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Greves na universidades públicas: o foco errado e suas consequências

Demandando dinheiro ao invés do interesse público (eficiência na gestão), a greve nas universidades levará à privatização ou à queda de qualidade de ensino.
Égio égio égio, eu quero privilégio!
As ações de professores e funcionários exigindo mais dinheiro e benefícios, e não eficiência de gestão, levará a consequências inevitáveis: a privatização do sistema ou à uma brutal queda da qualidade de ensino. É um claro exemplo do interesse privado acima do interesse público.


Estive hoje à tarde em uma aula na licenciatura da Unicamp para "reposição" das aulas do 1º semestre em função da greve na universidade, tema que preencheu, de fato, o maior período do encontro. A greve foi suspensa recentemente por tempo determinado pelos professores mas ainda está em vigor pelos funcionários. Saí decepcionado. A professora, provavelmente a melhor que tive no contexto das disciplinas da Faculdade de Educação, possui as mesmas ideias que estão levando esse país à bancarrota. Mas como diria Jack, vamos por partes...

Toda a primeira parte de seu discurso de justificação da greve foi sobre a (falta de) reposição salarial prevista para esse ano. A universidade alega gastar 96,5% de sua arrecadação em salários e não ter caixa para bancar o aumento. Claro que é uma notícia ruim para os professores e funcionários. Porém, apesar de nos últimos 12 anos os mesmos terem recebidos aumentos 152,52% contra uma inflação de 98,15%, a única saída encontrada foi a greve, prejudicando todos seus alunos e a comunidade atendida em suas instalações. A atitude fica ainda mais vergonhosa quando lemos sobre todos os benefícios que os mesmos possuem e suas condições fenomenais de aposentadoria, conquistas muito, mas muito distantes do trabalhador comum. São "direitos adquiridos" que na verdade, converteram-se em um gigantesco privilégio. A educação que se ferre, mas o socialismo de seus privilégios não está em pauta. Socialismo só é interessante com os deveres e o dinheiro dos outros.

É o interesse privado acima do interesse público, colocado em marcha justamente pelo grupo que discursa de forma tão veemente quando a temática é justiça "social" e a supremacia da coletividade. Hipocrisia é pouco.

Depois de quase uma hora ouvindo a professora defender a greve, perguntei o óbvio nunca lembrado: "De onde virá o dinheiro, uma vez que o orçamento das universidades está no limite?". A resposta foi que dentro do "movimento" estão sendo discutidos muitos problemas em repasse de verbas pelo governo estadual, reajuste de percentuais do ICMS destinados à universidade e a ineficiência da administração pública. A princípio, concordo apenas com o último. A administração pública é totalmente ineficiente e corrupta. Para quem lê esse blog, mesmo que eventualmente, sabe exatamente o que penso nesse ponto.

Porém, lendo os boletins do sindicato dos funcionários da Unicamp, a exigência é apenas salarial. Nada mais que isso. Apesar de todos os privilégios em vigor, querem mais grana em seus bolsos, e não interessa quem irá pagar por isso. No caso do sindicato dos professores da Unicamp, o salário e benefícios ocupam o destaque das demandas (16 itens), a exigência de mais dinheiro para o orçamento da universidade vem longe, com apenas 3 itens e somente um tímido item pedia transparência na gestão. Ou seja, está tudo invertido.

E mais uma informação: os professores encerraram parcialmente a greve simplesmente porque receberam um abono no bolso. Não li nada que será alterado algo sobre a transparência da gestão. Isso mostra o que é de fato, importante para eles.

Mas como pode-se exigir dinheiro de uma entidade que não o possui? Ou se possui, esconde? Onde estão as provas? Não seria mais lógico as demandas serem direcionadas primeiramente a verificar a existência de recursos ou a viabilidade de aumentar a receita antes de pleitearem mais dinheiro?

Claro que a solução não passa por aumentar receitas, pois o que é ineficiente, será ainda mais. Tal ação só é possível tirando investimentos de outros setores, como saúde e segurança pública ou aumentando os impostos, algo que as universidades públicas já nos sugam em demasia. Vejam aqui que cada aluno da Unicamp já custa mais de R$50.000,00 ao ano para a sociedade, oriundos de um recurso que afeta proporcionalmente as pessoas mais pobres, por provir de um imposto sobre o consumo.

O ponto é: precisa-se PRIMEIRAMENTE ter o dinheiro para poder demandá-lo.

De qualquer forma, como escrevi no artigo acima, esse dinheiro não deve vir de mais repasses, mas sim de maior eficiência na gestão. Só assim será possível avaliar a possibilidade de continuar a dar aumentos e benefícios para os inconformados privilegiados. Avaliar se é possível manter mimos como o que foi aprovado ontem: funcionários da área da saúde da Unicamp agora não precisam mais trabalhar 40 ou 44 horas semanais como um trabalhador comum no Brasil. Trinta horas serão suficientes. E para manter mais esse privilégio, será necessária a contratação de quase 300 funcionários a mais. Com toda essa crise! O saco não tem fundo? Como a universidade vai continuar pagando seus aposentados - que com certeza terão mais anos de aposentadoria do que trabalho, contratando novos funcionários? Como essa conta vai fechar?

Não vai. Se a discussão não se voltar de fato para uma melhor eficiência e produtividade, ela se voltará para a privatização, palavrinha que amedronta a todos. Apesar de todos os serviços privados que conhecermos serem melhores do que os públicos, calafrios sobem quando se comenta que algo será privatizado. Realmente não dá para entender esse modelo mental. Especificamente na educação, eles acreditam que existe um argumento contra essa tese no ensino superior no Brasil. Creio que esse é o único caso que podemos dizer que o público, em média, seria melhor do que o privado.

Mas será que essa realmente é a discussão certa ou sim a tupiniquinzação que o Brasil faz com seu capitalismo, incentivando a prática de lobbistas no congresso? Quanto à privatização da educação: o ensino fundamental e médio é pior nas escolas particulares? E as melhores universidades do mundo: são públicas ou privadas? E na América Latina, onde a USP foi ultrapassada por uma universidade... privada! Creio que o buraco é mais embaixo. Argumentos precisam ser melhores do que simplesmente afirmar que educação não é mercadoria ou que a privatização come criancinhas.

E jogando o jogo do pensamento esquerdista que tudo distorce, os professores e funcionários usam esse viés de privatização como uma ameaça, uma causa para a criação dessas crises nas universidades, mas não percebem que são suas atitudes na verdade, que estão a alimentar essa possibilidade. A privatização não é a CAUSA do problema, mas sim uma das possíveis CONSEQUÊNCIAS.

Se eles quiserem evitar isso, precisam mudar de atitude e prioridade já. Lutar por eficiência e transparência na gestão pública, e não apenas por dinheiro. Pensar no enorme privilégio que já possuem, em comparação com o restante dos trabalhadores da mesma sociedade. Ou solidariedade só se faz com o dinheiro dos outros? E procurar fazer desse modelo, algo perene, pois agindo dessa forma, não vai sobrar nada em qualidade de ensino, que aliás, já foi muito melhor. Experiência própria.

Mais textos sobre Estado, hipocrisia e sociedade nessa página.


Comentários

  1. Olá, André. O tópico é interessante. Algumas reflexões:
    a) Na verdade, não que isso mude alguma coisa na conclusão, mas o reajuste real foi de 27%, pois a inflação deve ser descontada pela fórmula: taxa real = ((taxa nominal +1)/taxa inflação + 1) - 1.
    b) Você tem toda razão que no Brasil vai ser muito difícil mudar as coisas, pois todos querem o seu quinhão. Foi lançado um livro que parece ser muito bom chamado : "Por que o Brasil cresce pouco?" Há uma discussão muito interessante sobre impostos, gastos sociais, democracia, e o individual imperando sobre o coletivo;
    c) Sobre a privatização, concordo que pode ser uma consequência. Porém, eu não vejo assim com bons olhos a privatização. Eu creio que saúde e educação deveriam ser funções primordiais do Estado. É certo que a função primordial do Estado deveria ser na educação base (que aliás é subfinanciada em relação à educação superior), porém acho que pode haver sim uma participação Estatal na educação superior. Porém, como bem notado por você, não querem nem se livrar dos anéis, correm o risco de perder os dedos.

