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Cartas a um eleitor petista (III): a mentira e o estelionato eleitoral

Os limites no apoio da mentira, da hipocrisia e do vale-tudo no estelionato eleitoral promovido pelo PT frente à formação da ética, valores e ações morais.

Qual o limite para aceitar um estelionato eleitoral? Qual a fronteira que delimita o apoio da mentira, da hipocrisia e do vale-tudo na formação de sua ética, valores e ações morais?


Caro eleitor petista, seguimos em nosso diálogo nessa terceira carta. Já passamos 30 dias do momento em que seu voto foi contabilizado a favor de mais um período de permanência do PT no governo e já podemos analisar a coerência e a moral do partido em algumas decisões implantadas, imediatamente após a contagem dos votos. Decisões que mostram desonestidade, cinismo e hipocrisia.

Considerando que seu voto foi consciente, eleitor, você deve ter votado a favor de um modelo. Ou contra um modelo adversário. Como você sente-se então, com o governo tomando várias decisões que, na campanha, foram atribuídas à futuras ações de seus adversários, levando ao pé da letra o discurso de Lênin de acusar os adversários daquilo que você pratica. Você compactua com esse tipo de fraude? Ficará em silêncio condescendendo com esse estelionato eleitoral ou levantará a voz em protesto ao governo que você elegeu?

Você recorda-se, na campanha eleitoral, quando a Dilma dizia que era o PSDB o partido que pregava o aumento de juros? Segundo ela, não era necessário tal ajuste, pois ele beneficiaria apenas banqueiros e atrapalharia a concessão de crédito para a população, correto? Porém ela autorizou que o BC os aumentasse três dias após a eleição. Isso deixa evidente que a inflação não está sob controle como a então candidata afirmava repetidamente nas telinhas. Mas talvez você tenha acreditado nela, eleitor. E possivelmente o seu entendimento é que, como a ação, "progressista", veio do PT, deve ter sido para o bem dos pobres. Caso fosse uma decisão, "reacionária", da equipe econômica do PSDB seria exclusivamente para o bem dos banqueiros e da elite branca. A lógica é a maior vítima do pensamento de esquerda.
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Subversão ideológica - o caminho para um estado totalitário

Como a teoria de subversão ideológica de Yuri Besmenov explica os métodos utilizados pela Revolução Cultural no despertar de um estado totalitário.

Como a teoria de subversão ideológica de Yuri Besmenov ajuda a elucidar os métodos utilizados pelos partidários da Revolução Cultural, o despertar de um estado totalitário e a consequente asfixia das liberdades individuais.


Yuri Besmenov é um ex-agente da KGB, serviço secreto da antiga União Soviética, mas cuja existência sob uma outra roupagem ainda é defendida por muitos estudiosos. Analisando-se as recentes movimentações da Rússia e um desvelamento mais evidente e crescente do movimento eurasiano, não é algo difícil de acreditar. Afinal, quanto mais poderoso e onipresente é um órgão, mais ele terá a força de negar sua própria existência. Mas não é sobre eurasianismo que escrevo hoje, e sim sobre as táticas que um estado totalitário usa para erradicar a liberdade de seus cidadãos. A importância do tema advém do fato de que a compreensão desse processo e a vigilância constante são altamente necessários para resguardar nossos direitos naturais. Algo que ninguém devia desejar perder.

Besmenov, após sua deserção para o Ocidente, ficou famoso nos anos 80 por revelar tais táticas, mas é ignorado solenemente por grande parte da mídia na análise política. Tenho insistido que em diversos países (muitos bem próximos), o grupo que se encontra no poder não respeita a liberdade e a democracia de fato, mas age sob a estratégia da revolução cultural, fazendo com que a maioria das pessoas acreditem em premissas como a inevitabilidade da presença do Estado em suas vidas sem perceber que essa crença a levará fatalmente aos grilhões de seus pensamentos e à supressão de sua própria autonomia. Besmenov apresenta essas técnicas empregadas pelo Estado através do conceito de "subversão". Independente do nome utilizado, o objetivo é a manipulação cultural e psicológica das massas propiciando o estabelecimento de regimes revolucionários.
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Cartas a um eleitor petista (II): sobre corrupção e poder

A grande hipocrisia ou o falho modelo mental em votar no PT e defender o combate à corrupção, um simples meio para auxiliar o projeto de poder do partido.
Uma folga para os Irmãos Metralha

Como é grande a hipocrisia (ou como é falho o modelo mental) em votar no PT e defender o combate à corrupção, usada como um claro meio para dar auxílio ao projeto de poder do partido.


Caro eleitor petista, estou um pouco sem tempo para escrever esses dias e queria, genuinamente, escrever sobre algum tema alheio à política, mas o escândalo da Petrobrás está tão estampado nas notícias, que achei que valeria a pena tecer alguns comentários do tema para você. Vamos assim, conversar sobre corrupção? Afinal, se você já tinha votado no PT antes, você colaborou para essa situação, não?

