Como ajudar genuinamente os pobres e os necessitados

Quais são os passos para se ajudar efetivamente, de forma íntegra e honesta, as pessoas mais pobres e necessitadas?

A ajuda aos pobres e necessitados para ser eficaz passa pelo individualismo de cada um e não pela dependência do dinheiro alheio.


O artigo mostrando porque a Transferência de riqueza e igualdade de renda são conceitos imorais pode ter deixado algumas pessoas com um nó na cabeça. Oras, se eu tenho reais boas intenções, o que posso fazer ou estimular para que o mundo seja mais justo? Hans F. Sennholz escreveu um excelente artigo que mostra como deveria ser o comportamento das pessoas íntegras quanto a essa questão. Seus conselhos desnudam a ideia de coletividade e colocam o dedo na ferida: se você quer ser um agente de mudança, dependa basicamente dos seus atos e do seu esforço, ou seja, do seu individualismo. Nada de depender do dinheiro dos outros. Como ele resume ao final:

Ser caridoso com a riqueza dos outros é uma delícia. Arregaçar as mangas e produzir por conta própria aquilo que você quer ver distribuído já é um pouco mais trabalhoso. Mas seu amor genuíno aos pobres servirá de estímulo todas as manhãs”.

Um resumo dos conselhos com alguns acréscimos meus:

1) Procure não se tornar pobre e não permita que outros sejam empobrecidos: com menos riqueza circulando, ficará mais difícil ajudá-los.

2) Crie seus filhos com independência, explicando como funciona de fato a economia de mercado, com menos propensão a roubar e serem desonestos. Eles poderão ajudar ainda mais as pessoas empobrecidas. Divulgue amplamente esses ensinamentos ao maior número possível de pessoas, inclusive aos mais pobres, estimulando o trabalho voluntário produtivo.

3) Dê exemplos pessoais, nunca contribuindo com a perpetuação do arranjo de poder estatal. Não legitime a coerção e o roubo, muito menos as políticas de distribuição de renda do governo, uma vez que elas apenas perpetuam os conchavos para o próprio benefício dos donos do poder.

4) Produza riqueza, disponibilize empregos e permita o crescimento das pessoas. Distribua sua riqueza da forma como preferir, seja através de doações (de preferência com boas contra-partidas) ou na formação de pessoas capazes, mas mantenha a galinha dos ovos de ouro para que eles nunca escasseiem.

5) Quando estiver partindo, legue sua riqueza e conhecimento para pessoas honestas e competentes para que elas possam dar continuidade ao seu trabalho.




Comentários

  1. Excelentes conselhos!
    É preciso também que nossas crianças sejam educadas para serem ricas (não soberbas) mas desenvolverem a capacidade de lidar com a riqueza que elas são capazes de produzir e manter em prol de um mundo melhor, tanto para ela e como para as pessoas ao seu redor.

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  2. O que fazer com as pessoas que moram no vale do jequitinhonha, por exemplo, onde nenhum empresário quer fixar qualquer negócio?

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    Respostas
    1. A pergunta é: por que as montadoras de veículos preferem o interior de SP ao invés do citado vale?

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    2. Respondendo a partir de uma visão externa, sem dados mais precisos para avaliação: elas escolhem o interior de SP por sua vantagem comparativa, em função da proximidade de centros de consumo, de fornecedores de auto-peças e especialização da mão-de-obra.

      Podem escolher também estados do NE, como a Ford (Bahia) e Fiat (PE), caso existam fatores como valor menor da mão-de-obra e incentivos fiscais que sobrepujem os anteriores.

      O ponto é: para atrair investimentos, o local precisa ter algum motivo de atração. Por isso perguntei se você conhece o Jequitinhonha para discutirmos sobre isso. Isolar o problema para as indústrias automobilísticas é muito reducionismo. O interior de MT não tem fábrica de automóveis, e é cada vez uma região mais rica.

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  3. Junqueira, precisamos ter mais informações para avaliar. Por que o empresário não quer fazer negócio lá? Provavelmente isso ocorre porque nossas leis não permitem o livre mercado. Por exemplo, se o lugar é muito pobre e as pessoas não possuem especialização, o que atrairia indústrias é mão-de-obra barata. Mas como o governo exige salário-mínimo e todos os impostos que vc deve conhecer bem, da mesma forma que exige de uma empresa que se estabeleça em São Paulo, então o empresário não vai escolher o Jequitinhonha mesmo.

    Não conheço bem o Jequitinhonha. O que temos lá de recursos naturais? Agricultura? Qual a fonte de riqueza de lá?

    Abraço!

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