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A civilização ocidental e o desaparecimento da cultura indígena

A cultura ocidental, tão massacrada atualmente por alguns formadores de opinião, foi apenas um acelerador inevitável no desaparecimento da cultura indígena.
Não é de hoje que o desejo dos índios é participar da cultura ocidental

A civilização ocidental, fortemente massacrada por alguns formadores de opinião e historicamente colocada em evidência na América do Sul apenas em função da exploração e escravidão, foi um acelerador inevitável no desaparecimento da cultura indígena.


Continuamente vemos pretensos intelectuais atacando a civilização ocidental, principalmente em seu modelo político-econômico. Reconheço que tenho alguma dificuldade em entender tais pontos de vista. Observando que toda generalização possui exceções, acredito que nossa civilização é ainda o melhor modelo vigente, apesar de estar longe da perfeição. Saltam aos olhos as (relativas) liberdades que possuímos quando comparamos nossa cultura com governos ditatoriais explícitos (China) ou velados (Rússia). Quando ficamos lado a lado com a nossa tolerância social e com o sistema fechado de castas indiano. Quando comparamos a (atual) flexibilidade da religião cristã com governos religiosos fundamentalistas como o Irã. E principalmente, quando os principais países ocidentais são os maiores receptores de imigrantes do mundo, que buscam a integração e a felicidade em seu seio. E essa é umas das melhores réguas para medir o sucesso de um país: avaliar a taxa de imigração e emigração em suas fronteiras.

Uma das maiores críticas de ataque à civilização ocidental tem raízes no imperialismo, onde atribui-se aos países europeus, e posteriormente aos norte-americanos, tragédias históricas de exploração e de escravidão. Óbvio que é impossível negar muitas atrocidades cometidas, mas a análise é sempre realizada através de um peso e duas medidas. O expansionismo muçulmano, russo, chinês e japonês não foi feito da mesma forma? Ora, o problema não é a cultura em si, e sim o estágio de poder regional e a consequente aspiração de sua extensão em cada nação. Tais conquistas, dizem os críticos ocidentais, interferiram na paz e harmonia dos povos conquistados, exemplificados no imperialismo africano e sul americano. Aqui no Brasil é comum atribuirmos à conquista europeia, o "roubo" das terras indígenas. Consequências desse pensamento ainda são ativos mais de 500 anos depois, exemplificados na constante falsificação de identidades indígenas para receber programas assistenciais de conotação racista, que dividem cada vez mais os seres humanos em subclasses.
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Popper e Kant: liberdade, responsabilidade e o sentido da vida

Karl Popper e a filosofia de Immanuel Kant relacionada à liberdade e à responsabilidade, sua associação com a ética e a moral, aplicadas ao sentido da vida.

A filosofia de Karl Popper e a doutrina da autonomia de Immanuel Kant relacionadas à liberdade e à responsabilidade, suas associações com a ética e a moral e as aplicações ao sentido da vida.


A filosofia de Karl Popper foi denominada, por ele mesmo, de Racionalismo Crítico. Usou-a marcadamente para pensar sobre as teorias científicas que atravessaram os séculos e com o amparo da filosofia de Kant, aplicou seus fundamentos no estudo da filosofia moral. Algumas visões sobre seu pensamento podem ser vistas em seu livro "Em busca de um mundo melhor"*, que reproduz diferentes conferências realizadas pelo filósofo entre as décadas de 50 e 80 do século passado.

Ele desperta tal conexão filosófica através da analogia entre o sistema heliocêntrico proposto por Copérnico com a Ética Kantiana. No sistema copernicano, atribui-se ao Homem, e ao seu método científico, o papel de legislador da natureza, que assume assim, uma posição central na cosmologia. A Ética Kantiana recupera esse papel do Homem na posição central como legislador da moral, humanizando a ética através da doutrina da autonomia.

A doutrina de Kant da autonomia baseia-se no fato de que somos, através de nossa própria responsabilidade, capazes de discernir entre atos morais e imorais, o que limita a nossa obediência a uma autoridade em nosso papel de legislador moral. O filósofo vai além, afirmando que nosso dever moral é considerar cada pessoa como um fim em si mesmo, e não como um meio de obtenção de vantagens ou serventias.

Possivelmente foi o primeiro filósofo que fez tal afirmação, própria da personalidade de Howard Hoark, do livro "A Nascente" de Ayn Rand. Tal conceito da necessidade de tal liberdade, responsabilidade e respeito às outras pessoas recheiam sua obra "Metafísica dos Costumes" e compõem o seu imperativo categórico, seu princípio fundamental da moralidade a partir do qual se derivam todos os direitos e obrigações: "Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal".
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A Petrobrás e um modelo justo de privatização

É possível uma privatização com justiça e inclusão social. O caso da Petrobrás e porque o Estado não a leva adiante.

Você sabia que existe a possibilidade de realização de justiça e inclusão social através de uma privatização? Vamos ver como que isso funcionaria para a Petrobrás e quais são as razões que impedem o Estado de efetivá-la.


"O petróleo é nosso"! Essa expressão constitui-se no dito fundamental da maioria daqueles que posicionam-se contra a privatização da Petrobrás. Tal manifestação não vem de hoje, mas está encarnada há décadas no seio da população brasileira.

Resta entender - e concordo que é muito difícil explicar, onde está o nosso petróleo de cada dia. Além da população não possuir parte dos lucros do (outrora) ouro negro, convivemos com um dos maiores preços de gasolina e diesel do mundo (mesmo com o preço do petróleo em níveis baixos e com a atual política da empresa sob Pedro Parente).

Apesar da empresa estar obtendo algumas vitórias em sua restruturação, como a venda de ativos e o retorno de desvios praticados por funcionários da empresa, o fato de que a administração estatal é ineficiente e gera corrupção, está mais do que evidente. Empresas estatais são utilizadas, como uma prática sistêmica, como meios de corrupção pelo grupo político que está no poder.

E mesmo assim, a tal ideia do "petróleo é nosso" ainda é acolhida pela maioria da população.

Como podemos reformar esse débil modelo mental? Como explicar que esse modelo não faz as pessoas serem donas de nada? E como defender ideias para que uma empresa pública seja, de fato, do povo?
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Cartas a um eleitor petista (III): a mentira e o estelionato eleitoral

Os limites no apoio da mentira, da hipocrisia e do vale-tudo no estelionato eleitoral promovido pelo PT frente à formação da ética, valores e ações morais.

Qual o limite para aceitar um estelionato eleitoral? Qual a fronteira que delimita o apoio da mentira, da hipocrisia e do vale-tudo na formação de sua ética, valores e ações morais?


Caro eleitor petista, seguimos em nosso diálogo nessa terceira carta. Já passamos 30 dias do momento em que seu voto foi contabilizado a favor de mais um período de permanência do PT no governo e já podemos analisar a coerência e a moral do partido em algumas decisões implantadas, imediatamente após a contagem dos votos. Decisões que mostram desonestidade, cinismo e hipocrisia.

Considerando que seu voto foi consciente, eleitor, você deve ter votado a favor de um modelo. Ou contra um modelo adversário. Como você sente-se então, com o governo tomando várias decisões que, na campanha, foram atribuídas à futuras ações de seus adversários, levando ao pé da letra o discurso de Lênin de acusar os adversários daquilo que você pratica. Você compactua com esse tipo de fraude? Ficará em silêncio condescendendo com esse estelionato eleitoral ou levantará a voz em protesto ao governo que você elegeu?

Você recorda-se, na campanha eleitoral, quando a Dilma dizia que era o PSDB o partido que pregava o aumento de juros? Segundo ela, não era necessário tal ajuste, pois ele beneficiaria apenas banqueiros e atrapalharia a concessão de crédito para a população, correto? Porém ela autorizou que o BC os aumentasse três dias após a eleição. Isso deixa evidente que a inflação não está sob controle como a então candidata afirmava repetidamente nas telinhas. Mas talvez você tenha acreditado nela, eleitor. E possivelmente o seu entendimento é que, como a ação, "progressista", veio do PT, deve ter sido para o bem dos pobres. Caso fosse uma decisão, "reacionária", da equipe econômica do PSDB seria exclusivamente para o bem dos banqueiros e da elite branca. A lógica é a maior vítima do pensamento de esquerda.
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Subversão ideológica - o caminho para um estado totalitário

Como a teoria de subversão ideológica de Yuri Besmenov explica os métodos utilizados pela Revolução Cultural no despertar de um estado totalitário.

