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Inteligência financeira: os 5 elementos que compõem sua base

A minha história pessoal em quase 15 anos na aprendizagem da inteligência financeira e os cinco principais elementos que compõem essa base de conhecimento.
Inteligência financeira é também conhecer as armadilhas do desejo e...

A minha história pessoal em quase 15 anos buscando a inteligência e independência financeira. E como ela me credenciou a apontar os cinco principais elementos que compõem essa base de sabedoria.


Já faz quase 17 anos que comecei a interessar-me pelo mercado financeiro.

Naquele já longínquo ano de 2000, quando eu morava no Rio de Janeiro e fazia MBA na FGV em Botafogo, perguntei a um professor de economia quais seriam os melhores investimentos para as primeiras sobras financeiras mensais que começavam a despontar na minha conta corrente. Se você possui alguma identificação com tal pergunta, você está lendo o texto certo!

Sabe como o professor respondeu? Com uma outra pergunta: “- Quando você pretende ser livre?”

Não assimilei bem o que ele quis dizer na ocasião, afinal, eu era livre oras! Ninguém me coagia a nada e eu fazia o que bem entendesse. Mas posteriormente, comecei a perceber que podemos ter noções diferentes da liberdade.

E ter um emprego onde eu não tinha possibilidade de gerenciar o meu tempo de forma soberana pontuava contra minha liberdade. A ficha começou a cair. E as atitudes começaram a mudar.

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Greves na universidades públicas: o foco errado e suas consequências

Demandando dinheiro ao invés do interesse público (eficiência na gestão), a greve nas universidades levará à privatização ou à queda de qualidade de ensino.
Égio égio égio, eu quero privilégio!
As ações de professores e funcionários exigindo mais dinheiro e benefícios, e não eficiência de gestão, levará a consequências inevitáveis: a privatização do sistema ou à uma brutal queda da qualidade de ensino. É um claro exemplo do interesse privado acima do interesse público.


Estive hoje à tarde em uma aula na licenciatura da Unicamp para "reposição" das aulas do 1º semestre em função da greve na universidade, tema que preencheu, de fato, o maior período do encontro. A greve foi suspensa recentemente por tempo determinado pelos professores mas ainda está em vigor pelos funcionários. Saí decepcionado. A professora, provavelmente a melhor que tive no contexto das disciplinas da Faculdade de Educação, possui as mesmas ideias que estão levando esse país à bancarrota. Mas como diria Jack, vamos por partes...

Toda a primeira parte de seu discurso de justificação da greve foi sobre a (falta de) reposição salarial prevista para esse ano. A universidade alega gastar 96,5% de sua arrecadação em salários e não ter caixa para bancar o aumento. Claro que é uma notícia ruim para os professores e funcionários. Porém, apesar de nos últimos 12 anos os mesmos terem recebidos aumentos 152,52% contra uma inflação de 98,15%, a única saída encontrada foi a greve, prejudicando todos seus alunos e a comunidade atendida em suas instalações. A atitude fica ainda mais vergonhosa quando lemos sobre todos os benefícios que os mesmos possuem e suas condições fenomenais de aposentadoria, conquistas muito, mas muito distantes do trabalhador comum. São "direitos adquiridos" que na verdade, converteram-se em um gigantesco privilégio. A educação que se ferre, mas o socialismo de seus privilégios não está em pauta. Socialismo só é interessante com os deveres e o dinheiro dos outros.

É o interesse privado acima do interesse público, colocado em marcha justamente pelo grupo que discursa de forma tão veemente quando a temática é justiça "social" e a supremacia da coletividade. Hipocrisia é pouco.
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Liberdade e poder: os direitos naturais de John Locke revisitados (2)

Uma reflexão sobre direitos naturais, propriedade privada, liberdade positiva, liberdade negativa e poder, à luz das ideias de John Locke, Thomas Jefferson e Isaiah Berlin.


No artigo precedente, eu comentei sobre uma possível sintetização das ilustrações dos direitos naturais estabelecidos por John Locke em um conceito ampliado de propriedade privada. Desviei a acepção da “liberdade” internalizada no conceito de “direito” e a redefini como uma condição necessária para o seu pleno exercício. Terminei o texto com duas considerações derivadas desse pensamento: (1) as ações exercidas e baseadas em direitos de propriedade não serão legítimas se lesarem direitos de propriedade alheios e (2) possuir liberdade para esse exercício não significa possuir capacidade, ou seja, liberdade não é poder. Esse texto dá continuidade acerca desses dois pensamentos.

É um ponto de vista corrente a ideia de que nossos direitos terminam onde começam os direitos dos outros. Tal perspectiva encontra suporte em ampla parcela da população. Porém, em geral, as noções que permeiam essa tese no pensamento coletivo, embora correta, são rasas. Uma vez que o conceito de direitos naturais não é bem assimilado em uma sociedade coletivista como a nossa, as pessoas tendem a concordar com essa consideração apenas de forma superficial.