Poder político: menos corrupção e mais Estado é uma grande confusão mental

O aumento do poder político: por que lutar contra a corrupção e a favor de políticas sociais (e mais Estado) é um contra-senso?
A grande sanguessuga ao entardecer

O poder político  e o consequente aumento do Estado e corrupção aumentam proporcionalmente quando você demanda mais políticas sociais.


Uma das maiores contradições que observo atualmente é o ataque à corrupção pelas mesmas pessoas que defendem o aumento do Estado, através de mais benefícios sociais e (claro) mais impostos. Longe de perceberem a natureza corruptível do Estado, defendem ardorosamente bandeiras cujo resultado mais óbvio é a ampliação do poder dos burocratas, deixando-nos ainda mais susceptíveis ao abuso deste poder. A corrupção é portanto, um efeito de um problema maior, de um poder que não deveria existir no Estado e não uma causa dos males de nosso país.

Escrevi um tempo atrás no Facebook, na época da discussão dos embargos infringentes e a postergação do julgamento dos mensaleiros pelo STF:

“O problema não é aquele ou esse juiz. O problema é o SISTEMA.
Muda-se o sistema diminuindo o PODER POLÍTICO dos burocratas.
Diminui-se o poder quando clamamos por MENOS Estado.
As pessoas que lutam por MAIS estado e MENOS corrupção têm uma grande confusão mental para resolver.”

Uma das obras primas da literatura mundial é a Revolta de Atlas (Atlas Shrugged) de Ayn Rand, notável por mostrar, através de uma novela de ação e romance, o porquê do perigo de concentrar poder nas mãos do Estado e dos empresários-parasitas. Segue um trecho onde ela comenta sobre os burocratas, verdadeiros criminosos legitimados pela sociedade:

"Então o senhor verá a ascensão daqueles que vivem uma vida dupla, que vivem da força, mas dependem dos que vivem do comércio para criar o valor do dinheiro que eles saqueiam. Esses homens vivem pegando carona com a virtude. Numa sociedade onde há moral eles são os criminosos, e as leis são feitas para proteger os cidadãos contra eles. Mas quando uma sociedade cria uma categoria de criminosos legítimos e saqueadores legais – homens que usam a força para se apossar da riqueza de vítimas desarmadas – então o dinheiro se transforma no vingador daqueles que o criaram. Tais saqueadores acham que não há perigo em roubar homens indefesos, depois que aprovam uma lei que os desarme. Mas o produto de seu saque acaba atraindo outros saqueadores, que os saqueiam como eles fizeram com os homens desarmados. E assim a coisa continua, vencendo sempre não o que produz mais, mas aquele que é mais implacável em sua brutalidade. Quando o padrão é a força, o assassino vence o batedor de carteiras. E então esta sociedade desaparece, em meio a ruínas e matanças."

Assim, quando lutar por mais benefícios sociais e como consequência, mais impostos, internalize que isso aumentará o poder político desses burocratas e alimentará ainda mais a corrupção em sua sociedade.

Posteriormente, escrevi outro artigo sobre o mesmo tema: Política e corrupção: com o atual modelo mental estatista, há solução?


Clique aqui para mais textos sobre liberdade.


P.S.: Após publicação deste post, saiu uma artigo no site Ordem Livre que faz a mesma relação:
"Mundo afora, a correlação entre grau de intervenção do Estado na economia e os índices de corrupção é inequívoca. É também uma questão de bom senso: quanto maior a participação do Estado na economia e a autoridade conferida a seus agentes, maiores são as oportunidades de corrupção."

Comentários

  1. Só li verdades nesse texto.
    Esse pessoal reclama tanto da corrupção,mas querem mais estado.
    Os países aonde o Estado é mínimo são os menos corruptos,e isso é fato.

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    1. O óbvio é constantemente ignorado por essas bandas, Evellyn. Obrigado pelo comentário.

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