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Mostrando postagens de Março, 2014

Pedágio, tarifas e protestos: o vilão errado

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Onde está a sua coerência em atacar as tarifas do pedágio e manter a atitude de um cordeirinho em pagar anualmente o IPVA e a CIDE?
Você usa rodovias pedagiadas? Protesta em seu íntimo toda vez que passa em uma cabine de cobrança? Mas, mesmo que não usasse, continuaria pagando anualmente o IPVA, certo? E eu aposto todo meu dinheiro como em, ao menos 95% dos casos, as pessoas que possuem um veículo elegível de dois eixos pagam muito, mas muito mais IPVA do que tarifas de pedágio anualmente. Por que então o foco da maioria das reclamações que ouvimos de amigos, em redes sociais e em protestos, é voltado para os pedágios e não para o pagamento do IPVA? A intenção dessa postagem é chamar a atenção para esse tipo de engodo, de se incomodar com um arbusto e não perceber a floresta que o cerca.

Entre o IPVA e a CIDE, o primeiro é o mais lembrado. Os recursos do IPVA, na verdade, não possuem um destino pré-definido. Teoricamente ele deveria ser utilizado para cobrir as despesas de manutenção …

Coeficiente de Gini: a grande falácia da distribuição de renda

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O índice, ou o coeficiente de Gini, é na verdade um indicador confiável para qual finalidade?
Restam poucas defesas a esse lamentável des(governo) que possuímos. Mas mesmo assim, ainda existem entusiastas, que procuram de alguma forma alegar possíveis avanços. Na falta de boas notícias, principalmente em dados objetivos que medem a eficiência e a eficácia dessa administração, um entusiasta progressista me apresenta, em um debate dentro de uma comunidade virtual,  um link onde o coeficiente de Gini do Brasil estava melhorando (apesar de estarmos discutindo crescimento econômico…) e assim, o Brasil estaria mais justo, com uma melhor distribuição de riqueza.

A própria contribuição da distribuição de riqueza no progresso de um país já é algo controverso, e eu, particularmente, não vejo esse assunto como primordial para tais objetivos. Não vou me alongar nesse assunto uma vez que já foi discutido mais profundamente na postagem sobre os conceitos imorais na transferência de riqueza. Para re…

Universidades públicas: a educação urge mais gestão, não dinheiro

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Mais dinheiro para as universidades públicas e educação não elimina o seu grande problema: falta de gestão e produtividade.
Demandar ações governamentais e mais qualidade em serviço públicos é fácil. Um pouco mais complicado, porém, é encontrar meios para financiar esses serviços, mesmo considerando a existência de uma excessiva arrecadação imposta pelo Estado a todos nós. Essa entidade hospeda um grande ralo que drena a maior parte dos recursos do país para o esgoto, cuja vazão é cada vez mais alargada por dois fatores: a corrupção e a incompetência plenamente visível (4 formas de gastar dinheiro). Porém, independentemente do volume de recursos e do agente, a lógica segue um princípio bem famoso: “Não existe almoço grátis”. Conforme a demanda vai aumentando, a oferta, ou a arrecadação de impostos, terá de acompanhá-la, uma vez que aumento de produtividade está totalmente fora das prioridades do Estado.
Um véu negro, entretanto, encobre a razão da maioria das pessoas e não permite o e…

Rótulos políticos: necessidades e problemas

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Como os rótulos políticos, embora às vezes necessários, podem prejudicar o debate, alimentando o pensamento coletivo e reprimindo o pensamento individual.
Acompanho eventualmente grupos no Facebook vinculados aos ideais de liberdade e frequentemente vejo debates, muitos acalorados, que instigam os participantes a definir a sua visão filosófica, política ou econômica.

Ancap, minarquista, libertário de esquerda ou liberal clássico? Nessa mistura de conceitos associam-se ainda desde partidários do objetivismo até as insígnias rotuladas como "conservadoras" ou de “direita”.

Alguns se posicionam compreensivelmente em mais de um rótulo, pois enquanto uns possuem vertentes mais fortes no campo econômico, outros reforçam suas teses nas trilhas políticas. Alguns conceitos são mais puros e não deixam margem à duvidas, como o objetivismo.

Mas outros, como “liberal”, podem causar confusões, principalmente em função do local de origem. Ser liberal aqui, em função da tradição do liberalis…

Como ajudar genuinamente os pobres e os necessitados

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A ajuda aos pobres e necessitados para ser eficaz passa pelo individualismo de cada um e não pela dependência do dinheiro alheio.
O artigo mostrando porque a Transferência de riqueza e igualdade de renda são conceitos imorais pode ter deixado algumas pessoas com um nó na cabeça. Oras, se eu tenho reais boas intenções, o que posso fazer ou estimular para que o mundo seja mais justo? Hans F. Sennholz escreveu um excelente artigo que mostra como deveria ser o comportamento das pessoas íntegras quanto a essa questão. Seus conselhos desnudam a ideia de coletividade e colocam o dedo na ferida: se você quer ser um agente de mudança, dependa basicamente dos seus atos e do seu esforço, ou seja, do seu individualismo. Nada de depender do dinheiro dos outros. Como ele resume ao final:

Ser caridoso com a riqueza dos outros é uma delícia. Arregaçar as mangas e produzir por conta própria aquilo que você quer ver distribuído já é um pouco mais trabalhoso. Mas seu amor genuíno aos pobres servirá de …
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