Como a teoria de subversão ideológica de Yuri Besmenov ajuda a elucidar os métodos utilizados pelos partidários da Revolução Cultural, o despertar de um estado totalitário e a consequente asfixia das liberdades individuais.


Yuri Besmenov é um ex-agente da KGB, serviço secreto da antiga União Soviética, mas cuja existência sob uma outra roupagem ainda é defendida por muitos estudiosos. Analisando-se as recentes movimentações da Rússia e um desvelamento mais evidente e crescente do movimento eurasiano, não é algo difícil de acreditar. Afinal, quanto mais poderoso e onipresente é um órgão, mais ele terá a força de negar sua própria existência. Mas não é sobre eurasianismo que escrevo hoje, e sim sobre as táticas que um estado totalitário usa para erradicar a liberdade de seus cidadãos. A importância do tema advém do fato de que a compreensão desse processo e a vigilância constante são altamente necessários para resguardar nossos direitos naturais. Algo que ninguém devia desejar perder.

Besmenov, após sua deserção para o Ocidente, ficou famoso nos anos 80 por revelar tais táticas, mas é ignorado solenemente por grande parte da mídia na análise política. Tenho insistido que em diversos países (muitos bem próximos), o grupo que se encontra no poder não respeita a liberdade e a democracia de fato, mas age sob a estratégia da revolução cultural, fazendo com que a maioria das pessoas acreditem em premissas como a inevitabilidade da presença do Estado em suas vidas sem perceber que essa crença a levará fatalmente aos grilhões de seus pensamentos e à supressão de sua própria autonomia. Besmenov apresenta essas técnicas empregadas pelo Estado através do conceito de "subversão". Independente do nome utilizado, o objetivo é a manipulação cultural e psicológica das massas propiciando o estabelecimento de regimes revolucionários.
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Cartas a um eleitor petista (II): sobre corrupção e poder

A grande hipocrisia ou o falho modelo mental em votar no PT e defender o combate à corrupção, um simples meio para auxiliar o projeto de poder do partido.
Uma folga para os Irmãos Metralha

Como é grande a hipocrisia (ou como é falho o modelo mental) em votar no PT e defender o combate à corrupção, usada como um claro meio para dar auxílio ao projeto de poder do partido.


Caro eleitor petista, estou um pouco sem tempo para escrever esses dias e queria, genuinamente, escrever sobre algum tema alheio à política, mas o escândalo da Petrobrás está tão estampado nas notícias, que achei que valeria a pena tecer alguns comentários do tema para você. Vamos assim, conversar sobre corrupção? Afinal, se você já tinha votado no PT antes, você colaborou para essa situação, não?

Talvez você se lembre que no artigo anterior eu mostrei a incoerência em votar no PT e concomitantemente pregar o repúdio à liberdade e a aversão à ditadura. Hoje vou mostrar como vocês, votantes do partido da estrela vermelhinha, são incoerentes ou hipócritas em defender o combate à corrupção e sonhar com um mundo mais justo, fraterno e igualitário. A defesa que você faz contra a corrupção só pode ser fruto de uma inconsistência mental ou de interesses próprios, caso você receba benefícios dessa prática. Não há outra alternativa. E vou mostrar a seguir o porquê.

Sua primeira tentativa de argumento tateará o fato de que a corrupção não foi inventada pelo PT. Eu concordo com você. Desde que os homens começaram a viver em sociedade, o desvio de dinheiro ilícito surge como um dos objetivos de muitas pessoas desde que possuam o acesso a essas tentações e a possibilidade de transformá-las em realidade. Veja bem: os agentes possuem a possibilidade de transformá-las em realidade. O PT, além de facilitar essa conversão, foi além: promoveu a institucionalização dessa prática.
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Cartas a um eleitor petista (I): sobre ditadura e liberdade

Como entender as ideias de um eleitor que diz que aprecia a liberdade e repudia a ditadura, mas vota no PT, totalmente ao contrário de tais pensamentos?
Pátria grande: agora a Venezuela também apoia o MST

Como entender as ideias de um eleitor que diz que aprecia a liberdade, repudia a ditadura mas vota no PT, que não pratica tais pensamentos e valores?


Caro eleitor petista,

Tenho buscado compreender, conversando e observando comentários de pessoas que, como você, votaram no PT nessa última eleição, qual a ideia que vocês possuem sobre ditadura e liberdade. Muitos de vocês parecem repudiar totalmente qualquer forma de ditadura, como pode ser visto em comentários sobre a marcha, totalmente pacífica, que ocorreu em São Paulo no final de semana passado. O repúdio, a fissura e o medo de uma ditadura militar parecem ser tão intensos, que vocês determinaram o valor de uma manifestação contra a corrupção apenas a partir de protestos isolados de algumas pessoas, cujo pensamento não era o mesmo dos organizadores. Mas é certo que para a maioria de vocês, isso ocorre apenas para desmoralizar um movimento ampliando uma demanda minoritária para o todo. Isso não é honesto, pois seria facílimo de fazer o mesmo com vocês, votantes do PT. Afinal, toda a destruição causada por alguns movimentos "sociais" como o MST, apoiador do PT, são muito piores do que um protesto por uma demanda, por pior que esta seja. Assim como é no mínimo curioso que a grande maioria da população carcerária tenha votado em peso no partido. Seria justo aqui tomar a parte pelo todo?

Insisto, eleitor: onde está a ameaça da volta de uma ditadura num desejo democrático de manifestar-se contra o PT do poder? Onde está o autoritarismo da grande maioria dos quase 50% que votaram contra o governo que aí está, no momento em que o próprio líder dessa oposição discursou no senado e repudiou quaisquer tentações anti-democráticas ditas em seu nome e ao seu partido? Não existe tal demanda pela oposição de fato. Os grupelhos que pedem a intervenção militar são uma minoria ínfima dentro do bloco oposicionista liderado pelo PSDB e só existem porque partidos de direita foram eliminados pela ideologia da esquerda. Mais numerosos são os grupelhos que pedem o comunismo no país, infiltrados entre o bloco da situação, liderado pelo PT. Procure pelos programas e por declarações de políticos do PCO, PSOL, PCB e demais apoiadores do PT e avalie seus "desejos democráticos". Você perceberá que tais repúdios aos pedidos de intervenção militar, propagados por muitos de vocês são uma fraude, uma desonestidade intelectual amalgamada com uma indignação totalmente seletiva. Reveja seus argumentos e não seja hipócrita, eleitor.
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Novo recorde de visitas no mês de outubro!

Pessoal, em Outubro esse blog alcançou quase 8.000 visualizações de página, apesar de eu continuar a manter a frequência de apenas uma postagem por semana. Tal fluxo em parte é devido aos leitores fiéis, que são uma fonte de motivação para que eu continue a escrever, devido a novos leitores que estão chegando a partir de novas assinaturas e parte pela procura orgânica no Google, cujo fluxo aumentou consideravelmente.


A todos, meu agradecimento pela leitura. Como escrevi sobre o blog, meu objetivo principal aqui é guardar ideias e comentários aos quais atribuo significância e qualidade. E a leitura pelas pessoas, principalmente àquelas que deixam comentários nos textos, é uma motivação adicional para tal.

Permanecerei nessa viagem lenta, procurando mostrar que o responsável pelo nosso futuro está na imagem refletida dia a dia no espelho e envolve tanto a procura de meios adequados para alcançar objetivos como também a não aceitação de coerções externas que oferecem resistência para tais conquistas.

