cuba, no ano seguinte.

O livro é fantástico para os amantes da história, e carrega uma densa bibliografia para estudos posteriores na compreensão dos motivos que levaram à essa situação. Mostra claramente um presidente Kennedy confuso, inseguro e fraco em seu primeiro ano de governo, a acirrada atividade de Khrushchov para tornar a URSS uma potência admirada e reconhecida em seu tempo, um Adenauer saudosista da mão firme do ex-presidente americano Eisenhower e a hesitação do primeiro-ministro inglês Macmillan e do presidente francês De Gaulle em tratar a situação alemã.

Não é objetivo desse texto fazer uma resenha do livro. Não simpatizo com resenhas. Se curtas, trazem o risco de serem rasas e não ilustrarem claramente a obra. Se longas, trazem a ameaça de as opiniões próprias do autor (da resenha) sobrepor-se às opiniões do autor do livro. A imparcialidade total é algo tão inatingível quanto raro.

A motivação em escrevê-lo partiu de uma parte do texto onde Walter Ulbricht, líder socialista da então Alemanha Oriental, irritou-se com um pedido de eleições livres feitas por um trabalhador em uma das reuniões em uma fábrica de cabos. Observe a tática utilizada por Ulbricht para desencorajar pensamentos democráticos:
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Sobre filantropia: alguns bilionários que você deveria admirar

O preconceito e a inveja impedem que vejamos de forma clara o papel e a importância dos empresários e bilionários no desenvolvimento de um país, seja indiretamente, como a produção de empregos e tecnologia, ou diretamente, em suas ações filantrópicas. The Giving Pledge
Bill Gates e Warren Buffet, bilionários líderes na filantropia

O preconceito e a inveja inibem a clara percepção do papel e importância dos empresários e bilionários no desenvolvimento de um país, seja indiretamente, como a produção de empregos e tecnologia, ou diretamente, em suas ações filantrópicas.


Entender a lei da causa e consequência tem sido um grande desafio para a humanidade. As consequências de determinadas ações são claras quando se manifestam. É um pouco mais difícil, porém, compreender as causas que as geraram, principalmente quando tais efeitos ainda não estavam evidentes. Após um ano da recondução do PT ao cargo, um consenso afinal começa a ser criado: de que a responsabilidade da maior crise econômica desse país pertence ao próprio governo, iniciado anteriormente pelo ex-presidente Lula. Quando assume-se, como nunca antes nesse país, um orçamento negativo para o próximo ano, significa que a viabilidade de uma nação foi implodida. A matemática básica, aquela que o leitor aprende no Ensino Fundamental, foi totalmente negligenciada. O país chegou no fim do poço. E continua cavando.

Em 2014, antes da eleição e no melhor estilo de caça às bruxas, o partido tentou processar a Empiricus e paralelamente, o decadente ex-presidente mencionado acima pediu para demitir a gerente do Santander, devido à uma legítima opinião emitida sobre o desastre na economia que formava-se. Lula disse que ela não entendia de Brasil. Comparar suas bravatas passadas com a realidade atual é uma dose diária de bom humor. Inesquecível lembrar ainda das postagens facebookianas de seus amiguinhos de esquerda entoando o mesmo coro do seu líder máximo e de sua fantoche.
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O adeus ao cartão Infinite, às "milhas aéreas" e a opção ao Nubank

Compensa manter um cartão de crédito por causa do programa de milhas aéreas? Uma análise do que se vê e do que não se vê em um cartão Visa Infinite e a alternativa do cartão Nubank.

Compensa manter um cartão de crédito por causa do programa de milhas aéreas? Uma análise do que se vê e do que não se vê em um cartão Visa Infinite e a alternativa do cartão Nubank.


Há uns seis ou sete anos - salvo um engano temporal, o Bradesco ofereceu-me a troca de meu cartão de crédito Visa Platinum para o cartão Infinite. Com meu cartão Platinum eu possuía isenção de anuidade, em virtude de investimentos que eu detinha no banco. Uma vez que não faço muita questão de tais grifes, aceitei com a condição de que esse privilégio - de não pagar tarifas, fosse mantido. Nesse mês, porém, o acordo foi quebrado.

