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A civilização ocidental e o desaparecimento da cultura indígena

A cultura ocidental, tão massacrada atualmente por alguns formadores de opinião, foi apenas um acelerador inevitável no desaparecimento da cultura indígena.
Não é de hoje que o desejo dos índios é participar da cultura ocidental

A civilização ocidental, fortemente massacrada por alguns formadores de opinião e historicamente colocada em evidência na América do Sul apenas em função da exploração e escravidão, foi um acelerador inevitável no desaparecimento da cultura indígena.


Continuamente vemos pretensos intelectuais atacando a civilização ocidental, principalmente em seu modelo político-econômico. Reconheço que tenho alguma dificuldade em entender tais pontos de vista. Observando que toda generalização possui exceções, acredito que nossa civilização é ainda o melhor modelo vigente, apesar de estar longe da perfeição. Saltam aos olhos as (relativas) liberdades que possuímos quando comparamos nossa cultura com governos ditatoriais explícitos (China) ou velados (Rússia). Quando ficamos lado a lado com a nossa tolerância social e com o sistema fechado de castas indiano. Quando comparamos a (atual) flexibilidade da religião cristã com governos religiosos fundamentalistas como o Irã. E principalmente, quando os principais países ocidentais são os maiores receptores de imigrantes do mundo, que buscam a integração e a felicidade em seu seio. E essa é umas das melhores réguas para medir o sucesso de um país: avaliar a taxa de imigração e emigração em suas fronteiras.

Uma das maiores críticas de ataque à civilização ocidental tem raízes no imperialismo, onde atribui-se aos países europeus, e posteriormente aos norte-americanos, tragédias históricas de exploração e de escravidão. Óbvio que é impossível negar muitas atrocidades cometidas, mas a análise é sempre realizada através de um peso e duas medidas. O expansionismo muçulmano, russo, chinês e japonês não foi feito da mesma forma? Ora, o problema não é a cultura em si, e sim o estágio de poder regional e a consequente aspiração de sua extensão em cada nação. Tais conquistas, dizem os críticos ocidentais, interferiram na paz e harmonia dos povos conquistados, exemplificados no imperialismo africano e sul americano. Aqui no Brasil é comum atribuirmos à conquista europeia, o "roubo" das terras indígenas. Consequências desse pensamento ainda são ativos mais de 500 anos depois, exemplificados na constante falsificação de identidades indígenas para receber programas assistenciais de conotação racista, que dividem cada vez mais os seres humanos em subclasses.
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Popper e Kant: liberdade, responsabilidade e o sentido da vida

Karl Popper e a filosofia de Immanuel Kant relacionada à liberdade e à responsabilidade, sua associação com a ética e a moral, aplicadas ao sentido da vida.

A filosofia de Karl Popper e a doutrina da autonomia de Immanuel Kant relacionadas à liberdade e à responsabilidade, suas associações com a ética e a moral e as aplicações ao sentido da vida.


A filosofia de Karl Popper foi denominada, por ele mesmo, de Racionalismo Crítico. Usou-a marcadamente para pensar sobre as teorias científicas que atravessaram os séculos e com o amparo da filosofia de Kant, aplicou seus fundamentos no estudo da filosofia moral. Algumas visões sobre seu pensamento podem ser vistas em seu livro "Em busca de um mundo melhor"*, que reproduz diferentes conferências realizadas pelo filósofo entre as décadas de 50 e 80 do século passado.

Ele desperta tal conexão filosófica através da analogia entre o sistema heliocêntrico proposto por Copérnico com a Ética Kantiana. No sistema copernicano, atribui-se ao Homem, e ao seu método científico, o papel de legislador da natureza, que assume assim, uma posição central na cosmologia. A Ética Kantiana recupera esse papel do Homem na posição central como legislador da moral, humanizando a ética através da doutrina da autonomia.

A doutrina de Kant da autonomia baseia-se no fato de que somos, através de nossa própria responsabilidade, capazes de discernir entre atos morais e imorais, o que limita a nossa obediência a uma autoridade em nosso papel de legislador moral. O filósofo vai além, afirmando que nosso dever moral é considerar cada pessoa como um fim em si mesmo, e não como um meio de obtenção de vantagens ou serventias.

Possivelmente foi o primeiro filósofo que fez tal afirmação, própria da personalidade de Howard Hoark, do livro "A Nascente" de Ayn Rand. Tal conceito da necessidade de tal liberdade, responsabilidade e respeito às outras pessoas recheiam sua obra "Metafísica dos Costumes" e compõem o seu imperativo categórico, seu princípio fundamental da moralidade a partir do qual se derivam todos os direitos e obrigações: "Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal".
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A Petrobrás e um modelo justo de privatização

É possível uma privatização com justiça e inclusão social. O caso da Petrobrás e porque o Estado não a leva adiante.

Você sabia que existe a possibilidade de realização de justiça e inclusão social através de uma privatização? Vamos ver como que isso funcionaria para a Petrobrás e quais são as razões que impedem o Estado de efetivá-la.


"O petróleo é nosso"! Essa expressão constitui-se no dito fundamental da maioria daqueles que posicionam-se contra a privatização da Petrobrás. Tal manifestação não vem de hoje, mas está encarnada há décadas no seio da população brasileira.

Resta entender - e concordo que é muito difícil explicar, onde está o nosso petróleo de cada dia. Além da população não possuir parte dos lucros do (outrora) ouro negro, convivemos com um dos maiores preços de gasolina e diesel do mundo (mesmo com o preço do petróleo em níveis baixos e com a atual política da empresa sob Pedro Parente).

Apesar da empresa estar obtendo algumas vitórias em sua restruturação, como a venda de ativos e o retorno de desvios praticados por funcionários da empresa, o fato de que a administração estatal é ineficiente e gera corrupção, está mais do que evidente. Empresas estatais são utilizadas, como uma prática sistêmica, como meios de corrupção pelo grupo político que está no poder.

E mesmo assim, a tal ideia do "petróleo é nosso" ainda é acolhida pela maioria da população.

Como podemos reformar esse débil modelo mental? Como explicar que esse modelo não faz as pessoas serem donas de nada? E como defender ideias para que uma empresa pública seja, de fato, do povo?