Permanecerei empenhado em revelar como os tentáculos do Estado reprimem cada vez mais nossa liberdade, impedindo-nos de exercer livremente tais ações que nos transforma em seres, de fato, livres e responsáveis. E como a aceitação dessa dependência estatal legitima inconscientemente uma ditadura velada. Quanto mais tarde despertarmos desse sono, futuras ações serão cada vez mais inócuas. Não há tempo a perder.
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O perigo além do retrocesso econômico e ético do Brasil: o PT no poder

Os caminhos que se desvelam para o Brasil após a recondução do PT ao governo: o perigo além do retrocesso econômico e ético do país.

Os caminhos que se desvelam para o Brasil após a recondução do PT ao governo e a consolidação de seu poder: o perigo além do retrocesso econômico e ético do país.


Pelas regras "democráticas" vigentes no Brasil, a maioria que votou hoje para presidente condescendeu com a atual conjuntura do país. Alguns com o discurso de que os avanços no Brasil foram satisfatórios. Outros, votaram "contra" a oposição por medo de algum retrocesso, capitaneados pela ideia de que o governo anterior do PSDB foi um desastre. Vou fazer um comentário rápido sobre avaliação que faço do Brasil a partir de duas abordagens principais: a econômica, com todo o arcabouço social que o PT utiliza para manter-se no poder, e esse próprio poder, cujo projeto petista poucas pessoas conhecem ou endossam essa clara realidade e suas decorrências letais para a liberdade e para a ética.

Antes de tais comentários, declaro meu repúdio a qualquer pureza ideológica, qualquer pureza de pensamento que impediu a tomada de decisões ponderadas e racionais. A todos os libertários que mantiveram-se ausentes voluntariamente dos locais de votação nesse momento, meu repúdio principal. Vocês estão nas raias do fanatismo doente e verão a ideologia morrer na praia com mais 4 anos de poder do PT, embora tivessem uma chance de fazê-las florescer se votassem contra essa continuidade política. Para todos os mais de 35 milhões que se abstiveram voluntariamente, vocês perderam uma grande chance de evitar o empobrecimento do debate e da liberdade no país. Vocês também foram responsáveis por fornecer asas à cobra.

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O culto a um ex-presidente como um retrato da idiocracia no Brasil

Como o culto ao ex-presidente Lula, mito inexistente, prejudica a ética, a moral e os valores de uma sociedade vítima de uma idiocracia institucionalizada.

Como o culto ao mito do ex-presidente Lula e a construção de uma biografia falaciosa atenta contra a ética, a moral e os valores de uma sociedade vítima de uma idiocracia institucionalizada.


Há algum tempo escrevi um texto que considero um dos melhores desse blog (Idiocracia: uma sociedade medíocre), onde citei que o idiota é a pedra angular para a manutenção de um sistema de poder, e uma das formas que alimentam tal comportamento é o culto à personalidades, muito comum nos regimes ditatoriais. No Brasil, o maior exemplo que possuímos hoje é a reverência ao ex-presidente Lula, uma pessoa cuja ética e atitudes morais ficam ainda mais evidentes quando associadas a um ex-presidente da república e miseravelmente, uma das vozes mais influentes da nação. A maioria dos mitos, entretanto, sempre caem por terra e estamos, felizmente, passando por esse processo. Acredito nisso, independente dos resultados dessas eleições.

Lula representa o que de pior esse país produziu na política, mas o trabalho midiático realizado sobre sua pessoa cegou a população de tal maneira que muitos ainda considerarão tais palavras ditas nesse texto kafkanianas. Lula, a pessoa que não trabalha há 40 anos e vocifera contra uma elite da qual faz parte, é o anti-exemplo para tudo. De ignorar as instituições brasileiras como o STF e colocar-se acima delas. De fazer a apologia da ignorância e deixar claro que nunca estudou porque não quis e mesmo assim, foi presidente da república, dando um exemplo funesto a todos os jovens brasileiros. De fazer apologia à mentira, dita sem constrangimento quando era-lhe conveniente. Uma pessoa movida apenas por interesses pérfidos, e nunca por princípios e valores. Uma pessoa que já demonstrou publicamente o ódio à real democracia e de todos aqueles que arriscam criticá-lo, como a imprensa independente. Uma pessoa que considera uma vingança pessoal vencer uma eleição. E recentemente, o anti-exemplo na prática da mentira, da baixaria e do vale-tudo no processo de difamar a oposição.
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Brasil: união ou cisão? Preconceitos e discursos de ódio nas eleições

Os discursos de ódio e os preconceitos disseminados nessas eleições cindem o país e perdurarão por longo tempo na sociedade. Qual sua verdadeira fonte?

Os discursos de ódio e os preconceitos disseminados nessas eleições cindem o país e perdurarão por longo tempo na sociedade. Analisem sua verdadeira fonte e vejam como algumas potenciais vítimas estão rejeitando tais manifestações. 


O Brasil está cindido. Não pela divisão em si dos votos nessa eleição que promete ser disputadíssima, mas sim como uma consequência da guerra política. E justamente por isso, e independentemente dos resultados em 26 de outubro, essa cisão existirá por algum tempo, pois passaremos do sentimento de ansiedade e expectativa para uma divisão entre o grupo vitorioso e o grupo derrotado. Até onde essa divisão continuará alimentando essa guerra suja entre os pensamentos políticos? As ameaças estão claras, como comentou um dos maiores pelegos do Brasil, João Pedro Stédile nessa reportagem caso Aécio vença nas urnas. Não é de se estranhar que a constante campanha de ódio venha do partido que está no poder. Afinal, não foi o Lula que disse que a vitória na eleição para ele é uma vingança e a Dilma falou que pode fazer o diabo para ganhar a eleição? Por que o estranhamento então? O assunto tratado aqui é somente uma pequena parte do baixíssimo nível de sua campanha.

Um dos principais discursos da candidata petista é centrado na divisão do país em regiões e castas, apropriando-se imoralmente de características como cor de pele, de locais de nascimento e de orientações sexuais para seu proveito próprio. Posicionando-se como a paladina da "justiça social", como a única candidata que quer o bem para os "excluídos", cria uma guerra social inexistente. Como ocorreu meses atrás com o rolezinho já comentado aqui, apoderam-se de uma visão de exclusão racialista e classista no intuito de obter dividendos políticos. É vergonhoso, mas não é uma surpresa. Nos manuais de conquista do poder, a guerra de classes e a divisão da população é uma etapa necessária para tal finalidade. Como não conseguiram nenhum fato novo para explorar, sua elaboração foi acelerada pelos blogueiros chapa-branca financiados pelo governo.
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A exploração sentimental da mentira pela esquerda: emoção x razão

A exploração emocional dos mais carentes pela esquerda pelo discurso do medo, tornando debates racionais em mera apologia para a perpetuação da pobreza.
A desonestidade intelectual petista nas páginas do Facebook

Como a esquerda explora emocionalmente as pessoas mais carentes através do discurso do medo, transformando propostas e debates racionais em mera apologia à perpetuação da pobreza e da fome. 


Esta é uma época difícil de escrever algo e não fugir ao tema eleição. O segundo turno está e continuará tenso. Informações, ações e discursos dos candidatos pululam em todas as manchetes, as análises dos blogs que acompanho enfatizam as estratégias e o facebook mostra algumas hipocrisias que permeiam o debate. Infelizmente, são as hipocrisias que predominam, tendo como pano de fundo a disseminação e o intenso uso da emoção para vencer algo que deveria estar estabelecido em bases racionais. E infelizmente, tal tipo de discurso, associado sentimentalmente ao medo de alguma perda e à posterior responsabilização dessa perda ao seu oponente político, gera resultados muitas vezes positivos. Tática pura da esquerda.

