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O gerente de banco como consultor financeiro

As razões e os porquês para não escolher o seu gerente de banco como consultor financeiro.

As razões e os porquês para NÃO escolher o seu gerente de banco como consultor financeiro


Sou um defensor da individualidade. Vejo em cada pessoa um ser único, com capacidades, motivações e objetivos distintos. Esse tema tem sido constantemente exposto em meus textos, que em geral, são mais voltados para a consequência dessa unicidade: a liberdade de fazermos nossas próprias escolhas, normalmente muito limitadas por um grande Estado interventor. Alguma liberdade para escolher determinados caminhos contudo, ainda podemos exercer plenamente. E também colher as tempestades e os frutos gerados por essas escolhas individuais.

Uma dessas escolhas é decidir se delegaremos ao gerente do nosso banco a administração de nossos investimentos ou se dedicaremos a nós mesmos um mínimo de conhecimento financeiro para tal. Embora que, na primeira alternativa acostumamo-nos a atribuir confortavelmente a responsabilidade de possíveis perdas de oportunidade à outrem, o fato é que a responsabilidade dessa escolha foi, evidentemente, nossa. Tentamos disfarçar o fato de que não fomos o agente direto em uma decisão específica. Porém, escolhemos não escolher. Sem escapatória: liberdade significa responsabilidade.

Não me levem a mal; tenho bancários entre meus amigos, assim como outros amigos que confiam em suas recomendações. Mas atire a primeira pedra o gerente de banco que nunca ofereceu ao seu cliente, mesmo sendo um grande e velho amigo, uma grande oportunidade na compra de um título de capitalização? A resposta positiva a essa pergunta já me credencia a recomendar a todos que usem o seu gerente de uma forma muito seletiva para sua decisão de investir. Seja pela sua atuação em causa própria ou por uma total ignorância nos melhores produtos disponíveis.

Apesar de, possivelmente, eu ter uma opinião dura para com esses profissionais, temos que ter em mente que eles possuem metas designadas pelo banco. E o cumprimento dessas metas é essencial para futuros bônus ou sua permanência no cargo. A sugestão de investimentos para os clientes passa, portanto, no atingimento dessas metas. É a positiva dinâmica do mercado, e eles não estão errados em atuar em causa própria. Nós clientes, quando queremos o melhor investimento para nosso patrimônio não atuamos em causa própria? Enfim, cabe a cada uma das partes encontrar a melhor forma de agir. E eu sugiro a todos vocês clientes, que fujam do seu gerente de banco. Eles não possuem, financeiramente, o mesmo interesse que vocês.

Títulos de capitalização, como mencionado anteriormente, só possuem vantagens ao banco, a não ser que você se considere uma das pessoas mais sortudas do mundo. Fundos de Investimentos, também muito recomendados pela instituição, são acompanhados de altas taxas de administração. E qual foi a última vez que você conseguiu com seu gerente um CDB com 100% do CDI?  Previdências privadas possuem algumas vantagens específicas, mas que não são significantes para muitas pessoas.  E mesmo aplicações mais vantajosas, como os títulos do Tesouro Direto, ficam mais caras quando realizadas a partir de bancos (e não corretoras), como mostra esse quadro. Procure nessa lista o primeiro grande banco comercial e veja a taxa que ele cobra em comparação com as corretoras de valores.

Com um mínimo de conhecimento do mercado financeiro é possível alcançar alternativas bem mais lucrativas. Um mínimo de fundamentos que garanta a plena manutenção da sua rotina diária, independentemente de como ela está preenchida. Distancie-se porém, da visão estressante dos operadores das bolsas de valores: nada disso é necessário. O importante é ter uma estratégia sólida e segui-la conscientemente. E ter a sabedoria necessária para exercer plenamente a sua liberdade de escolha, sem depender de terceiros.

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