    Abraço!

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    1. Obrigado Soul! De fato, o valor estava errado. Esse artigo foi escrito de forma muito rápida e passou batido. Texto já alterado!

      Sobre a privatização, eu entendo ela como positiva em todos os setores econômicos. Não vejo o porquê de, na educação e saúde ser diferente. Além da eficiência em si, evitaríamos os riscos da doutrinação ideológica, que o Estado sabe fazer muito bem.

      Abraço!

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    2. Olá, André!
      Eu creio que um povo educado e saudável é perigoso para os governantes. Eu acho que a educação e a saúde são duas funções eminentemente estatais, onde a iniciativa privada pode ter um papel subsidiário, não central. É questão de visão de mundo mesmo:)
      A doutrinação ideológica é um problema, cabe a nós enquanto sociedade impedirmos isso. Eu não creio que na Finlândia existe doutrinação na educação e creio que lá a educação é uma função primariamente pública. Eu gosto muito do "modelo escandinavo", creio que ele pode trazer boas inspirações para melhorarmos enquanto nação.

      Abração!

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    3. Entendo seu pensamento, Soul. O exemplo que vc deu é o mais marcante para corroborar a tese de que a educação estatal é o melhor caminho. Eu concordo com vc que lá é uma maravilha. Mas precisamos avaliar causalidades aí. Lá, a valorização da educação está enraizada na população. Qualquer modelo daria certo. E lá, o órgão central responsável pela educação não é centralizado. Cada escola tem autonomia inclusive para estabelecer o currículo. Não tem como existir uma doutrinação assim. Praticamente apenas o financiamento é estatal. O Estado não "toma conta" da educação. Diferentemente do Brasil. Eu poderia citar o exemplo oposto também, o da Coréia do Norte. Lá a educação é estatal e acredito que você saiba o nível de alienação de seus habitantes. Doutrinação pura.

      Os estados escandinavos são muito usados para defender a interferência governamental. Mas existem muitos estudos que mostram que eles já possuíam uma riqueza (tanto material quanto cultural) já bem consolidada entre sua população antes de o Estado começar a aumentar seu tamanho. E pioraram depois disso. E estão voltando atrás nesse modelo. Precisamos entender se eles ainda são um "sucesso" por causa do Estado ou apesar do Estado. Dica de leitura se tiver tempo: procure no google "suécia" e "mises" e veja alguns artigos.

      Esse é o ponto da sustentabilidade: até quando? Veja que a economia finlandesa não vai bem e o governo já fala em cortar bilhões de seu orçamento pois a dívida púbica não pára de subir. São pontos que precisamos investigar. (http://oglobo.globo.com/economia/finlandia-pode-sair-do-seleto-grupo-das-economias-com-triplo-a-11895768).

      Abraço.



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    4. Olá, André!
      Sim, claro que existem riscos. Porém, eu acho que quando há argumentos sobre a doutrinação estatal, esquecemos de dizer que pode haver doutrinação também em escolas particulares.
      Eu estaria mentido se dissesse como funciona em detalhes a educação da Finlândia, realmente não sei, porém é inegável que eles são um modelo.
      É claro que não podemos transportar um modelo de estados pequenos e pouco populosos para o Brasil de forma acrítica. Disse apenas que os estados escandinavos são algo para se inspirar, um norte, para que nós mesmos possamos encontrar as melhores soluções que se adaptem a essa realidade.

      Olha, esses argumentos que vem do instituto Mises, com todo o respeito eu já li alguns, um que falava da Suécia e achei extremamente fraco. Os países escandinavos eram bem mais pobres que os países continentais europeus centrais, principalmente os maios poderosos. Sim, mas isso é normal, é conhecido como o paradoxo do Hobin Hood pelos economistas (pelo menos foi o nome que eu li), quando os países vão ficando mais ricos, eles podem gastar mais dinheiro da sua renda nacional com saúde e educação.
      O fato objetivo é que no que importa para a qualidade de vida e para a população os países escandinavos são disparados os melhores do mundo, tanto que sempre lideram os índices de IDH. Esse é o problema, se critica de uma maneira ideológica, pois o que consta no Mises também é de certa maneira propaganda ideológica, uma certa forma de se administrar as coisas, mesmo que isso resulte nos melhores índices de desenvolvimento humano.

      Até quando André pode ser perguntado para várias coisas. Até quando continuaremos como humanos num sistema que é na premissa fundamental dele, crescimento para todos os seres humanos, impossível? Se todos os humanos tivesse o nível de consumo médio de paises desenvolvidos, seriam preciso 5/6 terras. Até quando continuaremos exaurindo os recursos naturais e ecossistemas que nos mantém vivos? Até quando, por meio de apoio governamental e grandes interesses econômicos, se apoiará uma série de atos que levam a uma vida repleta de doenças que oneram sobremaneira os sistemas de saúde?
      Nada disso é sustentável, e os seres humanos uma hora ou outra terão que dar conta desses problemas.
      Eu acho que a sustentabilidade do modelo dos países escandinavos será o menor dos problemas para eles, se eles forem inteligentes o bastante, e já deram provas, acaso realmente haja problemas, eles não permitirão que se tornem insolúveis, mas creio que também não irão abrir mão das conquistas.

      Fugi um pouco do tema, desculpe:)

      Abraço!

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    5. Sim, aí acabaremos entrando em uma filosofia que dá margens para inúmeras discussões hehe. Mas voltando ao ponto inicial: sobre doutrinação: de um lado temos um governo central (independente de seu viés ideológico) e com todo o poder de aplicar a cartilha que desejar em suas trocentas escolas do país. De outro lado, temos uma pulverização de escolas particulares, com independência de cartilha. Em qual você acha que a possibilidade de doutrinação é maior?

      As minhas ideias contra o Estado, Soul, não provém de ideologia política. Eu acho que o Estado é perigoso (independente se é de "esquerda" ou "direita") em virtude do poder que ele acumula. Excesso de poder sempre leva a resultados negativos, que acabam interferindo na liberdade das pessoas. O Instituto Mises fala muita coisa que eu não concordo. Recentemente, publicaram um artigo que fez com que eu não voltasse a ler o site durante quase um mês. Mas a maioria deles possui uma base bem fundamentada e racional. Inclusive citam muitas fontes e outros links para aprofundamento. Cabe a cada um interpretar e entender como acha melhor. Não sei o que você entende como propaganda ideológica, mas é fato que em geral, os artigos possuem a opinião do autor. Não existe isenção em nenhum lugar. O artigo dessa página que escrevi, por exemplo, deixa claro minha posição e a minha não isenção em relação ao assunto. Propaganda ideológica? Talvez algumas pessoas achem, embora não seja o meu objetivo. Acredito que, na medida que o texto possui argumentos e fontes confiáveis, ele vai deixando esse espectro.

      Não entendi bem qual argumento você achou fraco no texto do Mises. Seria que, conforme os países vão ficando mais ricos, com mais dinheiro, eles vão tendendo a gastar mais dinheiro para a saúde e educação? Você não acha que isso é correto? Eu acho que isso é verdade sim. Por dúbias razões: existem sim pessoas que se importam com os outros e querem uma sociedade mais justa. Mas outras pessoas (e esses mesmos justos) também querem permanecer no poder após a próxima eleição. Então, no meu entendimento, a síndrome do Robin Hood é algo bem claro, podendo ser comprovada na grande maioria dos países nos tempos atuais rsrs.

      Abraço!