Um dos maiores embustes na campanha do PT é a exploração intelectual do segmento economicamente mais desfavorável entre os brasileiros: aqueles que recebem o bolsa-família. Claro que excluo nessa consideração os milhares que mamam nessa teta sem ter o devido direito, mas sigamos. Usaram-no contra Marina no primeiro turno e agora repetem com o Aécio. O que vem a seguir não é a discussão sobre os prós e contras desse modelo, mas sim a exemplificação de como a exploração dos mais pobres, realizada pela esquerda e representada nesse momento pelo PT, é algo óbvio e mesmo assim, permanece obscuro para tantas pessoas. E não! Não estou falando das pessoas que não tem o acesso à informação que possuímos. Não estou falando das pessoas que estão lá nos sertões de nosso país ou das pessoas que não possuem condição intelectual para entender algo tão simples, tão evidente. Estou falando de estudantes universitários, de professores, de sociólogos, enfim, de pessoas que possuem sim, capacidade de discernimento.
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Eleições: uma análise ética e moral. Ou: a diferença entre PT e PSDB.

Eleições e uma análise para o voto sob uma perspectiva ética e moral - e não somente econômico-social. Esta é a maior diferença entre o PT e o PSDB.

Eleições e uma análise para o voto sob uma perspectiva ética e moral - e não somente econômico-social. Esta é a maior diferença entre o PT e o PSDB. Confira na parte final do artigo.


Esse não é um blog de política, embora em muitas postagens eu deixo transparecer claramente o que penso a respeito de diversos assuntos relacionados às decisões, práticas e estratégias praticadas por nossos representantes em Brasília. Mas em função de estarmos a três dias da eleição, optei por efetuar um pequeno comentário, racional e fundamentado, sobre nossas opções para a votação à presidente da república.

Analisando as últimas pesquisas de intenção de voto, fico perplexo como a população insiste em votar no PT. Tenho comentado em outros artigos que existem apenas duas opções para essas pessoas. Ou elas não sabem o que está acontecendo ou estão levando vantagem em alguma coisa e não querem perder seus privilégios. Não existe outra opção. Pelas redes sociais, vejo algumas postagens defendendo a candidata petista. Postagens de figurinhas, com frases primárias, mentirosas, que não esclarecem nem explicam nada. A análise é pífia, quando existe. Em geral são ataques aos demais candidatos ou comparações grotescas do governo PT com o anterior, do PSDB. Em geral feitas por pessoas com menos de 30 anos que não possuíam nem maioridade quando o PSDB saiu do governo. E claro, possuem uma ideia totalmente errada do que foi aquele período.
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A Nascente, de Ayn Rand - o padrão moral entre o indivíduo e o coletivo

"A Nascente" expondo a disputa pelo poder no debate do coletivismo e individualismo, na pregação da igualdade contra a liberdade e na negação da verdade.

Um discurso em "A Nascente" que revela as intenções ocultas e a disputa pelo poder no debate do coletivismo contra o individualismo, na apologia da pregação da igualdade contra a liberdade e na negação da verdade. Meios para a constituição de um único e enorme pescoço pronto para ser dominado por uma coleira.


Terminei de ler "A Nascente", o livro publicado na década de 40 do século passado que projetou a romancista-filósofa Ayn Rand. Apesar de ainda considerar como sua maior obra o best-seller lançado posteriormente - "A Revolta de Atlas", "A Nascente" é um livro fascinante, demolidor dos mitos do ideal do coletivismo, expondo dois extremos morais durante toda a narrativa.

Um deles é protagonizado por Howard Roark, a representação do verdadeiro espírito humano. Ele acreditava que o homem é uma unidade independente quanto aos seus pensamentos e ações, e não deve ter sua individualidade subjugada para atender demandas de um coletivo denominado de "sociedade", pois antes de pertencer a um grupo, ele já o é. Rand dizia que o debate comum distorce os conceitos de individualismo e coletivismo, e não atinge o que de fato encerra o conceito de unicidade do ser humano, ou seja, que o homem é um fim em si mesmo e não um meio para o fim de outros humanos, existindo por seus próprios propósitos, não se sacrificando por outros e nem sacrificando outros por ele.

Esse era o homem representado pelo arquiteto Roark, cuja luta contra três principais tipos de oponentes permeia todo o romance. Seus primeiros adversários são os tradicionalistas, representados por aqueles que não aceitam as mudanças na arquitetura que Roark propõe, acorrentados a ideias do passado. Carecem de um pensamento inovador e defendem o status quo das coisas, negando qualquer tipo de debate. O segundo grupo são os resignados, pessoas de personalidade limitada que se sujeitam a serem meros seguidores das expectativas alheias. Para tal, anulam seus desejos e valores a fim de obter a aprovação social. Esse grupo é a grande maioria da nossa sociedade atual e seu protagonista no livro é Peter Keating, que ao final da história manifesta um intenso conflito interno por assumir crenças que não foram suas.
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Meritocracia e os 5 principais mitos utilizados para sua objeção

Os principais mitos que desconstroem a ideia real de meritocracia, os interesses envolvidos na sua defesa e seus principais beneficiários.

Os principais mitos que procuram desconstruir a ideia real de meritocracia, os interesses envolvidos na sua defesa e seus principais beneficiários.


Recebi hoje de um grande amigo uma notícia publicada na Folha ontem: "Após escala ficar pública, 12 médicos pedem demissão em Araraquara".  A ideia do prefeito da cidade em expor a lista de presença dos médicos nos centros de saúde é inibir as faltas constantes desses profissionais que prejudicam o atendimento da população. Chega a ser revoltante que funcionários pagos com o dinheiro público em um atendimento essencial para as pessoas assumam um comportamento reativo perante tal ato, preferindo a demissão à prestação de contas de algo tão básico, como o cumprimento de seu contrato de trabalho. A reportagem cita a privilegiada situação que esses profissionais desfrutavam.

Se você concorda que a lista de presença de médicos pertencentes a centros de saúde públicos deveria estar disponível publicamente, você defende a meritocracia. Meritocracia também é vincular o seu ganho a um mínimo de cumprimento de sua função, como a presença no local de trabalho. O médico, assim como qualquer profissional, deve "merecer" seu salário e seu título se ele cumprir o acordo realizado em seu contrato de trabalho. Demonizada pelas esquerdas mais radicais, a meritocracia tornou-se uma palavra ofensiva e como escrevi anteriormente em Idiocracia: a apoteose de uma sociedade medíocre, um dos conceitos mais incompreendidos.

Porém, os discursos que se posicionam contra a meritocracia constantemente usam de espantalhos e enganos de causa e consequência para atacar a ideia. O termo em si consiste apenas em considerar atributos como educação, moral, talento, competência, treino ou simplesmente, capacidade de criação de valores para os demais, para a aquisição de determinado sucesso. Vamos ver quais são os discursos mais comuns (lidos em alguns sites de esquerda) que podem contaminar essa ideia e entender o que a meritocracia NÃO é.
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Os dividendos de ações como poupança para a aposentadoria

A formação de uma poupança para aposentadoria pode ser melhor conquistada através de uma estratégia em receber dividendos de ações de empresas selecionadas.

A estratégia em usar os dividendos de boas ações para conquistar uma significativa poupança na aposentadoria.


Sempre após alguma postagem nesse blog, novas pessoas inscrevem-se para receber suas atualizações. Os leitores mais recentes, particularmente dessa última semana, podem estranhar receber uma postagem sobre investimentos considerando que uma possível motivação para assinar o blog foi gerada pela última postagem, sobre filosofia e sociedade. Nesse blog tais assuntos coexistem, somados a algumas postagens sobre viagens. Estou um pouco em dívida nessa última temática, mas eventualmente ela aparecerá. Aos novos leitores, se desejar entender um pouco como busquei essa relação entre viagens, liberdade e investimentos, dê uma passadinha na página em que explico suas possíveis analogias.

Bom, introdução feita, vamos ao assunto ao texto de hoje: dividendos como poupança para a aposentadoria.