Não critiquei, não reivindiquei e muito menos lamentei com a atendente. Não existia nada no contrato que tal isenção seria vitalícia. E a administradora está em seu direito de anualmente, modificar as condições do acordo. Assim como eu possuo o direito de aceitar manter o cartão pagando uma anuidade de R$ 850,00, ou desfazer a parceria. Escolhi desfazê-la, apesar de a decisão, em função dos benefícios que o cartão me oferecia, não fosse tão óbvia. E nesse artigo, vou explicar o porquê.

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Respeito à liberdade e amor ao Estado: arranjos incoerentes

Como é incoerente, inadequada e inconsequente a defesa mútua do Estado e da Liberdade.

A defesa mútua do Estado e da liberdade é incoerente, inadequada e inconsequente. Se desejamos mais liberdade, precisamos lutar por menos Estado.


O leitor há de convir que existe uma distância muito grande, em diversas esferas de nossa vida, entre intenção e ação. Nem sempre convertemos nossos desejos em iniciativas que propiciarão sua realização. A própria auto-sabotagem é habitual e ocorre de maneira constante na vida, mas ela restringe-se a um indivíduo em particular. Não interfere na sociedade e não atinge demais indivíduos diretamente. Por isso é limitada.

Um desejo comum, com poucas exceções, entre os indivíduos, é possuir liberdade. Liberdade sob suas várias esferas. Liberdade de expressar-se, de ir e vir, de não serem coagidos em algo que desejam praticar(1), com a contrapartida de respeitar sempre a liberdade e o direito de propriedade dos demais integrantes ao seu redor. O leitor deve aceitar, assim, que para possuir tais liberdades, existe a necessidade de não existir algo, ou alguém, que proíba o exercício da liberdade.
 
Defender a liberdade pode parecer fácil, mas não é uma ação óbvia. Pode tornar-se o típico discurso sem prática comentado no primeiro parágrafo. Se fizermos uma pesquisa nacional sobre a defesa da liberdade individual, os números de apoio seriam provavelmente ainda maiores do que a reprovação do governo do PT. Porém, a mentalidade esquerdista e progressista que ainda resiste na maioria da população brasileira impede, muitas vezes de forma inconsciente, de transformar esse anseio por liberdade em ações que possibilitarão sua prática. E aqui, o prejuízo não é mais limitado.
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Crítica da tese aristotélica da eternidade do mundo, por João Filopono de Alexandria

Um ensaio com os argumentos de João Filopono de Alexandria para refutar a teoria de Aristóteles sobre a eternidade do mundo.
A biblioteca de Alexandria, que Filopono não conheceu

Um ensaio com os argumentos de João Filopono de Alexandria para refutar a teoria de Aristóteles sobre a eternidade do mundo.


Há algum tempo postei um ensaio filosófico referente ao opúsculo "Sobre a eternidade do mundo" de São Tomás de Aquino. Não foi um assunto muito relacionado a esse blog, mas publiquei-o para auxiliar possíveis interessados no tema e entusiastas em críticas filosóficas. Hoje disponibilizo uma pequena reflexão sobre as ideias de dois pensadores que viveram em uma distância temporal de 800 anos e refletiram sobre o mesmo tema. Infere-se pelo texto o quanto o pensamento de Aristóteles, o autor criticado, influenciou o mundo ocidental. Suas ideias, apesar de confrontadas sob diversos argumentos, ainda permaneceriam sendo ensinadas por quase 1000 anos após Filopono, o crítico, ter elaborado suas teses, tendo influenciado decisivamente São Tomás de Aquino em sua tese comentada no ensaio anteriormente mencionado.

Lendo sobre o mundo físico defendido por Aristóteles, transparece-se inicialmente um pensamento ingênuo, mas que deve ser compreendido dentro de uma realidade única, totalmente diversa da condição atual, repleta com a posse de todo o conhecimento científico reunido de 2300 anos desde que Aristóteles escreveu suas teses. As ideias aristotélicas permaneceram em evidência por um bom tempo em função da plenitude de seu sistema filosófico, que não encontrou substitutos até o Renascimento europeu, embora tenha recebido muitas críticas em aspectos particulares, como essa que apresento, por João de Filopono.