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    6. Olá, André! Sim, minha culpa:)
      Claro, eu concordo que em regimes onde a sociedade está enfraquecida é muito mais fácil o Estado querer adotar um rumo ideológico na educação, do que simplesmente ensinar as crianças a pensar, o que seria o mais correto. O que quis chamar atenção é que pode haver "doutrinação", e aqui coloco esse termo de uma maneira mais ampla, em qualquer sistema educacional seja ele público ou privado, mas com maior risco no público mesmo. Porém, mesmo com esse risco eu creio que a educação, pelo menos a de base, deve ser financiada com dinheiro público, com dinheiro de todos.

      Claro, André, eu também concordo. Eu não gosto de definições estreitas de direita, esquerda, ou seja lá o que for. Também concordo com o receio de concentração de poder, porém a nossa economia hoje está concentrando riqueza e poder, de maneira privada, de forma muito acentuada, e isso causa um tremendo desequilíbrio. Portanto, eu creio que temos traçar pontes entre o privado e o público, pois não creio que uma sociedade possa abrir mão de nenhuma dessas esferas, e nem mesmo deve atrofiar qualquer uma dessas esferas.
      Sobre os artigos do Mises, eu concordo plenamente. Eu creio que há ótimos assuntos e pode-se aprender bastante, ainda mais uma pessoa que não é economista como eu. Porém, o que eu sinto, é que como são assuntos pouco tratados na "grande mídia", para algumas pessoas (obviamente não é o seu caso), os artigos lá estão virando uma forma de evangelho. Qualquer assunto que você fale: ecossistemas, saúde, etc, há pessoas que apontam um artigo (o que eu li sobre ecossistemas eu achei bem ruim) de lá, como se fosse possível apenas com um tipo de análise econômica entendermos toda complexidade das temáticas humanas. O que não gosto de lá também às vezes é que os artigos geralmente são de tom muito ofensivo e quase se arvoram como uma verdade absoluta plena, o que eu acho um grande erro.
      Claro, André, as pessoas devem se posicionar e colocar os seus argumentos. Quando disse sobre ideologia, estava me referindo aos artigos de lá, porque algumas pessoas às vezes tacham artigos de uma determinado grupo como ideológico, mas não percebem que às vezes estão defendendo um ponto de vista que também vem uma fonte bem ideológica.

      Olha, André, realmente eu não me lembro. Eu apenas lembro que estava discutindo sobre o livro do Pikkety (que é um excelente livro) e o pessoal não parava de citar artigos do Mises. Eu li todos, mas me lembro que tinha um sobre a Suécia que falava exatamente isso que eles eram o que eram apesar do Estado, porém pelo que eu me lembro havia alguns erros factuais (algo que me faz ficar com pé atrás, porque uma coisa é não concordar com uma opinião, outra coisa é ter erros factuais que podem ter sido produzidos de maneira inconsciente, ou que é pior, consciente).
      Eu acho que é correto, porque é quase um juízo de fato, e contra juízos de fato ficam difícil fazer juízo de valor. Creio que conheci o seu blog por um comentário seu lá no Mansueto, portanto entendo perfeitamente a necessidade de investimentos, de poupança e que países ricos podem se dar "ao luxo" de gastar mais com certas áreas. Minha crítica ao artigo específico do Mises era outra, eu até fiz uma pequena resenha, mas como faz uns meses, eu não me lembro mais,

      Valeu, André, essa nossa agradável discussão rendeu hein!

      Manda o próximo texto para continuarmos com outra, hehehe

      Abraço!

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    7. Legal Soul! O debate com respeito e com objeções e comentários sobre as ideias e não sobre as pessoas envolve mesmo hehe. De fato, no site do Mises tem uma turma que assemelha-se aos maiores radicais do espectro ideológico que eles tanto abominam. Eu possuo ideias liberais bem enraizadas, mas sem radicalismo. Não sou anarco-capitalista. E isso já basta para eu ser classificado como "ovelha negra" do liberalismo por alguns. De fato, não é um ambiente que aprecio muito. O que faço é realmente ler sobre as ideias e aceitá-las ou não conforme minha visão.

      Só um pitaquinho rápido em um comentário seu para deixar claro um ponto de vista: concordo que o poder é perigoso de qualquer lado que ele venha. Mas mesmo no capitalismo, empresas, etc, existe a possibilidade de concorrência e diluição desse poder (exceto em função de leis do próprio Estado, como a reserva de mercado), por escolha dos próprios usuários. É isso que faz com que o poder do "privado" seja menos perigoso. Já o governo não possui concorrentes. Por isso que é muito mais perigoso.

      Estou lendo um livro muito bom que acredito que gostará, sobre as ideias de instituições inclusivas no desenvolvimento econômico das nações. O título fala tudo: "Por que as nações fracassam", de Daron Acemoglu e James Robinson. Fica de sugestão.

      Abraço!

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    8. Já tinha passado o olho sobre o título desse livro numa livraria, vou adicioná-lo a lista (o problema é que a lista só cresce hehe).

      Abraço!

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  2. Muito lúcido seu pensamento. Aliás, você escreve sempre com propriedade e ponderação. Nesse caso das universidades públicas, penso que esse, bem se pode dizer, pavor da privatização dá-se por uma razão bem simples: resultados, meritocracia. Universidades privadas tendem a exigir isso de seus docentes. Quando fiz o curso de Geografia, entre 2006-2010, foi grande a decepção. Talvez por não estar mais na idade suscetível à ideologização, tinha 36 na época, pude perceber que o ensino de Geografia foi quase todo substituído pela ideologia socialista. A produção acadêmica versava praticamente apenas sobre isso e o aluno muito pouco aprendia de Geografia, propriamente. A parte de Geografia física então era uma tragédia. Imagino se isso seria tolerado numa universidade privada.

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    1. Compartilho do seu pensamento colega. Eu moro ao lado da Unicamp e hoje mesmo alguns funcionários fizeram piquetes na entrada da universidade, impedindo todos de entrarem, durante mais da metade da manhã. Fiquei ouvindo os buzinaços e os discursos das mentes interessadas em manter seus privilégios.

      O discurso da privatização está sendo usado como mais um fator de "mobilização". As pessoas não querem ser confrontadas e medidas pela qualidade que cada uma oferece à educação. Elas têm medo. Têm medo porque sabem que são ineficientes. Sabem que ganham muito para produzir muito pouco. A hipocrisia é que eles alegam que estão protestando para melhorar a educação. Mas é só a universidade colocar um dinheirinho no bolso deles que a greve acaba...

      Devemos ter a mesma idade e como você, também voltei à faculdade e fiquei decepcionado como o modelo mental, que já não era bom antigamente, sofreu um profundo revés. É lamentável o que foi feito coma juventude...

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  3. Ótimo Andre ! É bem por ai mesmo !

    Abraço !

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  4. Por que no Brasil mesmo com o grande número de universidades privadas as públicas sempre ocupam pelo menos as 10 primeiras posições de melhores universidades do Brasil ? Por que as privadas mesmo com boa estrutura, equipamento modernos etc... ainda demoram para figurar bem nos rankings gerais ?

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    1. Anônimo, é uma boa pergunta. Daria para escrever um artigo a partir dela, mas vou fazer algumas considerações breves sobre o assunto.

      O princípio é identificarmos como os rankings são feitos. Eu sou um grande crítico dessas divulgações, pois mascaram de forma demasiada os critérios de sua elaboração. E mesmo que os divulgassem, são poucos que iriam olhar com atenção os meios que resultaram naquela classificação. Um dos maiores pesos desses rankings é a área de pesquisa ou inovação. Um outro é a qualidade de ensino. Vou falar de cada um deles após três considerações a seguir.

