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Mostrando postagens de Maio, 2014
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A liberdade econômica é essencial para a liberdade individual

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Sem a liberdade econômica, prática impedida pelas normas do Estado, é impossível exercitarmos plenamente a liberdade individual.
No artigo Liberdades restritas, transcrevi o poema de Martin Niemöller, que mostra claramente como não perdemos a liberdade de uma só vez. Esse pensamento  central é atribuído ao filósofo David Hume, e Frederick Hayek desenvolveu-o em seu livro “O Caminho da Servidão”, sustentando que, sem a liberdade econômica, todas as demais liberdades tornam-se impossíveis. Esse raciocínio é válido especialmente para a liberdade individual e pessoal. Só possuímos uma verdadeira liberdade de escolha se não somos dependentes economicamente de algum agente. O que também é válido para as empresas. Se as receitas das mesmas possuírem algum vínculo com o governo, elas não possuem liberdade para exprimirem-se de forma independente. O animal não ataca a mão que o alimenta. É o que acontece com parte da imprensa, principalmente em blogs chapa branca que dependem exclusivamente de…

O analfabetismo financeiro como uma condição trivial

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A realidade e as barreiras na busca do conhecimento para livrar-se do analfabetismo financeiro e como consequência, preservar a sua liberdade individual.
Meu amigo Damião mostrou-me recentemente, uma reportagem que chamou a atenção para uma pesquisa que demonstrava o quão significante é o analfabetismo financeiro da população, evidenciado os males que tal condição causa hoje na civilização. Alto grau de endividamento das pessoas, vulnerabilidade perante aos grandes agentes financeiros e dificuldades na aposentadoria são apenas algumas das consequências de tal situação. O artigo completo do estudo encontra-se nesse link.  Nessa pesquisa, as economistas Annamaria Lusardi e Olivia Mitchell propuseram três questões simples, que versavam sobre o entendimento básico de juros, inflação e diversificação de investimentos, e foram propostas para pessoas em vários países do mundo. Em tradução simplificada, as questões são as seguintes:
1) Suponha que você tenha $100 em uma conta de poupança que r…

Os limites da proibição do trabalho infantil

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As leis atuais do trabalho infantil são passíveis de receber limites de forma que a liberdade individual seja respeitada?
Revi hoje alguns trechos da constituição brasileira para um trabalho que estava desenvolvendo e lembrei-me de uma reportagem que li há uns dois meses, onde um mecânico dono de uma oficina foi autuado pelo Ministério do Trabalho por ter oferecido um emprego a um rapaz de 14 anos no período da tarde, caracterizando assim, um trabalho infantil. O trabalho era de comum acordo entre todos, inclusive entre a mãe do menor. Ele ia bem na escola e já tinha comprado com seu salário, tênis, bicicleta e guardava R$500,00 na poupança. É claro, o Ministério do Trabalho multou o empresário e proibiu o trabalho. A mãe lamenta: “- Agora ele vai ficar sem dinheiro e passar a tarde inteira assistindo televisão”. Veja a reportagem nesse link.
De fato, o inciso 33, do artigo 7º da Constituição Brasileira, é claro: “proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoi…

A ética tacanha de Robin Hood

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Assumir o papel de Robin Hood e desejar a distribuição de riquezas através da força e coerção é estar ao lado de atitudes imorais perante as pessoas.
Há mais de dois meses publiquei que  a“Transferência de riqueza e igualdade de renda são conceitos imorais”, onde enfatizo que o fluxo de riqueza, quando não desvirtuado pelo Estado, é naturalmente orientado para as pessoas e setores eficientes e eficazes, refletindo inerentemente a meritocracia nos processos. Esse fluxo de riqueza ocorre principalmente pelo esforço voluntário dispendido de cada indivíduo em sua atividade particular, e pode ser estimulado e potencializado por suas habilidades natas ou por uma escolha pessoal. Assim, cada pessoa deve ser hábil para avaliar se a troca de seu tempo por uma determinada recompensa é (ou não) um caminho válido para a realização de seus desejos, refletindo assim diferentes motivações.
Ainda nesse raciocínio, é claro o quanto é um ato imoral a retirada, por alguém ou uma entidade, de parte da r…

O gerente de banco como consultor financeiro

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As razões e os porquês para NÃO escolher o seu gerente de banco como consultor financeiro
Sou um defensor da individualidade. Vejo em cada pessoa um ser único, com capacidades, motivações e objetivos distintos. Esse tema tem sido constantemente exposto em meus textos, que em geral, são mais voltados para a consequência dessa unicidade: a liberdade de fazermos nossas próprias escolhas, normalmente muito limitadas por um grande Estado interventor. Alguma liberdade para escolher determinados caminhos contudo, ainda podemos exercer plenamente. E também colher as tempestades e os frutos gerados por essas escolhas individuais.
Uma dessas escolhas é decidir se delegaremos ao gerente do nosso banco a administração de nossos investimentos ou se dedicaremos a nós mesmos um mínimo de conhecimento financeiro para tal. Embora que, na primeira alternativa acostumamo-nos a atribuir confortavelmente a responsabilidade de possíveis perdas de oportunidade à outrem, o fato é que a responsabilidade dessa…
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