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A liberdade econômica é essencial para a liberdade individual

Sem a liberdade econômica, prática impedida pelas normas do estado, é impossível exercitarmos plenamente a liberdade individual.Sem a liberdade econômica, prática impedida pelas normas do Estado, é impossível exercitarmos plenamente a liberdade individual.


No artigo Liberdades restritas, transcrevi o poema de Martin Niemöller, que mostra claramente como não perdemos a liberdade de uma só vez. Esse pensamento  central é atribuído ao filósofo David Hume, e Frederick Hayek desenvolveu-o em seu livro “O Caminho da Servidão”, sustentando que, sem a liberdade econômica, todas as demais liberdades tornam-se impossíveis. Esse raciocínio é válido especialmente para a liberdade individual e pessoal. Só possuímos uma verdadeira liberdade de escolha se não somos dependentes economicamente de algum agente. O que também é válido para as empresas. Se as receitas das mesmas possuírem algum vínculo com o governo, elas não possuem liberdade para exprimirem-se de forma independente. O animal não ataca a mão que o alimenta. É o que acontece com parte da imprensa, principalmente em blogs chapa branca que dependem exclusivamente de propagandas estatais para sobreviver.

Para a imprensa que não depende por ora de verbas do Estado, entretanto, uma notícia de ontem chamou a atenção: “Dilma promete ao PT encampar regulação econômica da imprensa”, através da divulgação de um texto com um cinismo brutal que mistura ‘'”liberdade de expressão” com “regulação dos meios de comunicação”. Apesar de em seu discurso ela negar veementemente a regulação de conteúdo, os verdadeiros fins são implícitos. O cerco às propagandas de bebidas e produtos infantis não são por acaso. Com menos verbas privadas, as empresas começam a depender mais das verbas estatais – um gasto público que na verdade, deveria ser abolido para possuirmos uma imprensa realmente independente. Ao final, a situação acaba por assemelhar-se ao confortável sapo na água morna. O ambiente não esquenta de forma imediata. A temperatura vai aumentando aos poucos e quando a água torna-se demasiadamente quente, não temos mais como reagir. Nossos países vizinhos têm mostrado bem como trilhar esse caminho.
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O analfabetismo financeiro como uma condição trivial

A realidade e as barreiras na busca do conhecimento para livrar-se do analfabetismo financeiro e como consequência, preservar a sua liberdade individual.

A realidade e as barreiras na busca do conhecimento para livrar-se do analfabetismo financeiro e como consequência, preservar a sua liberdade individual.


Meu amigo Damião mostrou-me recentemente, uma reportagem que chamou a atenção para uma pesquisa que demonstrava o quão significante é o analfabetismo financeiro da população, evidenciado os males que tal condição causa hoje na civilização. Alto grau de endividamento das pessoas, vulnerabilidade perante aos grandes agentes financeiros e dificuldades na aposentadoria são apenas algumas das consequências de tal situação. O artigo completo do estudo encontra-se nesse link.  Nessa pesquisa, as economistas Annamaria Lusardi e Olivia Mitchell propuseram três questões simples, que versavam sobre o entendimento básico de juros, inflação e diversificação de investimentos, e foram propostas para pessoas em vários países do mundo. Em tradução simplificada, as questões são as seguintes:

1) Suponha que você tenha $100 em uma conta de poupança que rende 2% ao ano de juros. Após 5 anos, se mantiver o dinheiro depositado, você terá nessa conta:
(a) mais do que $102
(b) exatamente $102
(c) menos do que $102
(d) Não sei / me recuso a responder

2) Imagine que a taxa de juros anual de sua poupança seja de 1% ao ano e a taxa de inflação anual de 2% ao ano. Depois de um ano, você poderia comprar com o dinheiro dessa conta:
(a) mais do que hoje
(b) exatamente o mesmo que hoje
(c) menos do que hoje
(d) Não sei / me recuso a responder
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Os limites da proibição do trabalho infantil

Trabalho infantil: os limites da proibição
O Estado sabe o que é melhor para você, ok?

As leis atuais do trabalho infantil são passíveis de receber limites de forma que a liberdade individual seja respeitada?