      O Brasil no último século possui uma característica histórica de concentrar as atividades educacionais superiores e principalmente de pesquisa no setor público, através do financiamento via impostos. Concentrando recursos e altos salários no setor, atraiu (em geral, na média) os melhores cérebros para compor seus quadros. Na Unicamp por exemplo, há dezenas e dezenas de professores que recebem mais de R$25.000,00 por mês e continuam recebendo o mesmo valor após se aposentarem. Sim, até baterem as botas. É óbvio que as melhores cabeças vão tentar um concursinho por lá para mamar nesses privilégios. Esse é o primeiro ponto. Um segundo ponto é que essas instituições públicas, historicamente, concentraram esforços de pesquisa, independentemente do nível dessas pesquisas. Se você pegar um jornalzinho da Unicamp e ler as "teses da semana", provavelmente você ficaria estarrecido com a utilidade do que se pesquisa por lá, principalmente na área de humanas. E uma terceira consideração antes de responder sua pergunta é o tamanho médio das universidades públicas, bem maior do que a média das universidades privadas, uma vez que possuem uma atração enorme em função do seu ensino "gratuito".

      Agora às respostas...

      Os rankings são uma demasiada importância à pesquisa científica, considerando trabalhos publicados em revistas da área. Não é de forma alguma qualitativo. Ora, com a grande massa de professores e alunos que as universidades públicas possuem, é relativamente esperado que essas tenham uma grande quantidade de trabalhos divulgados por aí afora. Garanto a você que 90% são inúteis. Mas eles contam pontos para o ranking. E muito. Não que eu ache que as particulares não devessem fazer pesquisa. Acho isso sim, uma falha que provém de uma condição cultural e histórica do Brasil, e deveria mudar. Mas não é suficiente para balizar a decisão de um aluno que tenha de escolher entre uma e outra, uma vez que a grande maioria quer sair para trabalhar no mercado e não ter uma vida acadêmica (principalmente se o fator estímulo financeiro não fosse considerado).

      (continua no próximo comentário pois não deu espaço aqui)

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    2. O que precisa-se avaliar para valer é a qualidade de ensino. E você sabe como eles a avaliam? Contando o currículo dos professores (doutorado, mestrado e trabalhos científicos) além do seu número total na instituição. Ora, os professores nas universidades públicas recebem a maior grana (impostos!) para fazer pesquisa dos órgãos de fomento. Seus alunos são meios para proliferar seus nomes e sobrenomes. Ora, é claro que esses professores terão um currículo mais recheado. Mas isso não quer dizer nada que o ensino é melhor. Na minha vida universitária (por dois cursos) conheci vários professores que odiavam dar aulas e queriam ficar só na "pesquisa". Iam na universidade, quando muito, 3 vezes por semana. Mas o currículo dessas figuras ajudavam e muito a escola a figurar entre as primeiras do país. E como o quadro de professores públicos estão inchados (veja a crise que está ocorrendo agora), o número de trabalhos publicados é muuuito maior, o que incha ainda mais o ranking. Nas particulares, não existem tantos professores como nas públicas. Quer dizer, isso é um critério muito subjetivo. O interessante é que as greves - cujas aulas nunca são respostas integralmente, nunca contam para esse ranking. Não lembro de universidade particular ter greve. E as públicas?

      Cabe aqui uma quarta consideração: em média, eu acredito de que de fato, o ensino privado superior é pior. Não tenho dúvida disso. Mas aí estão consideradas milhares de faculdades particulares que surgiram nos últimos anos para aproveitar o obaoba do FIES. Quer dizer, é o próprio governo que distorce as leis do mercado. Agora, com o FIES mais restrito, mais "na real", pode apostar: teremos uma seleção natural. E a média das particulares tendem a aumentar.

      Mas se vc quiser avaliar qualidade de ensino, veja o ranking do ENADE. Lá mostra o nível dos alunos que saem das universidades. Acredito que esse indicador, mesmo com falhas, é o melhor para se avaliar a universidade, não concorda? O que adianta a universidade ter um monte de professor com o Lattes bombando que não dá aula? Ou se dá, as aulas são sofríveis? Passei por muitas experiências dessas também... E pelo ranking do ENADE, vc percebe que, entre as universidades com conceito A e B, a lista é quase parelha para vários cursos. Privadas lado a lado das públicas. Pesquise e veja.

      Anônimo, o que se gasta em universidade pública no Brasil é uma afronta à população. E quanto mais o governo puder, mais eles vão inventar um monte de critérios, rankings, etc, para justificar esses gastos. Você não imagina como tem gente nesse área que ganha com essa situação. E ganha muito. O ensino "gratuito" é uma ilusão.

      Obrigado pelo interesse.

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    3. E acho que as respostas ficaram maiores do que o artigo... Ignore minha frase inicial hehe

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    4. Um vídeo que exemplifica bem o seu parecer acerca das pesquisas em Universidades Públicas. https://www.youtube.com/watch?v=JcsynP0kUPc&feature=youtu.be

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    5. Olá, meu nome é Felipe, tenho uma visão totalmente oposta a sua, mas creio que você sendo uma pessoa que valoriza a liberdade não irá cercear meu comentário devido a isso certo? Vamos lá...

      1- Você vê a privatização como positiva em todos os aspectos, não sendo saúde e educação diferentes, isso se deve ao fato da restauração exacerbada dos valores do liberalismo econômico no qual muitos passam a defender a superioridade da iniciativa privada como valor absoluto, não diferenciando entre uma empresa e uma escola, uma siderúrgica e um hospital por exemplo;

      2- Discordo quando você afirma que sua posição não é ideológica, sua posição é ultra-ideológica, porém de ideologia liberal, não se pode cair no erro de acreditar que ideologia existe somente na esquerda política! Os seus pontos sobre privatização até mesmo de saúde e educação, defesa do "livre-mercado" e desvalorização de tudo que é público mostram a presença sim de uma ideologia. Você diz por exemplo considerar o Estado perigoso para a liberdade devido ao poder que acumula... Você porém defende todo poder ao capital em
      um sistema de mercado que pode vir sim a prejudicar (como de fato prejudica) milhões de pessoas. É o poder saindo do Estado do Bem-Estar Social que a burguesia tanto abomina para voltar ao capital,aos bancos e as elites econômicas;

      3- Também em um dos comentários foi falado sobre meritocracia, que segundo você e o comentador existe na universidade privada e nas universidades públicas os funcionários, docentes e pesquisadores tem medo dela. Qualquer que seja nosso ponto de análise veremos que é na universidade pública que existe a meritocracia, estou disposto a discorrer sobre isso se for necessário;

      4- indo direto ao ponto: Qualquer que seja o ponto de comparação nota-se a esmagadora superioridade da universidade pública frente a privada. Ao contrário do que foi dito em outro comentário as universidades privadas não contam com melhor estrutura nem equipamentos mais modernos... É fato que alguns governos mais a direita subfinanciam e sucateiam a universidade pública, porém as universidades públicas contam com melhor infraestrutura sim! O que se entende por melhor infraestrutura? Escadas rolante? Ar condicionado? Aparência opulenta de um shopping como é nas privadas? Ou umm prédio simples que contam com recursos didáticos, laboratórios, bibliotecas, centros de pesquisa e etc? Estamos falando de uma universidade ou de umm shopping center?
      5- as universidades públicas em geral atraem os melhores professores, pesquisadores e estudantes devido a serem universidades DE FATO e não empresas que comercializam diplomas para quem quer comprá-los! Dizer que quem trabalha em universidades públicas possui privilégios é na maioria dos casos infundado, volto nesse ponto mais adiante.
      Depois, falando em qualidade da pesquisa, vejo com todo o respeito que você é bastante leigo no assunto, muitos pesquisadores resistem a divulgar suas pesquisas devido ao fato delas serem tachadas de inúteis, supérfluas ou exóticas pela extensa maioria que carecendo de conhecimento técnico sobre o assunto se concentra no espetacular e não nos esforços do dia-a-dia para agregar mais ao conjunto que desenvolvido muda completamente o quadro.
      Terceiro, a maioria do ensino superior brasileiro é privado, a esmagadora maioria dos estudantes concentram-se no setor privado e não no público. A maior universidade brasileira é a Unip - Que é privada por excelência! A qualidade das universidades publicas vai muito além da seleção dos alunos "que a procuram por ser gratuita".