Como comentei em outras postagens, o investimento financeiro no mercado de ações gera um excessivo temor para a maioria da população pertencente a um perfil de investimento considerado como "conservador", que prefere a segurança de aplicações mais tradicionais, como a popular caderneta de poupança. Influenciados pelo vai e vem dos mercados, possíveis investidores buscam uma confortável estabilidade, uma suposta segurança das aplicações de menor risco que terminam por constituir a fonte prioritária para a formação de uma renda vitalícia para a aposentadoria, desprezando-se a importância dos dividendos de ações das empresas de capital aberto para a formação desse capital.
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Rousseau e o perigo das mentes revolucionárias que desejam o bem comum

Como Rousseau influenciou as mentes revolucionárias para a supremacia do coletivismo, a certeza do bem comum e sua implantação pela ditadura da minoria.

Como a filosofia de Rousseau influenciou as mentes revolucionárias na necessidade da supremacia do coletivismo, na certeza da existência do bem comum e na aspiração para sua implantação pela ditadura da minoria.


Hoje acordei com ruídos atípicos. Sons amplificados de discursos de grevistas misturados com uma incessante algazarra de buzinas de carros que não podiam se movimentar nas vias públicas. Eram os funcionários da Unicamp em mais uma de suas manifestações nessa greve que já dura 100 dias e cujas possíveis consequências alertei nesse artigo. Eles fecharam as portarias da universidade e provocaram um enorme congestionamento que alcançou até a Rodovia Dom Pedro I. Vale dizer: a reportagem da Folha cita que foram 150 funcionários apenas.

Mais uma prova que a ditadura da minoria tem imperado nesse país. Cento e cinquenta alucinados acham-se no direito de impedir o livre trânsito das pessoas, atacando uma das principais liberdades individuais: o direito de ir e vir. Esses pensamentos, entretanto, não são novos. Eles têm raízes no Iluminismo francês, mais especificamente na obra do filósofo Jean Jacques Rousseau. 

Rousseau é classificado como um filósofo do Iluminismo europeu, também chamado de Século das Luzes, berço de um pensamento que estimulou uma restruturação da sociedade baseada no predomínio da razão. As ideias do Iluminismo, influenciadas pelo empirismo inglês, foram escritas por mais de um século, e apesar de seus diversos autores enveredarem-se pelo caminho da razão, produziram obras muito distintas entre si, as quais provocaram efeitos dos mais diversos no pensamento ocidental. Rousseau, consciente do fato ou não, produziu conceitos que envolveram com "luzes" uma consciência tirânica que hoje suporta vários desdobramentos ideológicos do pensamento da esquerda política.
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Inteligência financeira: os 5 elementos que compõem sua base

A minha história pessoal em quase 15 anos na aprendizagem da inteligência financeira e os cinco principais elementos que compõem essa base de conhecimento.
Inteligência financeira é também conhecer as armadilhas do desejo e...

A minha história pessoal em quase 15 anos buscando a inteligência e independência financeira. E como ela me credenciou a apontar os cinco principais elementos que compõem essa base de sabedoria.


Já faz quase 17 anos que comecei a interessar-me pelo mercado financeiro.

Naquele já longínquo ano de 2000, quando eu morava no Rio de Janeiro e fazia MBA na FGV em Botafogo, perguntei a um professor de economia quais seriam os melhores investimentos para as primeiras sobras financeiras mensais que começavam a despontar na minha conta corrente. Se você possui alguma identificação com tal pergunta, você está lendo o texto certo!

Sabe como o professor respondeu? Com uma outra pergunta: “- Quando você pretende ser livre?”

Não assimilei bem o que ele quis dizer na ocasião, afinal, eu era livre oras! Ninguém me coagia a nada e eu fazia o que bem entendesse. Mas posteriormente, comecei a perceber que podemos ter noções diferentes da liberdade.

E ter um emprego onde eu não tinha possibilidade de gerenciar o meu tempo de forma soberana pontuava contra minha liberdade. A ficha começou a cair. E as atitudes começaram a mudar.

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Greves na universidades públicas: o foco errado e suas consequências

Demandando dinheiro ao invés do interesse público (eficiência na gestão), a greve nas universidades levará à privatização ou à queda de qualidade de ensino.
Égio égio égio, eu quero privilégio!
As ações de professores e funcionários exigindo mais dinheiro e benefícios, e não eficiência de gestão, levará a consequências inevitáveis: a privatização do sistema ou à uma brutal queda da qualidade de ensino. É um claro exemplo do interesse privado acima do interesse público.


Estive hoje à tarde em uma aula na licenciatura da Unicamp para "reposição" das aulas do 1º semestre em função da greve na universidade, tema que preencheu, de fato, o maior período do encontro. A greve foi suspensa recentemente por tempo determinado pelos professores mas ainda está em vigor pelos funcionários. Saí decepcionado. A professora, provavelmente a melhor que tive no contexto das disciplinas da Faculdade de Educação, possui as mesmas ideias que estão levando esse país à bancarrota. Mas como diria Jack, vamos por partes...

Toda a primeira parte de seu discurso de justificação da greve foi sobre a (falta de) reposição salarial prevista para esse ano. A universidade alega gastar 96,5% de sua arrecadação em salários e não ter caixa para bancar o aumento. Claro que é uma notícia ruim para os professores e funcionários. Porém, apesar de nos últimos 12 anos os mesmos terem recebidos aumentos 152,52% contra uma inflação de 98,15%, a única saída encontrada foi a greve, prejudicando todos seus alunos e a comunidade atendida em suas instalações. A atitude fica ainda mais vergonhosa quando lemos sobre todos os benefícios que os mesmos possuem e suas condições fenomenais de aposentadoria, conquistas muito, mas muito distantes do trabalhador comum. São "direitos adquiridos" que na verdade, converteram-se em um gigantesco privilégio. A educação que se ferre, mas o socialismo de seus privilégios não está em pauta. Socialismo só é interessante com os deveres e o dinheiro dos outros.

É o interesse privado acima do interesse público, colocado em marcha justamente pelo grupo que discursa de forma tão veemente quando a temática é justiça "social" e a supremacia da coletividade. Hipocrisia é pouco.
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Liberdade e poder: os direitos naturais de John Locke revisitados (2)

Uma reflexão sobre direitos naturais, propriedade privada, liberdade positiva, liberdade negativa e poder, à luz das ideias de John Locke, Thomas Jefferson e Isaiah Berlin.


No artigo precedente, eu comentei sobre uma possível sintetização das ilustrações dos direitos naturais estabelecidos por John Locke em um conceito ampliado de propriedade privada. Desviei a acepção da “liberdade” internalizada no conceito de “direito” e a redefini como uma condição necessária para o seu pleno exercício. Terminei o texto com duas considerações derivadas desse pensamento: (1) as ações exercidas e baseadas em direitos de propriedade não serão legítimas se lesarem direitos de propriedade alheios e (2) possuir liberdade para esse exercício não significa possuir capacidade, ou seja, liberdade não é poder. Esse texto dá continuidade acerca desses dois pensamentos.

É um ponto de vista corrente a ideia de que nossos direitos terminam onde começam os direitos dos outros. Tal perspectiva encontra suporte em ampla parcela da população. Porém, em geral, as noções que permeiam essa tese no pensamento coletivo, embora correta, são rasas. Uma vez que o conceito de direitos naturais não é bem assimilado em uma sociedade coletivista como a nossa, as pessoas tendem a concordar com essa consideração apenas de forma superficial.
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Liberdade e poder: os direitos naturais de John Locke revisitados (1)

Uma reflexão sobre direitos naturais, propriedade privada, liberdade e poder, à luz das ideias de John Locke, Thomas Jefferson e Isaiah Berlin.

Uma reflexão sobre direitos naturais, propriedade privada, liberdade e poder, à luz das ideias de John Locke, Thomas Jefferson e Isaiah Berlin.


Nesse artigo pretendo fazer algumas considerações pessoais ao conceito dos direitos naturais e poder, baseado nas concepções de John Locke, filósofo empirista inglês precursor das ideias iluministas francesas e Thomas Jefferson, o mentor da redação da Declaração de Independência dos EUA. O objetivo é expor uma condensação, sem partir para o reducionismo, dos direitos naturais propostos por ambos e exercitar um conceito diferente para a liberdade que comumente conhecemos: a liberdade não é um direito natural em si, mas sim a viabilidade de exercer esse direito. Em um segundo momento, comentarei que esse conceito de liberdade não pressupõe a existência do conceito de capacidade, ou seja, liberdade não é poder, envolvendo os conceitos de liberdade positiva e liberdade negativa.

