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A diferença básica entre os pensamentos liberais e estatizantes

Como diria Bastiat, o que se vê e o que não se vê

A diferença fundamental do pensamento liberal e do pensamento estatizante e coletivista, baseia-se principalmente em relação à manifestação das oportunidades.


A imagem ao lado ajuda a exemplificar bem o abismo que divide a essência dos pensamentos liberais com os pensamentos estatizantes e coletivistas. O primeiro luta para que todos tenham as mesmas oportunidades, e com isso, possam com seus próprios méritos, brilhar como indivíduo. O segundo, faz o jogo de cena de eternizar uma esperança que nunca chega, criando a contínua dependência necessária para se perpetuar no poder. O maior problema da aceitação do óbvio, é o fato de que a maioria não deseja possuir a responsabilidade para subir por si mesma a escada. E prefere o afável conforto da dependência, como em alguns pontos comentados na postagem Admirável mundo novo: até quando uma ficção?.

Alguns pensamentos para entender como o Estado converte essa dependência em dominação para procurar seus próprios propósitos, podem ser lidos na postagem sobre a ética tacanha de Robin Hood. Ao texto:
 
Essa imagem, que curiosamente foi postada por um esquerdista, mostra com exatidão como governa o PT.

O cidadão está no fundo do poço, mas o “intelectual” [ou o governante] não lhe dá a escada, o meio pelo qual ele possa galgar os degraus e subir, desde que faça algum esforço.

Ao contrário, o “homem humanitário” debruça na borda do buraco, estica um braço que nunca vai adiantar e faz cena de que quer ajudar [ou seja, esquerda caviar].

O “descamisado” do fundo do poço não sabe que existe uma escada, logo, imagina que aquele homem é bom e quer ajudá-lo, assim, aposta nele.

Os meios (escadas): Escola pública de qualidade, cursos técnicos, Transporte, Segurança, Infraestrutura, Economia forte [liberal], criação de empregos, etc.

Os jogos de cena: Bolsa família, Auxílio reclusão, maciça propaganda, Cotas raciais, etc., Política do “Pão e Circo”; pão (bolsa isso, bolsa aquilo…) e circo (estádios glamorosos).

O país afunda, mas o poder está garantido.”



Comentários

  1. Parece-me que não se trata de um privilégio do PT, mas mais a lógica dos sistemas ditos democráticos dos tempos modernos. Não fosse isso, não haveria programas leve-leite (lembra-se de quem reclama a autoria?), a reforma do Medicare, etc. Muita calma. As instituições precisam ser fortalecidas, os sistemas reformados, talvez um novo pacto social, mas como será isso? voto censitário? pois a fração mais pobre, segundo pesquisa recente, não acha que educação seja assunto dos mais importantes a ser provido pelo governo...

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  2. Isabel, concordo com você parcialmente. Sim, não é uma prerrogativa do PT. O pensamento socialista e corporativista já vem sendo plantado há tempos no ocidente. O PT se diferencia, todavia, em institucionalizar por vias legais, essa dependência a seu favor, com o objetivo explícito de se manter indefinidamente no poder. E isso não vale apenas para o curral eleitoral mais pobre, mas também para as benesses dos sindicatos e UNE, bolsa BNDES para os empresários amigos e financiamento de países da América Latina que o apoiam, via caixa dois e dinheiro do narcotráfico.

    A única via que vejo para melhorar essa situação é tirar poder do Estado. Não vejo outra.

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