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    6. 5- Todos os rankings, sejam do MEC, RUF, Guia do Estudante - Nacionais, quanto os renomados QS, THE, ARWU de Shangai colocam as universidades públicas no Brasil em primeiro lugar, geralmente a USP e logo depois a Unicamp. Se você não gosta de rankings poderia ver pelo Enade que as públicas se saem melhor sim, como a USP boicota o exame geralmente a Unicamp e a UFRGS ficam em primeiro lugar.

      6- existem sim professores que estão mais interessados em pesquisa que em ensino nas universidades públicas e isso é um problema a ser corrigido, porém numa universidade o protagonista do conhecimento é o estudante e ele deve correr atrás do seu saber. Muito mais porém se aprende fora da sala de aula do que dentro dela em uma universidade, iniciações cientificas e orientações de mestrado e doutorado nos quais os professores-pesquisadores exercem papel fundamental! Outra coisa, a principal missão de uma universidade além ddo ensino e extensão é a pesquisa, não existem universidades de verdade que ignoram a pesquisa!

      7- o que se gasta com as universidades públicas é uma afronta a população? Jamais! O ensino superior brasileiro é barato perto dos benefícios que devolve a sociedade, posso trazer dados, educação e pesquisa não são gastos, são investimentos;

      8- eu discordo totalmente do FIES que é um mecanismo de usura e injeção de dinheiro público nas mãos de empresários nada preocupados com a qualidade da educação. Note-se que ao contrário do que foi dito as universidades privadas já eram ruins muito antes do FIES;

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  5. Por fim, perdoe-me os erros de português, mas estou digitando pelo celular, também jamais quis parecer desrespeitoso, somente gostaria de argumentar no sentido contrário ao exposto do qual discordo absolutamente!

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    1. Olá Felipe. Sim, esse blog é democrático, embora eu confesso que já estou meio cansando de responder a simples achismos. Mas vamos conversar.

      O conceito de ideologia pode ser debatido. Nos momentos que comento sobre comentários ideológicos, enfatizo que tais ações ocorrem em virtude da defesa de ideias que não encontram respaldo na realidade e que buscam alinhar-se a interesses de uma classe, como no caso do socialismo e o progressismo. Ou seja, a ideologia não é uma grande amiga da razão, a qual eu procuro sempre dar prioridade.

      Se você conhecer o que é o liberalismo de fato (o inglês, clássico), verá que seus comentários são absurdos. O liberalismo não faz nenhuma defesa do capital. O liberalismo prega a falência de bancos e empresas que não souberam usar de forma eficiente seus recursos, enquanto a esquerda salva-os. Precisamos discorrer de quanto esse governo de esquerda no Brasil alinhou-se com o interesse do capital? Então, cara, não vou perder tempo discutindo isso não... No blog já tem muito debate em relação a isso.

      Veja outro sinal da ideologia: você comenta com fervor sua tese (de que o ensino público é melhor do que o privado), mas fugiu totalmente do assunto principal desse artigo: de onde virá o dinheiro? Vai tirar de onde? É basicamente essa a discussão. O comentário da privatização vem como uma consequência.

      Não entendi o seu grande esforço em tentar provar que a universidade pública no Brasil é melhor do que a privada. Logo acima do seu comentário eu escrevi um longo texto em resposta a outro leitor que reconheço justamente isso, embora eu tenha colocado várias observações. Ao invés de você comentar (e refutar com base na realidade) que minhas observações não tem nada a ver, vc se limitou a repetir o discurso progressista de sempre, sem colocar nada de novo. E ainda termina dizendo que sou bastante leigo no assunto.

      Felipe, vc conhece a história do pombo jogando xadrez? Com todo respeito, você parece o pombo da história.

      Volto a responder novas indagações, caso você deixe o celular um pouco de lado e vá a um computador ler novamente o texto, incluindo os longos comentários que estão na página (acrescenta muito) e colocar argumentos de fato que apontam o contrário do que está escrito, evitando simplesmente a omitir sua opinião sem embasamentos, que foi, infelizmente, o que norteou todo o seu comentário.

      Um abraço.

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    2. Falando com muita sinceridade eu confesso que esperava maior polidez da sua parte. Vejo que sua defesa da "Liberdade" refere-se a quem pensa e defende os mesmos pontos que você!
      Devemos realmente sempre procurar aderir a razão, ela deveria nos guiar independente do posicionamento político e não as paixões ideológicas - Algo que você poderia levar em consideração.
      O Liberalismo, clássico ou não, é uma ideologia; ideologia a qual você adere. Ou na sua visão o Liberalismo ao contrário do Socialismo, Conservadorismo, Anarquismo ou mesmo Fascismo não é uma ideologia? Historicamente o Liberalismo defende os interesses da classe burguesa!
      Sinceramente vejo que quem procura mudar o foco é você, mas entendo que seu anti-petismo está inflamado... Eu não defendo o PT, me oponho ao PT por motivos opostos aos seus. Sou oposição de esquerda a tal governo e não possuo nenhuma responsabilidade pelas ações dele!

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  6. Como eu já havia dito: Nosso tempo vive a restauração exacerbada dos valores do Liberalismo Econômico, devido a paixões ideológicas que cegam, ensurdecem e alienam é possível que se formem opiniões sem nenhuma base na realidade. Quando muitos afirmam a superioridade da iniciativa privada como regra absoluta se esquecem de diferenciar entre um negócio e um hospital, uma siderúrgica e uma universidade!
    Ao contrário do que foi dito na maior parte do mundo a maioria das universidades são públicas, inclusive nos Estados Unidos, sendo a Indonésia e principalmente o Brasil exceções infelizes. Também ao contrário do que foi dito a maior parte das melhores universidades do mundo segundo os rankings não é privada, mas pública. Segundo o renomado ranking britânico QS:
    1- MIT - Privado - EUA;
    2- Harvard - Privada - EUA;
    3- Cambridge - Pública - RU;
    4- Stanford - Privada - EUA;
    5- Caltech - Privado - EUA;
    6- Oxford - Pública - RU;
    7- UCL - Pública - RU;
    8- Imperial College London - Pública - RU;
    9- ETH Zurich - Público - Suíça;
    10- University of Chicago - Privada - EUA;
    Ao analisarmos as 50 melhores veremos que 34 são públicas e somente 16 são privadas (todas as privadas são americanas), fazendo o mesmo exercício com o THE e o ARWU Shangai obteremos resultados semelhantes!
    Na Europa a esmagadora maioria das universidades e institutos superiores são públicos e em muitos lugares gratuito, como nas universidades alemãs que estão entre as melhores do mundo!
    O único país que desenvolveu um modelo de universidades privadas de excelência foram os Estados Unidos , devido a questões culturais e históricas. As universidades privadas de excelência americanas são privadas no sentido de serem fundações de direito privado, muitas das quais são antigas e tradicionais e tem sua origem em Igrejas - Nada que se assemelhe as "universidades" empresariais brasileiras. Além delas contarem com um orçamento altíssimo e poucos alunos, são muito concentradas e falam a língua da ciência que é o inglês - O que explica porque instituições francesas, alemãs e japonesas ficam sempre atrás das britânicas e americanas nos rankings, mesmo possuindo qualidade semelhante. As instituições americanas recebem sim muitos recursos para a pesquisa e bolsas de estudo do governo federal, além disso a legislação americana garante benefícios na lei aos que doam dinheiro as universidades (como o abatimento no imposto sobre heranças, alto nos Estados Unidos), em Stanford ano passado por exemplo somente 11% do orçamento veio de mensalidades! Além do fato de que os Estados Unidos possuem universidades top class públicas, como Berkeley e UCLA. Agora lhe pergunto: Que outro país além dos EUA desenvolveu um sistema como esse?
    Os colégios privados no Brasil tendem a ser melhores que os públicos devido a motivos políticos e sociais, isso porém não é regra: Escolas técnicas e federais são superiores a muitas particulares!
    Por fim, quando você escreveu o post a PUC-Chile havia passado a USP no ranking de melhores da América Latina, oscilações anuais são normais, em que pese que a USP ficou em primeiro lugar em 2011,2012,2013 e 2015, somente em 2014 a PUC-Chile ficou a frente - Detalhe, a PUC-Chile não é uma universidade privada, mas sim confessional ligada a Igreja Católica!
    Você disse discordar dos rankings, mas você quem os citou!