Revi hoje alguns trechos da constituição brasileira para um trabalho que estava desenvolvendo e lembrei-me de uma reportagem que li há uns dois meses, onde um mecânico dono de uma oficina foi autuado pelo Ministério do Trabalho por ter oferecido um emprego a um rapaz de 14 anos no período da tarde, caracterizando assim, um trabalho infantil. O trabalho era de comum acordo entre todos, inclusive entre a mãe do menor. Ele ia bem na escola e já tinha comprado com seu salário, tênis, bicicleta e guardava R$500,00 na poupança. É claro, o Ministério do Trabalho multou o empresário e proibiu o trabalho. A mãe lamenta: “- Agora ele vai ficar sem dinheiro e passar a tarde inteira assistindo televisão”. Veja a reportagem nesse link.

De fato, o inciso 33, do artigo 7º da Constituição Brasileira, é claro: “proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos”.

O inciso é claro, mas limites deveriam ser colocados. É óbvio que existem certas condições degradantes de trabalho infantil e que a educação é um fator preponderante para as crianças e jovens. Porém, qual a interpretação de "perigoso" ou "insalubre"? Enquanto deixarmos essas definições para um senso comum, que vem degradando-se ano a ano em função das ideias impostas e justificadas pelos direitos sociais, existe um risco enorme na prática de injustiças. A tentativa resume-se a exterminar uma mosca com uma metralhadora, legando muitos prejuízos colaterais.
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A ética tacanha de Robin Hood

Assumir o papel de Robin Hood e desejar a distribuição de riquezas através da força e coerção é estar ao lado de atitudes imorais perante as pessoas.
Com o dinheiro dos outros sempre é fácil

Assumir o papel de Robin Hood e desejar a distribuição de riquezas através da força e coerção é estar ao lado de atitudes imorais perante as pessoas.


Há mais de dois meses publiquei que  a“Transferência de riqueza e igualdade de renda são conceitos imorais”, onde enfatizo que o fluxo de riqueza, quando não desvirtuado pelo Estado, é naturalmente orientado para as pessoas e setores eficientes e eficazes, refletindo inerentemente a meritocracia nos processos. Esse fluxo de riqueza ocorre principalmente pelo esforço voluntário dispendido de cada indivíduo em sua atividade particular, e pode ser estimulado e potencializado por suas habilidades natas ou por uma escolha pessoal. Assim, cada pessoa deve ser hábil para avaliar se a troca de seu tempo por uma determinada recompensa é (ou não) um caminho válido para a realização de seus desejos, refletindo assim diferentes motivações.

Ainda nesse raciocínio, é claro o quanto é um ato imoral a retirada, por alguém ou uma entidade, de parte da riqueza de quem honestamente a conquistou e entregá-la a quem não demandou o esforço correspondente, como aos nossos burocratas e empresários favorecidos pelo sistema, beneficiando assim os setores improdutivos da sociedade e perpetuando essa lógica nefasta. A defesa desse sistema pelos entusiastas da distribuição de renda é utilizar um suposto atestado de integridade, fazendo com que pensemos que os reais beneficiados são as pessoas mais pobres, enquanto no fundo, eles são os maiores prejudicados a longo prazo. Escrevi posteriormente “Como ajudar genuinamente os pobres e necessitados” onde comento ações que são os reais meios de construção de riqueza que eliminarão de fato a pobreza a médio prazo, mas que passam longe do discurso social dominante.
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O gerente de banco como consultor financeiro

As razões e os porquês para não escolher o seu gerente de banco como consultor financeiro.

As razões e os porquês para NÃO escolher o seu gerente de banco como consultor financeiro


Sou um defensor da individualidade. Vejo em cada pessoa um ser único, com capacidades, motivações e objetivos distintos. Esse tema tem sido constantemente exposto em meus textos, que em geral, são mais voltados para a consequência dessa unicidade: a liberdade de fazermos nossas próprias escolhas, normalmente muito limitadas por um grande Estado interventor. Alguma liberdade para escolher determinados caminhos contudo, ainda podemos exercer plenamente. E também colher as tempestades e os frutos gerados por essas escolhas individuais.

Uma dessas escolhas é decidir se delegaremos ao gerente do nosso banco a administração de nossos investimentos ou se dedicaremos a nós mesmos um mínimo de conhecimento financeiro para tal. Embora que, na primeira alternativa acostumamo-nos a atribuir confortavelmente a responsabilidade de possíveis perdas de oportunidade à outrem, o fato é que a responsabilidade dessa escolha foi, evidentemente, nossa. Tentamos disfarçar o fato de que não fomos o agente direto em uma decisão específica. Porém, escolhemos não escolher. Sem escapatória: liberdade significa responsabilidade.