O vibrante ao ler e escrever sobre essas discussões é perceber o quanto o conhecimento que temos hoje é um conhecimento acumulado, presente na memória e no inconsciente de cada ser humano que o transmite às novas gerações. Se o leitor aprofundar-se na leitura de Filopono verá, por exemplo, que Copérnico, Galileu e mesmo Newton não foram tão originais assim, caso tenham tido contato com suas obras. O que não retira os méritos de terem, a seu tempo, revolucionado a compreensão do mundo. Somos assim, de certa forma, herdeiros das ideias de outras pessoas, capazes de agregar novas descobertas e manter a raça humana hegemônica nesse planeta, apesar das críticas dos catastrofistas.

O texto é relativamente longo e, como no texto anterior de Aquino, não existe uma formatação adequada no Blogger para que eu mantivesse as notas de rodapé para referência. De qualquer forma o texto original, com as notas de rodapé, está nesse link no Google Docs. Boa leitura!
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O politicamente correto e a igualdade que destrói as divergências

Defender a igualdade material prioritariamente à igualdade formal gerará apenas uma sociedade leviana, formada por indivíduos frágeis e intolerantes com o adverso.

Defender a igualdade material prioritariamente à igualdade formal gerará apenas uma sociedade leviana, formada por indivíduos frágeis e intolerantes com o adverso.


O termo igualdade vem sendo utilizado frequentemente em muitas demandas políticas e sociais. Esse conceito, porém, possui duas ideias bem definidas, e é preciso sempre ter em mente a qual tipo de igualdade nos referimos.

O primeiro significado trata-se da igualdade formal, que estabelece que todos nós, seres humanos, possuímos igualdade perante a lei, sem quaisquer benefícios ou penas por sermos alguém em específico, mas sim o direito de sermos julgados como um indivíduo incógnito e único. A igualdade formal possui força normativa pelo artigo 5° da Constituição, porém é constantemente violada na prática, e esta sim, deveria ser o objeto de grande defesa pela maior parcela da população.

Porém infelizmente, a igualdade que está na moda e nos discursos dos "progressistas" percorre o conceito da igualdade material (ou substancial), onde todas as pessoas deveriam ter direito aos mesmos recursos e convergir para um mesmo ideal de satisfação, mesmo que possuam aspirações e motivações divergentes. Já explicamos anteriormente o porquê da igualdade material ser imoral, além de ser uma impossibilidade prática.
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Sua desilusão com os políticos provém da expectativa em relação ao Estado

Como explicar a expectativa em relação ao Estado mesmo frente à incapacidade, às ações e à ética dos políticos e burocratas que o compõem?

Como explicar a expectativa em relação ao Estado mesmo frente à incapacidade, às ações e à ética dos políticos e burocratas que o compõem?


Expectativas são facas de dois gumes: podemos desfrutar as delícias em sua realização ou sofrer as dores de sua não consumação. É assim nas expectativas que criamos com nosso par amoroso, em um novo emprego ou na compra do último gadget digital. É também assim na política, quando votamos e esperamos que tais representantes exerçam nossas aspirações no trato, na distribuição do dinheiro público e no retorno de benefícios à sociedade. Expectativa, entretanto, impossível de realizar-se.

Normalmente, a origem da desilusão é relacionada à quebra de promessas realizadas durante as eleições e na sequência do mandato político. Promessas que são feitas justamente para suprir as expectativas dos eleitores. Assim, a mentira é uma necessidade política demandada pelo próprio eleitor. O desapontamento que vem depois é apenas uma consequência, ao final, dessa expectativa. O fato é que os políticos dificilmente vão ajudar você, e os motivos resumem-se por (má) vontade, mas também por (falta de) capacidade. Primeiramente, eles possuem interesses próprios, que incluem a manutenção da ordem vigente, iludindo o eleitor na crença que a estrutura paquidérmica estatal é algo benéfica a ele próprio. Porém também devemos atentar que os políticos não têm como beneficiar a maioria das pessoas, considerando a sociedade em uma visão mais ampla. Mas daí o leitor pensa: qual é, então, a solução?
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A redução da maioridade penal e a falta de foco em seu debate

A aprovação da redução da maioridade penal no Brasil não pode clamar como argumento causal a redução da violência, mas sim a aplicação da responsabilidade individual, baseada em princípios éticos e na justiça.