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  7. Sobre a questão do Ensino X Pesquisa: Universidades produzem pesquisa, instituições que se dedicam somente ao ensino são faculdades e institutos profissionais! Como eu já havia dito em uma universidade o aluno deve ser o protagonista do conhecimento, professores-pesquisadores universitários não devem dar uma aula-cursinho. O papel de um professor se faz muito mais presente orientando pós-graduandos, orientando projetos de iniciação científica e etc. Numa universidade se aprende muito mais fora da sala de aula que dentro dela - Universidade não é escolinha!
    E mesmo com relação ao ensino as universidades públicas estão a frente, o próprio Enade mostra isso!
    Também ao contrário do que foi dito a maior parte dos estudantes brasileiros está no setor privado, a USP com tantos alunos é uma exceção! Sendo que as próprias Unip e Uninove são muito maiores e contam com mais alunos que a USP, 80% dos estudantes brasileiros se encontram no setor privado, logo, tal argumento carece de base.
    Em boa parte do mundo a pesquisa se encontra no setor público, não é somente o caso do Brasil, agora se a iniciativa privada brasileira não investe em pesquisa como nos EUA se faz a culpa não é do setor de pesquisa público!
    Os professores tem total direito de exigirem remuneração adequada, nas melhores do mundo a remuneração dos docentes chega a meio milhão mensalmente! Uma carreira que pressupõe esforço e dedicação e mais de 10 anos de estudos deve sim ser bem remunerada! Média de mercado não significa nada, o mercado de ensino superior brasileiro é movido por instituições mercantis (muitas das quais partes de oligopólios como a Kroton e Laureate) que oferecem educação de péssima qualidade e exploram docentes que ao invés de ensinarem e pesquisarem são submetidos a um regime de hora-aula extenuante, muitas dessas instituições não contratam doutores para não pagarem salários mais altos e com isso lucrarem ainda mais! Mecanismos usurários como o FIES somente pioram o quadro, esse dinheiro deveria ser investido em educação pública técnica ou superior. Universidades não são empresas para aderirem a lógicas de mercado. Veja como nossas "universidades" mercantis são boas. Nos Estados Unidos instituições desse tipo como a Phoenix University são muito criticadas!

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  8. Eu sou aluno de iniciação científica da USP, quando disse que você é leigo não foi com a intenção de ofender, mas me surpreendeu o fato de você taxar pesquisas básicas e importantes como inúteis, é uma visão de curto prazo e muito utilitarista! Acredito que pesquisa científica não seja sua área!
    Também ao contrário do que foi dito um aluno não custa 5 mil reais mensais nem na Unicamp e na USP, é um raciocínio muito ralo afirmar isso! As universidades públicas gastam com pesquisa, possuem hospitais, museus e institutos, atendem a toda a população como os hospitais universitários, o custo por aluno é inclusive menor que nas boas universidades privadas. A USP por exemplo conta com 95 mil alunos com um orçamento de 5 bilhões, produz pesquisa e atende a população, além de estar entre as melhores do mundo! As universidades públicas paulistas também bancam a aposentadoria de seus docentes e apesar de o ICMS ter aumentado de volume, o percentual continuou o mesmo, sendo que as universidades se expandiram consideravelmente!

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  9. Agora a questão: De onde virá o dinheiro? As fontes de financiamento devem ser majoritariamente públicas - Da sociedade para a sociedade - Recursos como endowments, doações privadas, parcerias com empresas são interessantes mas jamais devem substituir o financiamento público. Se o ICMS onera a população mais pobre então uma reforma tributária seria mais viável. Recursos que são desperdiçados no FIES, pagamentos de juros da dívida a especuladores rentistas deveriam ser aplicados na educação, seja ela técnica, superior ou privada.
    Concordo com você que a gestão deve ser menos centralizada e mais responsável, a universidade deve possuir autonomia e ser prudente nos seus gastos.
    Eu jamais concordei com improbidade administrativa e financeira e sei que as universidades públicas brasileiras estão longe do ideal, porém nosso esforço deve vir no sentido de melhora-las e torna-las mais eficientes e não de destrui-las!
    Eu não sou contra a universidade privada, ambas são importantes para o progresso do Brasil, porém defendo sim a universidade pública, gratuita e de qualidade!

    Não foi minha intenção ofender você de maneira alguma,peço desculpas sinceras se assim o fiz, porém se aqui é um espaço democrático opiniões opostas devem ser respeitadas e ouvidas! Afinal isso é liberdade!

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    1. seja ela técnica, superior ou básica *

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    2. Felipe, não faltou polidez da minha parte. Sobrou sinceridade. Não se machuque por tão pouco.

      Novamente, a definição se um pensamento é ideológico ou não depende da sua definição de ideologia. Não acho que progredimos discutindo se é ou não é ideológico. Para mim, temos de discutir o que achamos certo e o que achamos errado. Sem emoção e com razão, na medida do possível. Vamos falar de coisas mais práticas.

      Algo prático: reafirmo, novamente, que você não sabe o que é liberalismo (isso não é falta de polidez, mas sim sinceridade). Liberalismo não defende a burguesia. O capitalismo de estado sim. Em nosso tempo, FALTA liberalismo. Na história humana, o período de ouro do liberalismo foi o final do século XIX. Hoje temos uma intervenção muito grande do Estado, inclusive em países avançados como o EUA. Não tenho tempo para ensinar isso a vc. Vc precisa pesquisar por si próprio. Eu já li Marx, Gramsci, autores da Escola de Frankfurt, etc, para entender o pensamento da esquerda. E vc, o que já leu de autores de fato, liberais? Vc consegue citar alguns sem pesquisar no Google?

      O seu discurso é típico de um discípulo que faz parte da massa de manobra gramsciana. Repete o que ouviu, mesmo que sejam grandes mentiras. O ruim disso tudo, é que todos seus comentários posteriores ficam contaminados quando diz tais bobagens sobre liberalismo, mesmo que neles existam alguns pontos discutíveis. Talvez aqui brote uma grande pista para o comentário que fiz sobre ideologia no segundo parágrafo do meu comentário de ontem. Releia novamente.

      Nas discussões que fiz com o Soul, acima, em vários momentos eu disse que existem grandes casos de universidades públicas com qualidade. Não entendo muito bem seu esforço de mostrar a mim isso. Eu concordo. Mas se você reler os comentários, verá que a minha maior preocupação é com a sustentabilidade desse negócio. Verá também que comentei que isso ocorre apenas nos países ricos, que já acumularam um grande capital para financiar tais estabelecimentos, mas mesmo assim, começam a sentir dificuldades. Até quando?

      Continuando nesse raciocínio: quais as chances de países ainda não desenvolvidos, como o Brasil, investir em tal modelo uma vez que já está falido? É fácil dizer que no Brasil as universidades públicas são melhores (e eu concordo com isso no texto), mas isso ocorre às custas do bom salário e dos privilégios desses professores. Ora, é óbvio que os melhores tentam entrar em seus concursos. Mas vc também deve saber que as universidades públicas sejam federais ou estaduais, em sua grande maioria, estão falidas. De novo, até quando essa sua verdade vai durar? Se vamos discutir um modelo, precisamos discutir sua sustentabilidade, e não apenas a fotografia atual.

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    3. A maior parte de suas palavras se baseiam em provar que o público é melhor do que o privado. Seus comentários dão a entender que eu quero privatizar tudo, embora eu afirme que a privatização possa ser uma consequência dos problemas que os professores e funcionários das universidades públicas estão causando (e tal processo não será um bicho-papão), mas não é uma necessidade imediata. Leia o último parágrafo do texto e veja por si só que não sou anarco-capitalista. Apenas acredito que tal modelo tenha que ser sustentável, pois os recursos são limitados.