Talvez você se lembre que no artigo anterior eu mostrei a incoerência em votar no PT e concomitantemente pregar o repúdio à liberdade e a aversão à ditadura. Hoje vou mostrar como vocês, votantes do partido da estrela vermelhinha, são incoerentes ou hipócritas em defender o combate à corrupção e sonhar com um mundo mais justo, fraterno e igualitário. A defesa que você faz contra a corrupção só pode ser fruto de uma inconsistência mental ou de interesses próprios, caso você receba benefícios dessa prática. Não há outra alternativa. E vou mostrar a seguir o porquê.

Sua primeira tentativa de argumento tateará o fato de que a corrupção não foi inventada pelo PT. Eu concordo com você. Desde que os homens começaram a viver em sociedade, o desvio de dinheiro ilícito surge como um dos objetivos de muitas pessoas desde que possuam o acesso a essas tentações e a possibilidade de transformá-las em realidade. Veja bem: os agentes possuem a possibilidade de transformá-las em realidade. O PT, além de facilitar essa conversão, foi além: promoveu a institucionalização dessa prática.
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Cartas a um eleitor petista (I): sobre ditadura e liberdade

Como entender as ideias de um eleitor que diz que aprecia a liberdade e repudia a ditadura, mas vota no PT, totalmente ao contrário de tais pensamentos?
Pátria grande: agora a Venezuela também apoia o MST

Como entender as ideias de um eleitor que diz que aprecia a liberdade, repudia a ditadura mas vota no PT, que não pratica tais pensamentos e valores?


Caro eleitor petista,

Tenho buscado compreender, conversando e observando comentários de pessoas que, como você, votaram no PT nessa última eleição, qual a ideia que vocês possuem sobre ditadura e liberdade. Muitos de vocês parecem repudiar totalmente qualquer forma de ditadura, como pode ser visto em comentários sobre a marcha, totalmente pacífica, que ocorreu em São Paulo no final de semana passado. O repúdio, a fissura e o medo de uma ditadura militar parecem ser tão intensos, que vocês determinaram o valor de uma manifestação contra a corrupção apenas a partir de protestos isolados de algumas pessoas, cujo pensamento não era o mesmo dos organizadores. Mas é certo que para a maioria de vocês, isso ocorre apenas para desmoralizar um movimento ampliando uma demanda minoritária para o todo. Isso não é honesto, pois seria facílimo de fazer o mesmo com vocês, votantes do PT. Afinal, toda a destruição causada por alguns movimentos "sociais" como o MST, apoiador do PT, são muito piores do que um protesto por uma demanda, por pior que esta seja. Assim como é no mínimo curioso que a grande maioria da população carcerária tenha votado em peso no partido. Seria justo aqui tomar a parte pelo todo?

Insisto, eleitor: onde está a ameaça da volta de uma ditadura num desejo democrático de manifestar-se contra o PT do poder? Onde está o autoritarismo da grande maioria dos quase 50% que votaram contra o governo que aí está, no momento em que o próprio líder dessa oposição discursou no senado e repudiou quaisquer tentações anti-democráticas ditas em seu nome e ao seu partido? Não existe tal demanda pela oposição de fato. Os grupelhos que pedem a intervenção militar são uma minoria ínfima dentro do bloco oposicionista liderado pelo PSDB e só existem porque partidos de direita foram eliminados pela ideologia da esquerda. Mais numerosos são os grupelhos que pedem o comunismo no país, infiltrados entre o bloco da situação, liderado pelo PT. Procure pelos programas e por declarações de políticos do PCO, PSOL, PCB e demais apoiadores do PT e avalie seus "desejos democráticos". Você perceberá que tais repúdios aos pedidos de intervenção militar, propagados por muitos de vocês são uma fraude, uma desonestidade intelectual amalgamada com uma indignação totalmente seletiva. Reveja seus argumentos e não seja hipócrita, eleitor.
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Novo recorde de visitas no mês de outubro!

Pessoal, em Outubro esse blog alcançou quase 8.000 visualizações de página, apesar de eu continuar a manter a frequência de apenas uma postagem por semana. Tal fluxo em parte é devido aos leitores fiéis, que são uma fonte de motivação para que eu continue a escrever, devido a novos leitores que estão chegando a partir de novas assinaturas e parte pela procura orgânica no Google, cujo fluxo aumentou consideravelmente.


A todos, meu agradecimento pela leitura. Como escrevi sobre o blog, meu objetivo principal aqui é guardar ideias e comentários aos quais atribuo significância e qualidade. E a leitura pelas pessoas, principalmente àquelas que deixam comentários nos textos, é uma motivação adicional para tal.

Permanecerei nessa viagem lenta, procurando mostrar que o responsável pelo nosso futuro está na imagem refletida dia a dia no espelho e envolve tanto a procura de meios adequados para alcançar objetivos como também a não aceitação de coerções externas que oferecem resistência para tais conquistas.

Permanecerei empenhado em revelar como os tentáculos do Estado reprimem cada vez mais nossa liberdade, impedindo-nos de exercer livremente tais ações que nos transforma em seres, de fato, livres e responsáveis. E como a aceitação dessa dependência estatal legitima inconscientemente uma ditadura velada. Quanto mais tarde despertarmos desse sono, futuras ações serão cada vez mais inócuas. Não há tempo a perder.