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A transferência de responsabilidades e a aplicação moral da nova ética

Como a situação em que vivemos é composta de atitudes com distorções morais resultando em uma mudança de ética e evadindo-se das próprias responsabilidades

As atitudes em tempo atuais revelam uma alteração moral e a promoção de uma nova ética, onde a responsabilidade pessoal não se faz mais presente.


É evidente, ano a ano, um retrocesso na concepção de ética da maioria das pessoas, que, por consequência, termina por refletir-se em seus comportamentos morais. E uma de suas revelações mais funestas é a negação pelas pessoas da própria responsabilidade nos resultados de suas próprias ações. Ao invés disso, tornou-se lugar comum a culpabilização de um fato, agente ou determinado contexto externo, para as supostas consequências de seu próprio ato individual. Ou ainda, ampliando-se essa conduta para defender suas teorias sociais, onde o obscuro ser chamado de "sociedade" carrega dentro de si, como Jesus, a culpa pelos pecados dos outros.

Esse tipo cada vez mais comum de atitude se multiplicou assustadoramente no Brasil recente, e as decisões que levam às essas ações são construídas com base em um mundo totalmente desabituado à realidade, concebendo uma verdade fundamentada puramente em suas conveniências pessoais e atribuindo constantemente o insólito aos pensamentos e atos a outrem, nunca aos seus próprios.
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Política e corrupção: com o atual modelo mental estatista, há solução?

O modelo mental estatista é a causa principal da corrupção. Mais Estado, mais favores, mais propinas, mais política, menos justiça.
Corrupt Legislation, de Elihu Vedder

A íntima conexão entre política e corrupção só poderá ser enfraquecida quando a mentalidade estatista for varrida do modelo mental da maioria da população.


Em comentários de postagens, em conversas e mesmo nesse blog, tenho enfatizado constantemente a relação da maciça influência do Estado em nossa vida, o que gera um notável e intrincado convívio entre a política e corrupção. Apesar de eu perceber tal relação - do Estado, do poder e da corrupção, uma manifestação tão evidente quanto óbvia, sou consciente de que faço parte da minoria da população, que vê o Estado como o grande provedor de suas necessidades e supressão de suas angústias. É primordial que tais correspondências sejam melhor elucidadas, ratificando a afirmação de que, quem luta por menos corrupção mas insiste em manter o Estado como uma força motriz na economia, defendendo suas políticas intervencionistas, tem grandes problemas no seu modelo mental de percepção de mundo. E as mais prováveis e evidentes consequências de suas demandas são mais e mais corrupção.

A estrutura estatal, arquitetada sobre uma fachada de incentivo ao crescimento do país e assistencialismo social, ramifica-se em diversas áreas e encontra-se presente por toda parte. O poder executivo federal assusta com seus 40 ministérios, e dá o pior exemplo para as esferas estaduais e municipais. Os demais poderes também não são exemplos a seguir. Tal inchaço não deve ter paralelo no mundo. Os tentáculos e o poder dessa imensa estrutura alcançam muito além do círculo político eleito, com as nomeações de todos os cargos comissionados de empresas como Petrobrás, Eletrobrás, Correios, CEF e BB, designados totalmente para fins políticos em troca de favores. Agências reguladoras, como ANATEL e ANEEL têm um imenso poder sobre várias empresas privadas, enquanto toda a rede de assistência social, da educação e da saúde expõem infindáveis casos de imoralidades, onde uma pequena parte, apenas, é revelada pela mídia.
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“Progressistas”, quais são afinal as causas da violência no Brasil?

As causas da violência brasileira no Brasil apontadas pelos "progressistas" são uma farsa e não se sustentam mais.
Exército em Salvador: o retrato da falência do Estado no combate à
 violência

As causas da violência apontadas pela bandeira "progressista" pelo estado de selvageria no Brasil não se sustentam mais.


Não é novidade que o Brasil é um dos países mais violentos do mundo. Levantamento recente da ONU mostra que possuímos 11 das 30 cidades mais violentas do globo, sendo 7 na região Nordeste. Um número assustador. Existem várias formas de abordar as causas dessa situação. Sociólogos e cientistas sociais gastam fortunas do erário estatal para o financiamento de pesquisas e bolsas de pós-graduação para estudar o problema. Pelo visto não temos tidos bons resultados. O Brasil segue sendo o país que debate, debate, debate mas não sai do lugar. Pior: situações que são tão incontestáveis pelas estatísticas ainda seguem sendo um tabu. Errar é humano, mas persistir no erro é burrice, como diz um certo ditado. Mas os “progressistas” não são nunca capazes de admitir seus erros de análise.

Citei anteriormente que 7 das 11 cidades estão no Nordeste. Se acrescentarmos Belém, teremos 8 das 11 cidades na região Norte e Nordeste. Sinto pela região, pois já morei em algumas cidades e conheço tantas outras, o que me fez criar e manter um fantástico círculo de amizades. Mas essa citação tem apenas um motivo: a violência não está diretamente relacionada com a desigualdade de renda ou pobreza. Ninguém terá dificuldade de provar que a região foi (é) a maior beneficiada em melhoria nas disparidades sociais nos últimos anos. Mais de 62% dos beneficiados no Bolsa-família estão no Norte-Nordeste, regiões que possuem apenas 36% da população brasileira. E é a região que mais sofreu o aumento na violência nesses mesmos últimos anos. Em relação à ajuda federal, os Estados dessas regiões, com apenas duas exceções, recebem anualmente bem mais recursos do que arrecadam. Todos esses dados mostram que NÃO, a violência NÃO está relacionada a condições sociais. Um bom material para que os “progressistas” de plantão mudem seu ponto de vista.
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Além dos 20%: a real taxa do desemprego e sua manipulação estatística

Como a manipulação dos dados da taxa de desemprego através das supostas metodologias científicas evita que saibamos que seu real número é acima de 20%.
Para o IBGE, o vinho é desnecessário

A real taxa de desemprego no Brasil está acima de 20% e a manipulação dos dados através de supostas metodologias científicas impede que a maioria da população saiba a verdade.