      É isso que o texto discorre: qual o melhor meio para prover educação de qualidade, quando não se tem recursos? Temos o exemplo das melhores universidades do mundo, que são privadas. Ora, então é possível temos uma educação de qualidade e privada! Esse é o caminho. O outro é sucatear o resto de bom ensino que temos. Temos que tomar decisões com base no que temos hoje.

      No final do seu comentário, vc dá algumas ideias sobre uma melhor racionalização dos recursos. Ok, basicamente foi isso que eu disse no texto. Então, que se pratique! O que o meu texto afirma, novamente, é que isso nunca foi e tenho muito receio que não será praticado, exatamente analisando as demandas de greve de professores e funcionários. É um modelo mental onde as pessoas apenas querem manter privilégios e não melhorar a gestão. E aí, como ficamos? Correndo do rabo o tempo todo? Seja então uma das pessoas que cobrem por isso. Na próxima greve, veja realmente quais são as demandas dos grevistas. E fique CONTRA a greve se as demandas forem por grana, e não por melhor gestão! De novo, sustentabilidade.

      Talvez você ainda tenha esperança que isso seja possível. Provavelmente, você está em um estágio da vida em que sente que as pessoas possam pensar fora do seu quadrado e sair um pouco de sua zona de conforto. Eu já passei com alguma folga dos 40 e já vi muito mais coisas que vc. Possivelmente, não tenho sua ilusão.

      Tenho duas graduações na mesma universidade. Cada uma com uma diferença de vinte anos. A primeira, na área de exatas, a segunda, na área de biológicas mas com uma grande carga de humanas. Tenho uma visão temporal e espacial dessas diferenças. Ampla e racional. E mantenho fortemente minhas convicções do que escrevi até então.

      Sobre pesquisas, vc afirma que eu tachei pesquisas básicas e importantes como inúteis. Qual a base para essa afirmação Felipe? Quais são as pesquisas que tachei dessa forma? O que é útil e inútil? Vc não tem exemplo nenhum e está generalizando de forma desonesta. Quer discutir alguma pesquisa em particular?

      Ah, e sim, os alunos custam esse valor sim, e se vc possui uma opinião diferente, precisa provar isso matematicamente. Isso está no orçamento das estaduais. E aqui não estão computadas as verbas de pesquisa da Fapesp, CNPQ, etc. Se tiver dados que contraponham essa afirmação, comente no texto próprio que está em um link desse texto. Ajudo você: http://www.viagemlenta.com/2014/03/deseja-ainda-mais-dinheiro-para.html. É difícil analisar com imparcialidade e com a razão se você é um bolsista, né? E está acompanhado de um grupo fervoroso que grita contra essas verdades. Mas honestamente, acho que você deveria tentar. No futuro, você vai sentir orgulho de você mesmo.

      Em nenhum momento fiquei ofendido com os seus comentários. Espero que não fique com os meus.

      Um abraço.

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  10. Claro no final do século XIX as pessoas viviam tão bem, era uma maravilha, qualidade de vida ultra-excelente!
    E não existe esse negócio de anarco-capitalismo, pois o anarquismo em essência é totalmente contra o capitalismo, ser contra o Estado não faz de alguém anarquista!
    O custo por aluno nas instituições públicas não é esse, dê uma olhadinha por favor nesse link: http://adufpi.org.br/noticias/artigos/o-custo-do-aluno-na-universidade
    Já mostrei que a maior parte dos países seja na Europa Continental, Reino Unido, América Latina, Ásia seguiram o caminho de universidades públicas, até mesmo nos Estados Unidos a maior parte dos estudantes estudam em estabelecimentos públicos, então por que querem os adoradores do deus mercado continuar comm o caminho da privatização que produz analfabetos diplomados, professores explorados, milionários enriquecidos e educação e ciência pífias?!
    http://www.bv.fapesp.br/namidia/noticia/19002/financia-universidades-exterior/
    Só dar uma olhada no exemplo britânico, Oxford e Cambridge são universidades públicas!
    Eu já li clássicos, li alguns excertos de "A riqueza das nações" e pretendo ler completo, agora me diga, você já leu "O Capital"? Os teóricos NEOLIBERAIS que li não me convenceram, não falo aqui dos clássicos liberais...
    Quanto a doutrinação não se preocupe seu exemplo mostra tudo!
    Por fim,vejo que não adianta discutir com neoliberais religiosos... Um atento, estarei apoiando sim a próxima greve que tem por objetivo evitar que a reitoria acabe com a dedicação exclusiva dos professores, o que comprometeria a qualidade do ensino e da pesquisa!

    Saiba que o século XXI verá a queda definitiva de todos esses abusos em nome do capital, quando as pessoas se derem conta de que esse sistema que mantém bilhões na miséria, explora a maioria em detrimento de uma minoria e está destruindo o planeta a humanidade acordará!

    Se puder leia este artigo: http://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/a-presenca-da-universidade-publica

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    1. Primeiro link, do sindicato dos professores (que é um agente totalmente interessado em manter seus privilégios e luta claramente com qualquer forma de meritocracia e possibilidades de melhor gestão dos custos): ele retira do cálculo do custo por aluno TUDO que não vai para as instituições de ensino propriamente ditas, fazendo considerações no achismo. Onde estão os cálculos das considerações que ele fez? Como ele mesmo diz, um dos maiores gastos é com aposentadoria de professores (que ele não considerou). Ora, mas aí é que estão os maiores privilégios! Como desconsiderar isso? O ICMS não acaba pagando isso de qualquer forma? Se a gestão fosse séria, não existiriam tais privilégios, como professores aposentados da Unicamp ganhando 30mil reais por mês. Ora, isso entra no custo por aluno sim! Como não??? E onde estão as receitas de pesquisas? CNPQs, FAPESP, etc? Não entram no cálculo? E mais: onde estão os cálculos? Vc acredita simplesmente em palavras tendenciosas? Fala sério, Felipe... Vc acreditar em jornal de sindicato mostra o quão inocente você é. Procure aqui no blog o texto sobre sindicatos...

      O segundo artigo traz uma opinião sobre a forma ideal de financiamento das universidades, mas também diz que "em meio à proliferação de números, às vezes até levianamente divulgados e sempre precariamente analisados, com uma proliferação de vozes incompreensivas, perdem-se oportunidades importantes de chegar, convergentemente, ao que todos os segmentos da sociedade brasileira, em tese, desejam: orçamentos reais e bem utilizados, produção acadêmica qualificada, funcionamento racional e econômico das instituições!". E isso é justamente o que se clama no meu texto principal. Esse seu segundo link vê o problema e busca resolvê-lo, embora eu não concorde com o meio que sugere para isso. Não há muito o que debater, entretanto, pois ele explicitou sua opinião de forma simples, sem argumentos sólidos. Porém, é infinitamente superior ao primeiro link do sindicato, que não quer ver o problema e não quer buscar soluções, mas sim manter seus privilégios colocando suas próprias tintas em seu próprio quadro (adulterado) da realidade.

      Sobre o último link, eu abri e de fato não tenho tempo de ler agora. Mas vi que o coordenador é o Alfredo Bosi, que defendia o PT no ano passado em artigos da Carta Capital. Vc acha que dá p levar a sério, Felipe? Lembra da história dos idiotas úteis?...

      Felipe, vc continua a ser totalmente ignorante sobre o liberalismo. Eu sugeriria que vc aprendesse um tantinho. Seu conceito é o "neoliberalismo" que na verdade, nunca existiu de fato. Foi um espantalho criado para a esquerda para levar porrada. Use o Google para começar se vc não consegue citar um único autor liberal. De novo, lembra dos idiotas úteis?...

      Fiz tantas perguntas a vc no comentário anterior e vc deixou todas sem respostas. A única pergunta que vc fez nesse último comentário eu já tinha respondido no meu anterior (sim, li Marx). Vc tem muitas certezas, poucas dúvidas e poucas perguntas. Não é um bom caminho para entender o mundo.