A aprovação da redução da maioridade penal no Brasil não pode clamar como argumento causal a redução da violência, mas sim a aplicação da responsabilidade individual, baseada em princípios éticos e na justiça.


Nossa competência ou incompetência podem manifestar-se de duas formas: conscientemente ou inconscientemente. Para a primeira combinação, ou seja, da competência (minoritária em uma sociedade idiocrática) assumindo-se de forma consciente, abre-se uma nova possibilidade, a de atuar com honestidade ou desonestidade. O debate atual, e aqui não me circunscrevo apenas ao Brasil, move-se por toda essa seara. Apesar de que, possivelmente, a maioria dos atores que expõem suas opiniões às polêmicas de nossa história são cativos à uma incompetência inconsciente (não sabem e não sabem que não sabem), não representam o mal maior, pois suas ideias denunciam-se a si mesmas e não chegam a possuir grande repercussão. A maior ameaça encontra-se entre o grupo que sabe o que está fazendo, e possui consciência de sua desonestidade intelectual.

Apesar de não classificar nesse grupo os autores da reportagem recente da Folha, sobre os números da criminalidade de menores, ela mostra-se incrivelmente deslocada do foco da discussão, uma vez que procura trazer a relação dos atos ilícitos praticados por menores dentro do total das ocorrências criminosas. A matéria mostra que essa relação é alta e considerável, e assim, carrega um viés de necessidade da aprovação da lei que diminui a idade da maioridade penal e será discutida este mês no Congresso Nacional. Mesmo eu sendo a favor dessa lei, tenho consciência que tais números não têm serventia nessa discussão, pois sua necessidade de aprovação tateia argumentos de justiça e responsabilidade, não possuindo nenhuma função adicional, como colaborar para a diminuição de crimes. Isso pode ser uma consequência, mas nunca pode ser usada como uma causa para sua aprovação.
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O progressismo, o falso elo com o progresso e a miséria intelectual

Progressismo, um rótulo que não passa de um reconforto moral para os idiotas úteis manipulados, e que para sua disseminação, é necessário que se estabeleça sobre a base de uma indigência intelectual.

Progressismo, um rótulo que não passa de um reconforto moral para os idiotas úteis manipulados, e que para sua disseminação, é necessário que se estabeleça sobre a base de uma indigência intelectual.


Sempre quando definimos coletivos, sujeitamo-nos a assumir um grande risco em rotular levianamente um grupo ou um pensamento. Como escrevi em Rótulos políticos: necessidades e problemas, o grande problema é que tal rotulação coletiva inibe o pensamento individual e independente, tão defendido nesse blog. Porém, por vezes, é necessário a utilização de alguns estereótipos para esclarecer meandros do jogo político e para definir pensamentos, opiniões e compreensões de mundo. Principalmente quando algumas derivações são usadas de forma totalmente oposta ao significado da palavra que a originou.

Nesse espaço há farto material que acusa a farsa e o atraso do pensamento que ainda domina o mundo latino - e o Brasil em particular. Alguns são ridicularizados por tachá-lo de comunista, mas tal termo não está incorreto se entendermos como comunista um sujeito cujo objetivo não é implantar um sistema assim e assado, mas sim ser um agente (na maioria das vezes um idiota útil manipulado) que "ocupa um lugar numa organização que age como parte ou herdeira da tradição revolucionária comunista", como diria Olavo de Carvalho. Convicções ideológicas perdem importância para a estratégia de tomada do poder a qualquer custo. Os comunistas de hoje são, assim, pessoas que nunca leram - ou não entenderam, autores que pregaram sua assimilação pela sociedade e autores que criticaram suas teses. Essa oposição é necessária para assumir um julgamento, mas que é negligenciada de forma cruel.
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Tecnologia e apps contra o corporativismo e a serviço da liberdade

Um exemplo de como a inovação tecnológica e a nova era dos serviços e aplicativos aproximam as pessoas e encorajam o exercício da livre escolha individual, um dos pilares do liberalismo.