John Locke, em seu Segundo Tratado do Governo Civil, estabeleceu como direitos naturais a vida, a liberdade e a propriedade. Thomas Jefferson, na Declaração de Independência dos EUA substituiu a palavra “propriedade” pela ambígua “procura da felicidade”. A diferença de acepção envolve objetivos e interesses diferentes de cada autor, permeados pela situação histórica em que viviam. Locke vivia em pleno absolutismo inglês e concebia a justificação do Estado para proteger os direitos - e a propriedade privada dos cidadãos e principalmente, legitimava a destituição do governante caso esses direitos não fossem corretamente supridos pelo governo. Jefferson escreveu a declaração quase 100 anos depois, em um ambiente onde a escravidão possuía bases legais e o conceito de propriedade encerrava assim, conotações políticas.
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2015: a necessidade de um grande ajuste econômico e moral no Brasil

O ano de 2015 será decisivo para alterarmos o curso da história desse país e termos a possibilidade de vislumbrar alguma melhoria nesse país. Ou não.

Uma vez que as eleições impedirão atitudes concretas até o final do ano, resta esperar 2015 para que tenhamos a possibilidade de vislumbrar alguma melhoria nesse país. Ou não.


As pessoas que me acompanham pelo Facebook desde 2010 devem se lembrar que desde aquele tempo (em que era mais ativo na rede) eu criticava muito o governo petista, tanto em seu viés autoritário quanto no aspecto moral e econômico. Naquela época, estávamos começando a viver a herança do período Lula, onde o ex-presidente estava obtendo recordes de aprovação. Tão clara como a luz, essa herança era maldita no meu entendimento. Mas a maioria das pessoas não entendiam como eu podia ser contra sua administração, opor-me à sua política econômica e provocar pensamentos em relação aos legados temerosos para as próximas gerações, como a apologia da ignorância que sempre esteve ligada em seus discursos. Agora, quatro anos depois, o que está acontecendo com a economia e com as instituições do país?

Hoje saiu na mídia a geração de empregos formais em junho: a menor dos últimos 16 anos. O comparativo semestral, mostrado no gráfico abaixo, mostra a tendência decrescente nesse indicador que até então, era o pilar de salvação do governo nos dados macroeconômicos. No primeiro semestre desse ano, houve a criação de apenas 493 mil vagas de emprego pelo dados do Caged. Bom? Considerando que a população em idade ativa no Brasil cresce entre 1 a 1,5% ao ano, ou seja, cerca de 1,3 milhão de pessoas por semestre, infere-se que mais pessoas estão desempregadas, ano a ano. Ah, diria algum leitor: - mas a taxa de desemprego continua baixa, como pode? Sugiro que esteja a par do cálculo absurdo para a elaboração desse indicador pelo IBGE e aceite que o desemprego no Brasil está acima de 20%, e subindo, analisando os argumentos que expus nesse artigo: Além dos 20%: a real taxa do desemprego e sua manipulação estatística.
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Idiocracia - a apoteose de uma sociedade medíocre

A sensação de refúgio derivada da segurança e conforto de ser coerente com a tendência atual do pensamento das massas tem criado as raízes à Idiocracia.

As raízes da Idiocracia estão sendo edificadas pelo desejo da sensação de refúgio, derivada da segurança e conforto de ser coerente com a tendência atual do pensamento das massas.


Há alguns anos atrás assisti um filme que não apareceu nos canais mainstreans e poucas pessoas o conhecem: Idiocracia. O filme* foi feito aparentemente com restrições de verbas e possui uma produção muito fraca, elenco apenas mediano, efeitos visuais sofríveis e um roteiro que começa interessante, mas que posteriormente extremiza a caracterização de personagens em algumas situações.

Mas sua atratividade é um enredo muito interessante: em nossa época, um dos funcionários "menos inteligentes" do exército submete-se a uma experiência de congelamento que deveria durar um ano, mas algo dá errado e ele acorda 500 anos depois. Longe de apresentar uma visão otimista do futuro, o filme retrata uma realidade sombria mas totalmente oposta às distopias de Aldous Huxley o George Orwell, onde uma minoria sagaz domina a maioria da humanidade. 

O protagonista acorda em uma sociedade dominada por idiotas - a Idiocracia, e aos poucos começa a perceber que ele é o ser mais inteligente da Terra. Em meio à banalização da cultura (reality shows e programas televisivos ridículos (alô BBB e Regina Casé!), abolição da leitura de qualidade (alô ex-presidente!), animosidades e intolerâncias em pensamentos divergentes nos debates (alô blogueiros chapa branca!) e uma overdose de idolatria a tudo o que nos regozija sem a necessidade de usar um mero neurônio (alô seleção brasileira!), as pessoas medíocres foram bem aventuradas com vantagens na seleção natural e sua multiplicação aconteceu em uma velocidade muito mais rápida do que as pessoas inteligentes, o que foi ampliando cada vez mais toda a estrutura que legitimava essa sociedade dos idiotas. Uma espiral negativa viciosa. Muito distante de nossa realidade?

Algumas mentes acham que não. O escritor italiano Pino Aprile acredita que a estupidez em nosso planeta tende a crescer continuamente e deixou sua tese clara em seu livro "Elogio do Imbecil": a inteligência, antes necessária para a evolução da espécie, tornou-se obsoleta, assim como nossa antiga cauda, pelos e o andar sob quatro patas.

Em tom pessimista, o autor advoga que a inteligência tem obstruído o mecanismo social, por chamar ao debate, por buscar rever procedimentos, por quebrar paradigmas e dificultar, através da sua ação, os trajetos habituais dos sistemas burocráticos, cujos principais devotos são o Estado e suas estruturas inerentes de corrupção.
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Quakers: os pioneiros nas ideias de liberdade na América

Os quakers como pioneiros nas ideias de liberdade na América

Os quakers na Inglaterra


As reformas religiosas na Europa no século XVI viabilizaram o surgimento de vários grupos cristãos que desafiavam tanto os dogmas do catolicismo quanto as ideias do anglicanismo na Inglaterra. A constituição de um desses grupos, os quakers (ou “sociedade de amigos”) possuiu raízes através das ideias de George Fox em 1647 e o seu propósito estabelecia a consciência individual, e não as escrituras sagradas, como a última autoridade em questões morais, potencializando o exercício da liberdade individual do indivíduo. Esse grupo tinha como característica o tratamento entre seus membros de maneira informal, sem títulos, sendo cada pessoa o sacerdote de si mesmo, não existindo assim, a necessidade de clero ou igrejas. Para eles, Deus era um ser benevolente e permitia a salvação a todos que a procurassem. Os quakers entraram do mesmo modo, em confronto com outros grupos cristãos reformistas, como os puritanos calvinistas, que pregavam a predestinação como meio para a salvação, que consideravam-se eles mesmos um grupo de eleitos por Deus para habitar uma nova terra prometida.

Não é difícil avaliar que conflitos entre esses dois grupos eram corriqueiros, principalmente se considerarmos que viviam em uma época na história da Inglaterra onde a religião estava inserida em uma briga sucessiva do trono. Os quakers sofriam constantes perseguições pelos anglicanos e católicos, padecendo sob os rótulos de bruxaria que eram estampados em ações contra a sua doutrina libertária, e consequentemente, com constantes punições como execuções e mutilações. Os quakers assim, na Inglaterra do século XVII, era um grupo socialmente marginalizado. Nesse contexto, o filho do almirante inglês Willam Penn, o qual possuiu um significativo papel na guerra anglo-hispânica nas Antilhas, iniciava ainda jovem uma admiração pelas ideias do grupo através da influência de Thomas Loe. Suas ideias sobre a liberdade eram potencialmente poderosas e influenciaram muito Penn filho desde sua adolescência, consolidando-se em seus valores principalmente após sua viagem para a Holanda, país que na época era um símbolo na construção de uma comunidade baseada na liberdade religiosa.
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Seu perfil financeiro pode influenciar suas decisões de investimentos?