      Lembra da história do pombo?

      Um abraço.

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    2. Algumas considerações: O artigo está em um site de um sindicato dos professores da região norte, mas foi escrito por um professor da USP e físico Otaviano Helene e fala corretamente sobre um mito que os setores privatistas tanto alardeiam: Enquanto "universidades" privadas como a Unip somente investem algo na estrutura física, pagam um salário baixo aos professores e o resto que não vai pro bolso dos executivos vai para a formação do aluno, as universidades públicas possuem museus, institutos, hospitais - que atendem a toda a população! Desenvolvem pesquisas em laboratórios! É um absurdo ser tão tendencioso a ponto de pegar um orçamento de 5 bilhões como o da USP e dividindo pelo número de alunos super que seja investido 4 mil reais mensais só na formação do aluno, isso é reducionismo barato quando não for má intenção!

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    3. Entendo que você abomine sindicatos devido a sua ideologia...
      De quais privilégios você fala? Aposentadoria para quem trabalhou a vida inteira agora é privilégio? O que você sugere? Acabar com a aposentadoria dos professores?
      Eu recebo bolsa de iniciação científica e te digo: Mesmo sem bolsa eu a faria, o importante é o conhecimento! Se eu estivesse nessas fábricas de diplomas que só querem o dinheiro do estudante isso não existiria!

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  11. Eu não sei o que é liberalismo? Eu sei sim o que é o liberalismo! E afirmo que discordo totalmente dos pressupostos! Você deveria estudar um pouquinho mais de História para saber como vivia o povo na Era de Ouro do Liberalismo, você ia adorar ser um operário naqueles tempos! O século XX com duas guerras causadas pela disputa por mercados, regimes totalitários (incluo aqui os de direita) e crises como a de 1929 (ok a culpa não é do liberalismo né 😁 hahaha) havia enterrado esse sistema que os fundamentalistas do "livre"-mercado ressuscitaram em uma versão piorada chamada NEOliberalismo. Mas o século XXI vai encerrar essa doutrina religiosa de uma vez por todas!

    Eu novamente afirmo e com base: A esmagadora maioria dos países adota o modelo de instituições públicas! O Brasil é exceção a regra! E esse modelo não é falido, muito pelo contrário, é o melhor modelo!
    Já disse várias vezes que das 50 melhores do mundo somente 16 são privadas e 34 são públicas! E todas essas privadas são americanas. Vocêquer exportar o modelo americano, único no mundo para o Brasil?

    Sobre o artigo, foi desenvolvido por uma equipe técnica da Universidade de São Paulo e seria interessante você lê-lo, quem sabe você passe a ver as coisas como são e não como a sua ideologia pinta!

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  12. Gostaria de entender sua visão de meritocracia? O que é meritocracia pra você? Ter dinheiro pra pagar uma mensalidade é meritocracia? Demitir doutores e pesquisadores porque custam mais caro é meritocracia? Submeter um professor a um regime exaustivo e de horas-aula é meritocracia?

    A privatização do sistema seria algo terrível! Um artigo da folha dizia: "USP já teria falido se fosse uma universidade particular" ora, se fosse uma universidade particular não seria a USP, seria a Unip!

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    Respostas
    1. Olá Felipe!

      Nessa vida a gente aprende muitas coisas, e uma delas é saber se um debate vale a pena ou não.

      Um primeiro ponto que desestimula usar meu tempo dessa forma é perceber que seu interlocutor não quer aprender e insiste que está certo, a despeito de acrescentar novos argumentos ou não. Falo sobre liberalismo. Vc não sabe o que é, o que representa e vai permanecer assim a vida inteira. Continue acreditando no que dizem para vc aí na USP e permaneça na ignorância.

      Um segundo ponto é perceber que seu interlocutor usa ilações falsas e absurdas para preencher o vazio de seus próprios pensamentos e alegações. Em algum momento eu deixei subentendido que quero exterminar aposentadorias? Isso é alta trapaça, que vc deve aprender com muita propriedade em seu meio.

      Ainda nesse tema, é difícil debater com alguém que vê uma classe que se aposenta com menos anos do que a maioria da população, com salários integrais e mais montes de benefícios que chegam a mais de 30.000,00 reais por mês e não achar que isso é um privilégio, e sim um direito adquirido. Talvez seja por isso que a USP possui déficit constante nas suas contas. Agora se esse é o melhor modelo como vc comenta, então ele não poderia estar em déficit, concorda? Empenhe-se em disseminar suas sugestões para tais financiamentos e faça acontecer. Mas por enquanto, é um buraco sem fundo. Essa é a realidade, embora alguns são cegos para isso.

      Continuando mais um pouco nesse tema, você arranca seus cabelos (se os tiver) para a terrível possibilidade de privatização sem que se mostre disponível ao debate. Desde o meu texto principal, eu fui aberto a discutir melhorias de gestão pública - não coloquei privatização como solução final -, mas vc insiste em levar a discussão para esse lado. E pasmem, ignora algo que está presente nas melhores universidades do mundo, americanas. Se eu quero exportar esse modelo? Não disse isso, mas estou disposto a considerá-lo. Vc desconsidera totalmente um modelo vencedor?

      Não seja desonesto em comparar esse modelo com o que acontece no Brasil. Eu mesmo já dei minha opinião sobre as universidades privadas brasileiras em um comentário nessa página, de 09 de outubro do ano passado. Afirmei claramente que em geral, as públicas são melhores e fiz algumas considerações sobre isso.

      Um terceiro e último ponto é insistir na confusão, na discórdia e não procurar buscar uma convergência de ideias perante à razão. Onde vc quer chegar com perguntas tão tolas quanto à meritocracia? Eu li, reli e não entendo como alguém pode ter uma mente tão confusa. Não tem nada a ver com nada.

      Bom, é isso Felipe. Não pretendo retornar o assunto nessas condições. Fique com suas ideias e seja feliz!

      Um abraço.

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  13. Fique claro que nós vamos defender os trabalhadores, vamos defender o povo e vamos defender a educação pública!

    Eu não sou contra a educação privada, ambas as formas (e outras como a educação confessional) são importantes para toda a sociedade; mas é preciso que um Brasil democrático e preocupado com o social crie um sistema eficiente e justo de educação pública e gratuita de qualidade que abarque o ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior - Indo das creches ao pós-doutorado.

    Defender a universidade pública não é somente defender o patrimônio da nação, mas também defender o progresso das artes,ciências e tecnologia brasileiras. Ao contrário da supostamente superior iniciativa privada as universidades públicas não estão a mercê dos interesses de mercado que só enxergam a si próprios, nem dos interesses empresariais de lucro; porém é imprescindível que a universidade tenha total autonomia frente aos poderes políticos!

    Vencedor não é esse modelo corporativista, egoísta e materialista de privataria - Vencedor é o povo e suas instituições!

    Nós da esquerda democrática seremos implacáveis na defesa das Universidades Públicas, Gratuitas e de Qualidade!

    Se não gosta dela deveria não ter se graduado na Unicamp duas vezes!

    Um abraço!

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    Respostas
    1. Felipe, apenas para deixar registrado como pessoas que bradam tolices como você possuem uma mente confusa ou desonesta: eu nunca disse, mesmo nas entrelinhas, que eu não gosto da Unicamp. Sempre gostei dessa universidade e devo muito a ela.

      O propósito do post é justamente encontrar um caminho para que a qualidade de seu ensino seja perene, revertendo o processo de degradação em que se encontra.

      Mas isso deixa claro que vc, no fundo, não entendeu nada.

      Encerro por aqui.

      Um abraço!

      Excluir
  14. Pode encerrar, isso não muda o fato de você ter dito coisas que não são verdade nos comentários e no artigo!
    As melhores do mundo não são privadas, são públicas!
    E o modelo que deve ser seguido no Brasil é o modelo europeu de instituições públicas! O modelo americano é único no mundo e jamais daria certo aqui ou em qualquer outro lugar que não seja os Estados Unidos!

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