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Mostrando postagens de Janeiro, 2014
black friday

Sensações em uma viagem de moto

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Desfrutes e sensações de em uma viagem de moto, que só motociclistas entenderão.
O blog para por alguns dias em virtude de uma esticada motociclística de pouco mais de 2.500km de Campinas até Brasília, com passagem em algumas cidades de Goiás. Será a maior viagem de moto até então. Nesse processo de preparação, aprendi algumas técnicas de pilotagem, mecânica e elétrica básica (até um pouco além) para ser capaz de me defender melhor pelo caminho. A preparação e o planejamento tornam as realizações mais seguras e diminuem a probabilidade de imprevistos, de forma que possamos usufruí-las melhor. É uma lei universal. Compartilho agora alguns momentos e seus significados para os amantes (e futuros amantes) das viagens de motocicleta, adquiridos pela experiência e leituras diversas sobre esses momentos únicos. Viajar de moto é…
subsistir com restrição de bagagens e aceitar a insignificância das coisas materiais em nossa vida, cujo peso nos impede de perceber as nossas reais necessidades.

A diferença básica entre os pensamentos liberais e estatizantes

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A diferença fundamental do pensamento liberal e do pensamento estatizante e coletivista, baseia-se principalmente em relação à manifestação das oportunidades.
A imagem ao lado ajuda a exemplificar bem o abismo que divide a essência dos pensamentos liberais com os pensamentos estatizantes e coletivistas. O primeiro luta para que todos tenham as mesmas oportunidades, e com isso, possam com seus próprios méritos, brilhar como indivíduo. O segundo, faz o jogo de cena de eternizar uma esperança que nunca chega, criando a contínua dependência necessária para se perpetuar no poder. O maior problema da aceitação do óbvio, é o fato de que a maioria não deseja possuir a responsabilidade para subir por si mesma a escada. E prefere o afável conforto da dependência, como em alguns pontos comentados na postagem Admirável mundo novo: até quando uma ficção?.

Alguns pensamentos para entender como o Estado converte essa dependência em dominação para procurar seus próprios propósitos, podem ser lidos na …

Admirável mundo novo: até quando uma ficção?

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Admirável mundo novo: a proximidade cada vez maior das ficções com o mundo real. Nosso destino se assemelhará à distopia de Aldous Huxley?
Um dos critérios de caracterizar um livro como “clássico” baseia-se no fato de suas ideias nunca envelhecerem. Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley em 1932, é um deles. Suas mensagens mantém-se atuais, assim como outros clássicos de autores contemporâneos, como 1984, A Revolta de Atlas e A Revolução dos Bichos.
O livro narra uma sociedade planejada e construída para o bem coletivo. Uma sociedade que molda as pessoas desde antes de seu nascimento e por toda sua infância, com o objetivo de definir antecipadamente seus papéis internos determinados pelas suas castas sociais. Essa moldagem resulta em uma conformação mental generalizada de seus direitos e deveres, garantindo ao controle estatal a manutenção da ordem social, sem quaisquer ameaças de protestos. É um resultado clássico onde a personalidade não é própria, individual, mas uma pers…

Em época de eleição, os esquerdistas estão alucinados por um fato novo

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Em ano de eleição, as abstrações esquerdistas estão apenas começando. Na ausência de algo positivo, fatos serão criados para desviar a atenção da população. A guerra de classes é o tema preferido.
Os esquerdistas (entendendo-se aqui como "coletivistas"), ao menos as alas mais radicais, estão em desespero. Não existe nada de substancial para apresentar de positivo para a população. Na economia, após 12 anos de governo PT, dados negativos imperam e a tendência é piorar. Para aflição ideológica, o executivo federal acelera as privatizações para tentar salvar uma parte do bolo. Na política, corrupção em todos os setores. Na inflação, o teto da meta já está ameaçado e mesmo a mentirosa taxa de desemprego está subindo. Na preparação da Copa do Mundo, superfaturamentos e atrasos. Estão alucinados para gerar algum fato novo e desviar a atenção das pessoas. Ano de eleição, né? Vem muito mais por aí...
Nesses últimos dias, o fato novo foi o “rolezinho”, tema de um post meu há alguns d…

A formiga e a cigarra – a fábula de Esopo na versão brasileira

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Essa adaptação brasileira da fábula da formiga e cigarra de Esopo, demonstra a alteração dos valores e a inversão moral e ética da atualidade.
Recebi há tempos esse texto que desconheço a autoria. No documento original, a cigarra foi substituída por um gafanhoto. Desconheço o porquê, pois está certo que foi uma inspiração da versão original da fábula de Esopo, cujos personagens eram justamente uma cigarra e uma formiga. Preferi manter os personagens clássicos e apenas troquei o gafanhoto pela cigarra. Entretanto, apesar de algumas referências políticas e sociais estarem desatualizadas, eu preferi manter o texto original nesse caso, que resume bem a importância dos valores nesses tempos.
E não é difícil perceber que nada mudou. Continuamos com o desprezo pela meritocracia, com a glamourização do oportunismo, o desrespeito à propriedade privada, a irresponsabilidade da mídia, os roubos contra a justa riqueza, os "interesses sociais” escusos acima da justiça... Movidos principalment…