Perfil financeiro e decisões de investimentos

Como o rótulo atribuído ao seu perfil financeiro induz suas próprias decisões de investimentos?

 

No artigo “O gerente do banco como consultor financeiro”, escrevi sobre a importância do processo de aquisição de conhecimento para termos independência na escolha da alocação de nossos investimentos, incorporando em nossa própria vida, o papel de protagonista. Ressaltei ainda que o tempo que precisamos dispensar para alcançar esse conhecimento é menor do que prevê o senso comum. E a forma como você usará essa sabedoria está diretamente ligada ao seu perfil financeiro.

Por outro lado, é possível que uma pessoa que entenda sobre esse mercado e conheça bem seus benefícios e riscos, prefere não incluir esses ativos em sua carteira de investimento simplesmente por uma decisão pessoal. A diferença das duas é que a segunda decidiu com base em informações e a primeira o fez pelo desconhecimento. Com base nessa comparação, é notória a diferença de oportunidades que cada uma possuiu em seu julgamento.

Cada pessoa, entretanto, possui um perfil financeiro para gerenciar seus ativos que pode ou não possuir uma relação com seu nível de conhecimento na área de investimentos. Explico. Imagine uma pessoa que não conhece o mercado de opções de ações. Ela estará muito menos susceptível a incluir esse tipo de investimento no seu portfólio, não porque ela não a considere uma boa opção, mas sim porque a desconhece e não sente segurança na sua aplicação.
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O terrorismo compondo o medo no discurso da esquerda

Os artigos de sites-chapa-branca que revelam a má fé, a hipocrisia e o maniqueísmo do discurso da esquerda, levados ao extremo na disputa política.

A estratégia dos artigos de sites chapa-branca, que evidenciam a ignorância, a má fé, a hipocrisia e o maniqueísmo do discurso da esquerda levados ao extremo na disputa política.


Há cerca de 15 dias me propus a receber pelo feedly as notícias de um portal na web que compõe o chamado grupo “chapa-branca”, termo cujo significado pode ser debatido mas vou usá-lo nesse momento como um rótulo para a imprensa cuja única função é defender o lado de lá: a revolução gramsciana, o peculiar coletivismo, o governo atual e seus bracinhos sociais, como o MST, MSTS, MPL, a CUT e demais vermelhinhos. Tentei fugir dos mais óbvios, que contém páginas iniciais cheias de propagandas do governo e suas estatais. Seria demais. Acabei escolhendo um que possui uma grande audiência e tenta aparentar um nível mínimo de independência ao menos no título das matérias, o Pragmatismo Político (que na verdade, é especializado em incitar ódio e divisões entre pessoas). Iniciando a leitura de algumas delas, entretanto, percebe-se nitidamente o viés político de seus colaboradores.

Nada contra vieses. Não acredito que a imprensa deva ser totalmente isenta. Em todas as postagens, sempre o autor deixa transparecer sua opinião, e é bom que seja assim. Estimula o debate e possíveis reconsiderações. O que é condenável é a propagação de mentiras e ataques a indivíduos que pensam de forma diferente, invertendo totalmente o sentido de seus argumentos para chegar à conclusão que desejam. Para essa gente, ser contra eles é ser inimigo, em sua visão maniqueísta de mundo. Como, por exemplo, a crítica à Morgan Freeman nesse link. Freeman é uma entre as milhões de pessoas de pele negra que desejam ser vistos como pertencentes a um só grupo - o humano, mas a ideologia de “raça”, a estratégia de dividir para conquistar tão presente na revolução gramsciana não permite que as pessoas pensem - e sejam, dessa forma.
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Cícero e suas influências na construção dos ideais de liberdade

Como o filósofo e político Cícero influenciou ainda na Roma antiga, a construção moderna dos ideais de liberdade.

As influências do pensamento do filósofo-político e advogado Cícero na construção dos ideais de liberdade.


Marco Túlio Cícero foi autor de um extenso material escrito há mais de 2.000 anos, e o destino contribuiu para que uma parcela considerável dessas composições fosse preservada. Advogado, político, escritor e filósofo romano, influenciou notadamente a cultura ocidental pela qualidade de sua obra, que se tornou um material fundamental para entender a história de Roma no século que antecedeu o ano zero do calendário cristão.

Viveu ao final da república romana, em um período em que a transição do período helênico para o período, de fato, romano na história da filosofia ainda estava em curso. O grego ainda era a língua mais utilizada pelos nobres e fonte de toda a sabedoria filosófica, embora a maior parte da população comunicava-se em latim.

Foi um período de decadência da instituição republicana de Roma e significativa ascensão das aspirações tirânicas de seus líderes. Cícero viveu assim, em um período onde as (relativas) liberdades políticas como instituição de ordem que sobreviviam desde a democracia grega estavam sendo dilaceradas e culminariam no assentamento ao mundo ocidental de um período de despotismo que levaria séculos para ser revertido.

Orador de grande habilidade, sua carreira política teve início com um cargo de questor, onde defendeu o povo siciliano contra o governante Caius Verres.  Posteriormente, alcançaria o cargo de adile (responsável pelos jogos e serviços públicos) e pretor (juiz), tornando-se em 63 a.C., cônsul da república romana. Já cônsul, desferiu ataques ao modelo romano de guerra, que sequestrava dos povos conquistados seus direitos naturais e sua liberdade. Entusiasta do modelo republicano, protegeu Roma de uma conspiração tirânica (com a compra de votos populares), liderado por Catilina.

Seus discursos nessa ação foram preservados e constituem um dos mais belos documentos que mostram a beleza de sua oratória e eloquência. Em um desses discursos, Cícero diz (e qualquer semelhança com a época atual que vivemos no Brasil não é mera coincidência):
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A liberdade econômica é essencial para a liberdade individual

Sem a liberdade econômica, prática impedida pelas normas do estado, é impossível exercitarmos plenamente a liberdade individual.Sem a liberdade econômica, prática impedida pelas normas do Estado, é impossível exercitarmos plenamente a liberdade individual.


No artigo Liberdades restritas, transcrevi o poema de Martin Niemöller, que mostra claramente como não perdemos a liberdade de uma só vez. Esse pensamento  central é atribuído ao filósofo David Hume, e Frederick Hayek desenvolveu-o em seu livro “O Caminho da Servidão”, sustentando que, sem a liberdade econômica, todas as demais liberdades tornam-se impossíveis. Esse raciocínio é válido especialmente para a liberdade individual e pessoal. Só possuímos uma verdadeira liberdade de escolha se não somos dependentes economicamente de algum agente. O que também é válido para as empresas. Se as receitas das mesmas possuírem algum vínculo com o governo, elas não possuem liberdade para exprimirem-se de forma independente. O animal não ataca a mão que o alimenta. É o que acontece com parte da imprensa, principalmente em blogs chapa branca que dependem exclusivamente de propagandas estatais para sobreviver.

Para a imprensa que não depende por ora de verbas do Estado, entretanto, uma notícia de ontem chamou a atenção: “Dilma promete ao PT encampar regulação econômica da imprensa”, através da divulgação de um texto com um cinismo brutal que mistura ‘'”liberdade de expressão” com “regulação dos meios de comunicação”. Apesar de em seu discurso ela negar veementemente a regulação de conteúdo, os verdadeiros fins são implícitos. O cerco às propagandas de bebidas e produtos infantis não são por acaso. Com menos verbas privadas, as empresas começam a depender mais das verbas estatais – um gasto público que na verdade, deveria ser abolido para possuirmos uma imprensa realmente independente. Ao final, a situação acaba por assemelhar-se ao confortável sapo na água morna. O ambiente não esquenta de forma imediata. A temperatura vai aumentando aos poucos e quando a água torna-se demasiadamente quente, não temos mais como reagir. Nossos países vizinhos têm mostrado bem como trilhar esse caminho.
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O analfabetismo financeiro como uma condição trivial

A realidade e as barreiras na busca do conhecimento para livrar-se do analfabetismo financeiro e como consequência, preservar a sua liberdade individual.