Um exemplo de como a inovação tecnológica e a nova era dos serviços e aplicativos aproximam as pessoas e encorajam o exercício da livre escolha individual, um dos pilares do liberalismo.


Acuado pelas querelas dos discursos de esquerda, o significado da palavra "capitalismo" distorceu-se enormemente nas últimas décadas. Originariamente referente à uma condição pessoal (a quem possuía capital), foi alçado à caracterização de um sistema econômico por Marx e Engels (1) na segunda metade do século XIX. Esse sistema já havia sido exposto anteriormente por Adam Smith como um arranjo liberal onde a propriedade privada é a detentora dos meios de produção e da decisão dos investimentos, e o preço é calculado naturalmente pela oferta e pela demanda. E principalmente, é caracterizado pela livre decisão de escolha e negociação entre seus agentes.

O mundo, e particularmente a América Latina e os brasileiros, possuem uma dificuldade tamanha em entender os benefícios desse modelo. Recusam-se a aceitar que a busca pelo lucro e pelo interesse individual acaba colateralmente provendo melhorias a todas as pessoas. Foi assim na história. Apesar do século XX ter contaminado esse sistema econômico através da simbiose com o Estado, as melhorias e os avanços foram fantásticos. Aumento de produtividade agrícola (menos fome), avanço na medicina (mais saúde), inovações nos transportes (melhor locomoção) e o avanço nas telecomunicações (encurtando distâncias), além do progresso na informática e sua possibilidade infinita de trazer crescente satisfação aos usuários. Se você está aqui lendo esse texto, você também se beneficia das leis liberais do (verdadeiro) capitalismo.
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Pressão no Congresso Nacional: uma via para uma nova mentalidade

A mobilização nas proposições legislativas é uma das chaves para uma mudança gradual de mentalidade no Brasil e o caminho para a disseminação das ideias liberais.
O bom site Vote na Web

A mobilização política nas proposições legislativas é uma das chaves para realizarmos uma mudança gradual de mentalidade no Brasil e um caminho para a disseminação do pensamento liberal.


Essa semana o PLS 25/2015 foi aprovado pela Comissão de Constituição de Justiça no Senado e segue para a Câmara Federal, na expectativa de que comece a valer já para as próximas eleições municipais. Esse projeto implanta, em cidades com mais de 200 mil eleitores o voto distrital, que sempre defendi como sendo um dos caminhos para uma verdadeira reforma política. No voto distrital os municípios serão divididos em distritos eleitorais, e cada partido/coligação poderá indicar apenas um candidato por distrito. O número de distritos deve ser assim, igual ao número de vereadores na Câmara Municipal.

O voto distrital não é uma panaceia, ou seja, ele não vai resolver a ignorância e a imaturidade política brasileira, mas é um passo nesse sentido. Com sua implantação, o eleitor terá uma facilidade maior de conhecer quem o representa de fato, uma vez que escolherá entre poucos nomes, quem irá representá-lo no legislativo municipal. Como bom efeito colateral, as campanhas ficarão mais baratas por reduzir a área de atuação de cada candidato. Esperamos que a Câmara Federal o aprove. E que sua ampliação seja possível para as demais cidades e também para o plano estadual e federal, embora que, nesse caso, o trâmite seja mais complicado, pois há a necessidade de alterar-se a Constituição Federal, e não somente o Código Eleitoral. Combinando-se as exigências burocráticas, a prioridade duvidosa e a ineficiência legislativa, suspeita-se porque PECs como a 585/2006 e 365/2009 estão ainda em suspenso, apensadas a diversas outras PECs...
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A íntegra da Carta do Povo Brasileiro, o desgoverno PT e o impeachment

A íntegra da Carta do Povo Brasileiro enviada ao congresso, a entrega do governo ao Levy e PMDB pelo PT e a nova possibilidade para o impechment da presidente Dilma Roussef.