No caminho para seu trabalho, de dentro do ônibus ou em seu carro, você para em vários semáforos. Em um deles vê pedintes. Em outro, jovens que “lavam” os vidros em troca de trocados. Na parada adiante, artistas de rua, cujo pequeno show é um convite a outra doação. Você, uma pessoa dotada de senso lógico, imagina como seria bom se houvesse oportunidades de emprego para essas pessoas, onde elas pudessem se desenvolver dignamente e ganhar seu próprio sustento. Mas para o IBGE não tem nada de errado. Essas pessoas não são consideradas desempregadas. A mesma situação ocorre com as pessoas que não aceitam trabalhar com carteira assinada para não perder o Bolsa-Família (sim, elas existem, pois já presenciei essa situação mais de uma vez). E o raciocínio também vale para aquela pessoa que faz bicos cortando a grama da sua calçada, assim como os estudantes que nem estudam ou trabalham, que compreendem quase 1/4 dessa faixa etária.

Ou seja, todos os casos citados acima e mais muitos outros que o leitor deve conhecer, não entram para a composição do índice oficial de desemprego. São um “nada” estatístico. O termo utilizado para o IBGE para classificar essas pessoas é “desalentado”, retirando delas o estado de desempregado. Simples assim. Para a estrutura burocrática do governo, é sempre melhor eliminar a febre quebrando-se o termômetro.

Para calcular a taxa de desemprego, O IBGE divide a população desempregada pela população economicamente ativa (PEA).  A população desempregada, ou desocupada, são as pessoas que procuraram efetivamente um emprego nos últimos 30 dias. Somadas às pessoas que estão efetivamente exercendo um trabalho, compõem a PEA. Os “desalentados”, o “nada” estatístico, não entram em sua constituição.
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A estratégia correta na realização de sonhos

Como construir uma estratégia vencedora para atingir seus sonhos e conquistar sua independência financeira.

Como construir uma estratégia vencedora para atingir seus sonhos conquistando a sua independência financeira.


Exercer nossos sonhos talvez seja a atividade mais prazerosa que podemos praticar em vida. Principalmente quando colhemos essas realizações através de um cultivo cuidadoso. A construção dos sonhos, quando coordenada passo a passo, dia a dia, com corretas doses de diligência, atenção e carinho torna-se algo inerentemente seu, e por isso, muito especial. O Pequeno Príncipe já dizia: “Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante…”.

Deixarei aqui a poética prosseguir nessa ideia, sem vincular aqui conceitos de eficiência e gestão desse tempo…

Se a rosa é o sonho, o fim, vale a pena dedicar o tempo necessário para esse planejamento. Não atribuamos essa rosa, porém, aos meios para alcançar esses sonhos. Precisamos possuir uma estratégia onde o nosso tempo não seja concentrado no método, para dedicar-nos apenas ao seu fim. Um fim que pode possuir diversas facetas entre as pessoas.

Algumas imaginam a viagem dos seus sonhos. Algumas a concretização de uma vida de conforto em família. Outros escolhem a liberdade de não possuir patrões ou um emprego fixo, liberando seu bem mais precioso, o tempo, possibilitando dessa forma a realização de seus desejos mais profundos. A diversidade de sonhos é enorme, mas muitos desses sonhos são prejudicados pelo suposto tabu em lidar e gerenciar mais eficientemente sua renda e seu patrimônio, que ao final, nos fornecerá o tempo que desejamos. Com tempo, estamos livres para empreendermos quaisquer propósitos pessoais, seja em benefício de nós próprios ou de outras pessoas. Sempre melhor ambos.
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A batalha contra a hipocrisia em alguns momentos desse blog

As tentativas em combater o aumento da da hipocrisia e a evolução da ignorância em algumas postagens desse blog: Cuba, Estado, sindicatos, corrupção...

O combate à disseminação da hipocrisia e à ignorância nos debates resumidas em algumas postagens desse blog.


Hegel acreditava que o curso da história apresentaria uma evolução da razão, dentro de seu conceito da marcha do "espírito do mundo". Somos um autêntico produto de nossa época, mas muitas coisas que parecem evidentes para muitas pessoas não passarão pelo teste da história.  Assim sendo, acredito que, daqui a alguns anos, olhando para o retrovisor e analisando a época em que hoje vivemos no Brasil, concluiremos como existiram tantas certezas fundamentadas em bases tão débeis. Seja por falta de conhecimento, seja pela cega ideologia ou pela tão presente má-fé, essas certezas são propagadas aos quatro ventos como sendo verdades inabaláveis, influenciando pensamentos, atitudes e valores (Goebbels mostrou como usufruir vantagens desse recurso há quase 100 anos atrás). Contradições não impedem sua disseminação. Contradições são abrandadas pelo conceito de duplipensar, criado por Orwell, presentes hoje até em livros infantis.

Um dia desses fui apresentado por um deles que começava de forma cativante, com lindos desenhos, mostrando que as diferenças entre o alto e o baixo, o claro e o escuro e outras oposições são relativas, para fechar ao final  que o bom e o ruim também são conceitos relativos. Triste herança sofista. Isso torna fácil, por exemplo, defender o regime cubano e ao mesmo tempo a liberdade, uma viva amostra da hipocrisia. Todas as observações que podemos tirar do mundo, dos fatos, das pessoas e das atitudes que mostram a total contradição dessas certezas são ignoradas. O devaneio em defender boas causas mascara a razão perdida.