A realidade e as barreiras na busca do conhecimento para livrar-se do analfabetismo financeiro e como consequência, preservar a sua liberdade individual.


Meu amigo Damião mostrou-me recentemente, uma reportagem que chamou a atenção para uma pesquisa que demonstrava o quão significante é o analfabetismo financeiro da população, evidenciado os males que tal condição causa hoje na civilização. Alto grau de endividamento das pessoas, vulnerabilidade perante aos grandes agentes financeiros e dificuldades na aposentadoria são apenas algumas das consequências de tal situação. O artigo completo do estudo encontra-se nesse link.  Nessa pesquisa, as economistas Annamaria Lusardi e Olivia Mitchell propuseram três questões simples, que versavam sobre o entendimento básico de juros, inflação e diversificação de investimentos, e foram propostas para pessoas em vários países do mundo. Em tradução simplificada, as questões são as seguintes:

1) Suponha que você tenha $100 em uma conta de poupança que rende 2% ao ano de juros. Após 5 anos, se mantiver o dinheiro depositado, você terá nessa conta:
(a) mais do que $102
(b) exatamente $102
(c) menos do que $102
(d) Não sei / me recuso a responder

2) Imagine que a taxa de juros anual de sua poupança seja de 1% ao ano e a taxa de inflação anual de 2% ao ano. Depois de um ano, você poderia comprar com o dinheiro dessa conta:
(a) mais do que hoje
(b) exatamente o mesmo que hoje
(c) menos do que hoje
(d) Não sei / me recuso a responder
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Os limites da proibição do trabalho infantil

Trabalho infantil: os limites da proibição
O Estado sabe o que é melhor para você, ok?

As leis atuais do trabalho infantil são passíveis de receber limites de forma que a liberdade individual seja respeitada?


Revi hoje alguns trechos da constituição brasileira para um trabalho que estava desenvolvendo e lembrei-me de uma reportagem que li há uns dois meses, onde um mecânico dono de uma oficina foi autuado pelo Ministério do Trabalho por ter oferecido um emprego a um rapaz de 14 anos no período da tarde, caracterizando assim, um trabalho infantil. O trabalho era de comum acordo entre todos, inclusive entre a mãe do menor. Ele ia bem na escola e já tinha comprado com seu salário, tênis, bicicleta e guardava R$500,00 na poupança. É claro, o Ministério do Trabalho multou o empresário e proibiu o trabalho. A mãe lamenta: “- Agora ele vai ficar sem dinheiro e passar a tarde inteira assistindo televisão”. Veja a reportagem nesse link.

De fato, o inciso 33, do artigo 7º da Constituição Brasileira, é claro: “proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos”.

O inciso é claro, mas limites deveriam ser colocados. É óbvio que existem certas condições degradantes de trabalho infantil e que a educação é um fator preponderante para as crianças e jovens. Porém, qual a interpretação de "perigoso" ou "insalubre"? Enquanto deixarmos essas definições para um senso comum, que vem degradando-se ano a ano em função das ideias impostas e justificadas pelos direitos sociais, existe um risco enorme na prática de injustiças. A tentativa resume-se a exterminar uma mosca com uma metralhadora, legando muitos prejuízos colaterais.
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A ética tacanha de Robin Hood

Assumir o papel de Robin Hood e desejar a distribuição de riquezas através da força e coerção é estar ao lado de atitudes imorais perante as pessoas.
Com o dinheiro dos outros sempre é fácil

Assumir o papel de Robin Hood e desejar a distribuição de riquezas através da força e coerção é estar ao lado de atitudes imorais perante as pessoas.


Há mais de dois meses publiquei que  a“Transferência de riqueza e igualdade de renda são conceitos imorais”, onde enfatizo que o fluxo de riqueza, quando não desvirtuado pelo Estado, é naturalmente orientado para as pessoas e setores eficientes e eficazes, refletindo inerentemente a meritocracia nos processos. Esse fluxo de riqueza ocorre principalmente pelo esforço voluntário dispendido de cada indivíduo em sua atividade particular, e pode ser estimulado e potencializado por suas habilidades natas ou por uma escolha pessoal. Assim, cada pessoa deve ser hábil para avaliar se a troca de seu tempo por uma determinada recompensa é (ou não) um caminho válido para a realização de seus desejos, refletindo assim diferentes motivações.

Ainda nesse raciocínio, é claro o quanto é um ato imoral a retirada, por alguém ou uma entidade, de parte da riqueza de quem honestamente a conquistou e entregá-la a quem não demandou o esforço correspondente, como aos nossos burocratas e empresários favorecidos pelo sistema, beneficiando assim os setores improdutivos da sociedade e perpetuando essa lógica nefasta. A defesa desse sistema pelos entusiastas da distribuição de renda é utilizar um suposto atestado de integridade, fazendo com que pensemos que os reais beneficiados são as pessoas mais pobres, enquanto no fundo, eles são os maiores prejudicados a longo prazo. Escrevi posteriormente “Como ajudar genuinamente os pobres e necessitados” onde comento ações que são os reais meios de construção de riqueza que eliminarão de fato a pobreza a médio prazo, mas que passam longe do discurso social dominante.
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O gerente de banco como consultor financeiro

As razões e os porquês para não escolher o seu gerente de banco como consultor financeiro.

As razões e os porquês para NÃO escolher o seu gerente de banco como consultor financeiro


Sou um defensor da individualidade. Vejo em cada pessoa um ser único, com capacidades, motivações e objetivos distintos. Esse tema tem sido constantemente exposto em meus textos, que em geral, são mais voltados para a consequência dessa unicidade: a liberdade de fazermos nossas próprias escolhas, normalmente muito limitadas por um grande Estado interventor. Alguma liberdade para escolher determinados caminhos contudo, ainda podemos exercer plenamente. E também colher as tempestades e os frutos gerados por essas escolhas individuais.

Uma dessas escolhas é decidir se delegaremos ao gerente do nosso banco a administração de nossos investimentos ou se dedicaremos a nós mesmos um mínimo de conhecimento financeiro para tal. Embora que, na primeira alternativa acostumamo-nos a atribuir confortavelmente a responsabilidade de possíveis perdas de oportunidade à outrem, o fato é que a responsabilidade dessa escolha foi, evidentemente, nossa. Tentamos disfarçar o fato de que não fomos o agente direto em uma decisão específica. Porém, escolhemos não escolher. Sem escapatória: liberdade significa responsabilidade.
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A transferência de responsabilidades e a aplicação moral da nova ética

Como a situação em que vivemos é composta de atitudes com distorções morais resultando em uma mudança de ética e evadindo-se das próprias responsabilidades

As atitudes em tempo atuais revelam uma alteração moral e a promoção de uma nova ética, onde a responsabilidade pessoal não se faz mais presente.


É evidente, ano a ano, um retrocesso na concepção de ética da maioria das pessoas, que, por consequência, termina por refletir-se em seus comportamentos morais. E uma de suas revelações mais funestas é a negação pelas pessoas da própria responsabilidade nos resultados de suas próprias ações. Ao invés disso, tornou-se lugar comum a culpabilização de um fato, agente ou determinado contexto externo, para as supostas consequências de seu próprio ato individual. Ou ainda, ampliando-se essa conduta para defender suas teorias sociais, onde o obscuro ser chamado de "sociedade" carrega dentro de si, como Jesus, a culpa pelos pecados dos outros.

Esse tipo cada vez mais comum de atitude se multiplicou assustadoramente no Brasil recente, e as decisões que levam às essas ações são construídas com base em um mundo totalmente desabituado à realidade, concebendo uma verdade fundamentada puramente em suas conveniências pessoais e atribuindo constantemente o insólito aos pensamentos e atos a outrem, nunca aos seus próprios.