A íntegra da Carta do Povo Brasileiro enviada ao congresso, a entrega da economia ao Levy e da política ao PMDB pelo governo petista e a nova possibilidade para o impechment da presidente Dilma Roussef.


Ontem os representantes dos movimentos que levaram mais de 3 milhões de brasileiros - povo não sujeito a tais gestos, em mais de 450 cidades no país nas duas últimas manifestações, entregaram ao Congresso Nacional a Carta do Povo Brasileiro, reproduzida na íntegra ao final dessa postagem. É uma reivindicação bem construída, realizada por várias entidades, como consequência dos descalabros que estão vindo à tona dia a dia nas manchetes dos veículos de comunicação, geradas principalmente por 12 anos de governo petista. Descalabros políticos, econômicos e morais, acompanhados dos devaneios ditos pelos porta-vozes do Partido dos Trabalhadores para a justificação das minhocas que são trazidas à superfície em cada enxadada.

Avisos de toda essa sujeira que estava sendo escondida debaixo do tapete não faltaram nesse blog, já desde o início do ano passado. Mas mesmo assim, a maioria (?) dos brasileiros decidiram escolher a manutenção do PT no comando do país. E parece que agora grande parte dessa maioria ingênua está arrependida.
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Dia 15 de março de 2015 pode ser um início de uma nova história. Dois vídeos de Campinas.

Fotos e vídeos dos protestos anti-PT em Campinas no dia 15 de março de 2015.
Os protestos do dia 15 de março vão fazer história no país. São únicos na organização: provieram do povo, debaixo para cima. Atingiram o país inteiro. Receberam todas classes sociais, pessoas de todas as idades. Até cadeirantes estavam presentes. E ninguém recebeu 35 ou 50 reais para participar ou tiveram direito à marmita ou ônibus fretados, como nos processos organizados pelos tentáculos do PT na última sexta-feira. Foram plurais em determinadas exigências, mas singulares na exigência maior: ou o poder do PT acaba ou o PT acaba com o Brasil.

Os vídeos abaixo, possuem um intervalo entre eles de uns 5 minutos devido a um amadorismo meu: a câmera estava cheia de fotos e o espaço de filmagem esgotou-se. Mas as fotos que deletei ainda não foram suficientes para continuar a filmagem mais tempo e o espaço terminou novamente. Eu precisaria de muito mais espaço para filmar a passeata inteira. Mas dá para ter uma ideia do tamanho da manifestação em Campinas. Foram dois protestos, um pela manhã e outro pela tarde e aqui nessa reportagem estima-se 50 mil pessoas na rua hoje na cidade.
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A rebelião das massas, de José Ortega y Gasset, e o homem-massa

Ortega y Gasset, em seu livro "A rebelião das massas", aponta o suporte ao coletivismo e aos regimes ditatoriais: a criação da entidade "homem-massa"

Ortega y Gasset, em seu livro "A rebelião das massas", aponta o suporte ao coletivismo e aos regimes ditatoriais: a criação da entidade "homem-massa", cuja segurança provém em reproduzir pensamentos alheios e cujo conforto é guarnecido pela isenção de sua própria responsabilidade. 


Na última postagem desse blog, sobre a viagem de rede pelas águas da Amazônia, comentei que, durante a viagem, não há muito o que fazer no barco. Foi, entretanto, uma grande oportunidade de ler um excelente livro de José Ortega y Gasset: A Rebelião das Massas. É impressionante como um livro escrito na década de 20 do século passado contém uma temática tão atual. Equipara-se aos clássicos de Rand, Huxley e Orwell, principalmente por perceber a origem dos movimentos totalitários que emergiriam desde então.