Quatro formas de gastar dinheiro, por Milton Friedman

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As quatro formas de gastar dinheiro, propostas pelo Nobel Milton Friedman, mostram a contradição em confiar o dinheiro ao Estado para sua redistribuição.
Quando analisamos a eficácia e a eficiência de uma ação, seja individual ou política, percebemos que as motivações dessa ação são tomadas (ou deveriam) pelo seu custo-benefício. Quando porém, o benefício não é próprio, mais variáveis são acrescentadas na análise. Milton Friedman,  destacado economista da Escola de Chicago e vencedor de um prêmio Nobel, simplifica entretanto, de forma precisa as quatro formas de gastar um recurso:
1) A primeira é gastamos nosso dinheiro consigo próprio. Nesse caso, possuímos um incentivo para procurar algo de qualidade, porém avaliamos em como gastar o dinheiro de forma eficiente, avaliando o custo. É o modo natural de as empresas do setor privado usarem seus recursos e direcionarem suas operações buscando o lucro.
2) Outra maneira é gastar nosso dinheiro com outra pessoa — por exemplo, quando você co…

A apropriação do “rolezinho” como uma guerra de castas pela esquerda

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A politização vergonhosa dos "rolezinhos" pela esquerda e a incitação à guerra de castas no Brasil.
Saiu hoje a seguinte manchete no Estadão: Dilma já usa ‘rolezinho' contra a oposição:
Em mais uma tentativa de se contrapor ao PSDB, o governo Dilma saiu em defesa dos jovens que promovem "rolezinhos" nos shoppings e tentou acusar os adversários de fazer discriminação social. Na avaliação do Palácio do Planalto, o apoio à manifestação não apenas serve de antídoto a possíveis atos de vandalismo como ajuda a aproximar a presidente Dilma Rousseff de jovens da periferia, nas redes sociais, neste ano de eleições.”
É vergonhosa e ridícula a forma como a esquerda se apropria de fatos para seu proveito próprio, politizando-os de forma a criar uma guerra social inexistente, seja de raças ou de classes, posicionando-se como paladinos da justiça a favor dos “excluídos”. Criam uma discriminação patética em locais onde todas as pessoas convivem de forma democrática e pacífica…

Fernando Pessoa e a lógica em sonhar com o bem comum

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O dia em que Fernando Pessoa deu algumas dicas sobre "sonhar com o bem comum" para os progressistas da esquerda, supostos paladinos da justiça e bem estar social.
Alguns indivíduos têm um ideal. Ou um sonho. Maravilhoso ao seus olhos, estão dispostos a tudo para torná-lo realidade. Paladinos da justiça e do bem coletivo, importam-se pouco com os direitos individuais. Respeitam menos as opiniões divergentes. Nessa ânsia de mudança, a certeza de sua alma caridosa e do resultado de suas ações para o bem comum transpassam a tudo. Inclusive ao respeito à individualidade e direitos de cada pessoa. Os fins justificam seus meios.
Mas se esquecem que, “se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres”, como dizia Alberto Caieiro, que nos dá uma lição de resistência à patrulha dos politicamente corretos, à patrulha apocalíptica, à patrulha da guerra das classes, à patrulha das minorias… enfim, aos “progressistas” de plantão, que dia após dia, nos dizem como ser boas pessoa…

Poder político: menos corrupção e mais Estado é uma grande confusão mental

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O poder político  e o consequente aumento do Estado e corrupção aumentam proporcionalmente quando você demanda mais políticas sociais.
Uma das maiores contradições que observo atualmente é o ataque à corrupção pelas mesmas pessoas que defendem o aumento do Estado, através de mais benefícios sociais e (claro) mais impostos. Longe de perceberem a natureza corruptível do Estado, defendem ardorosamente bandeiras cujo resultado mais óbvio é a ampliação do poder dos burocratas, deixando-nos ainda mais susceptíveis ao abuso deste poder. A corrupção é portanto, um efeito de um problema maior, de um poder que não deveria existir no Estado e não uma causa dos males de nosso país. Escrevi um tempo atrás no Facebook, na época da discussão dos embargos infringentes e a postergação do julgamento dos mensaleiros pelo STF:
“O problema não é aquele ou esse juiz. O problema é o SISTEMA. Muda-se o sistema diminuindo o PODER POLÍTICO dos burocratas. Diminui-se o poder quando clamamos por MENOS Estado. As …

Liberdades restritas através das intenções e práticas do Estado

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Como ter ciência se a sua liberdade não está sendo tolhida nesse ambiente cada vez mais inóspito em nosso Estado babá?
A história se repete. Mudam-se apenas as máscaras, os filtros. Nos anos de ascensão nazista, Martin Niemöller escreveu:
"Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar."

Mais tarde, Eduardo Alves da Costa, generalizou:
"[...] Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a v…

Viagem Lenta - 2014

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Novos objetivos do blog como meio de lembrança, reflexão, e auxílio para aventureiros que prezam sua liberdade, tanto em viagens físicas, mas também no dia a dia.
Acrescentei o seguinte texto na aba “O blog”, enfatizando o porquê da inclusão de novos temas por aqui:

“Após a viagem que deu origem ao blog, fiquei alguns meses afastado das postagens. Concorrendo com minhas atividades diárias existia um desejo de compartilhar pensamentos, bons textos, recomendações de livros, etc, mesmo não ligados às viagens em si. Não me apetecia, entretanto, criar outro blog e drenar tempo com duas administrações. Até por não possuir ambições comerciais, incorporei que, apesar de aparentemente misturar alguns temas, aqui é meu espaço, e o objetivo maior é guardar ideias e comentários aos quais atribuo significância e qualidade. Se gerar discussões por quem se interessa, melhor ainda. Caso contrário, nada será perdido, pois acredito ser o local mais seguro para armazená-los, uma vez que posso fazer back…