O livro é segmentado em duas divisões principais, um rico prólogo aos franceses e um epílogo aos ingleses (lamentando como a desagregação da Europa poderia ter origem em seu pacifismo), além de quatro ensaios (sobre o pacifismo, sobre poder do dinheiro e o consumismo, sobre a juventude e sobre o equilíbrio de poder dos gêneros no mundo). A primeira parte do livro, mais densa, leva o nome de seu título principal e será o objeto de comentário nessa postagem. A segunda parte, intitulada de "Quem manda no mundo?", traz todos os conceitos anteriores e aplica-os na sociedade como um todo, mostrando como a força da opinião pública (consciente ou inconsciente) tornou-se a força motriz para a permanência de grupos no poder.
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Uma viagem de barco na Amazônia: de Manaus a Alter do Chão e Belém

Uma viagem de barco e rede de Manaus a Belém, passando em Alter do Chão: botos e outros bichos, índios, selva, praias, museus e encontros de muitas águas!
O pôr do sol em Alter do Chão

Uma viagem de barco e rede de Manaus a Belém, passando em Alter do Chão: botos e outros bichos, índios, selva, praias, museus e encontros de muitas águas!


Uma das definições de exótico atribui à palavra o que provém de fora, o que não é comum em seu país. Mas como caracterizar tal adjetivo para um país de dimensões continentais como o Brasil? Para a maioria dos leitores brasileiros acostumados com as conveniências e confortos urbanos, não é natural designar como exóticos lugares como Miami ao invés de uma viagem pelos rios da Amazônia, com contato com uma população que nunca saiu de tal ambiente. O exótico perpassa essa definição. Não tem relação com fronteiras, e sim com costumes e paradigmas. Viajar pela Amazônia e ainda mais, pelas suas águas é conviver com esse exotismo, mesmo tratando-se do mesmo Brasil. Ainda que precisemos ter a consciência de que o padrão e o exótico estão cada vez mais a se misturar com a expansão das comunicações. Viaje o mais rápido possível, pois o exotismo está em extinção!
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Um estudo de "De Aeternitate Mundi", de Tomás de Aquino

Um estudo sobre o caráter teológico (por Grijs) e filosófico (por Aertsen) do opúsculo "De Aeternitate Mundi" (Da eternidade do mundo) de Tomás de Aquino.

Uma exposição do caráter teológico e filosófico do opúsculo "De Aeternitate Mundi" - Da eternidade do mundo, de Tomás de Aquino.


Há pouco tempo, era comum utilizarmos um ou outro dia das férias para organizar nossos armários, em um propósito de doarmos o que é doável ou eliminarmos o que não presta mais. Era comum separarmos livros de papel que hoje já não são mais aceitos para doação nem pelas bibliotecas. Os formatos digitais vieram para ficar. Isso porém transferiu o trabalho de organizar armários para organizar HDs. Ou discos virtuais. Nesse processo contemporâneo deparei-me com um texto que escrevi em uma disciplina de filosofia na Unicamp. Foi o meu début em textos filosóficos. Resolvi publicá-lo aqui no blog para ficar disponível na internet, uma vez que existem parcas referências ao assunto em português. Sempre pode existir algum entusiasta no Brasil ou em Portugal procurando por uma discussão sobre o caráter teológico e filosófico do opúsculo De Aeterninate Mundi, de Tomás de Aquino. Sério, eles existem!

Brincadeiras à parte, foi muito interessante e proveitoso a mim escrevê-lo. Aparentemente, pode parecer inútil tal estudo, mas não é. Da mesma forma que pode parecer que todos os Cálculos Diferenciais que aprendi na faculdade de engenharia foram inúteis como aplicação em vida, tais conhecimentos nos levam a exercitar a capacidade de raciocínio, a organização lógica, a construção de um método e a estruturação de uma argumentação bem feita, ferramentas que serão úteis em outros contextos. Fiquei apenas aborrecido em função do ambiente aqui do Blogger não permitir a inserção de notas de rodapé, presentes 45 vezes no texto, a maioria referências às citações. Para quem for, de fato, lê-lo com alguma profundidade, sugiro usar este link, que direciona para a página do documento original no Google Drive. O texto principal, sem as notas, encontra-se a seguir.