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Socialismo e emoção: o exemplo do Sudeste Asiático

Motivos da dominância da mente socialista: infância cultural, baixo IDP ou ineficiência dos discursos liberais? Socialismo e emoção no Sudeste Asiático.
"Invasão" capitalista brasileira em um shopping no Vietnã

Quais os motivos da dominância da mente socialista? Infância cultural, baixo IDP, apego sentimental ou ineficiência dos discursos liberais? Ou tudo junto? Socialismo e emoção no Sudeste Asiático.


Minha passagem aos três países da península da Indochina reforçou na minha mente uma das muitas ideias e características relacionadas ao socialismo e aos seus defensores: a impossibilidade de aceitar que durante todo o tempo eles estiveram (e estão) equivocados em sua visão de sociedade ideal, cuja viabilidade em tempos atuais é facilmente desconstruída apenas pela observação histórica e um mínimo de bom senso na observação do mundo atual.

Comecemos a análise pelos nomes oficiais dos países da península da Indochina: República Socialista do Vietnã, República Popular do Camboja e República Democrática Popular do Laos, denominações claramente socialistas/comunistas. Os governos, ostentam o orgulho de sua “revolução” na década de 70 e 80, exibem em inúmeros locais fotos dos seus líderes (o culto à personalidade já característico do sistema) e das bandeirinhas vermelhas da foice e do martelo, símbolo arcaico e ridículo de um sistema que já foi responsável pela morte de milhões e milhões de pessoas direta e indiretamente ao redor do mundo, e que, incrivelmente, ainda atrai seguidores, muitos deles por aqui… Como Millor Fernandes disse uma vez, “uma ideologia quando fica velhinha vem morar no Brasil” – e nos nossos vizinhos da América do Sul. Arrebatados desde o período escolar, infelizmente a grande maioria de seus discípulos desconhece o real significado e as consequências históricas desses movimentos, como a gradual perda de liberdade de cada indivíduo.
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205 dias fora de casa - uma reflexão sobre a viagem

Pensamentos finais da viagem de 205 dias - Ásia e Europa. O equilíbrio entre o real e virtual, o Couchsurfing, a exposição no blog e objetivos alcançados.

Pensamentos e reflexões finais da viagem de 205 dias - Ásia e Europa. O equilíbrio entre o real e virtual, o Couchsurfing, a exposição no blog e os objetivos alcançados.


Fim de viagem! Ao menos a viagem física. No pensamento ela ainda está presente, criando asas nas inevitáveis comparações que fazemos com a nossa rotina, com as pessoas e com o nosso país. Nesses 205 dias, foram 18 países, sendo 15 novos para mim. Das 88 cidades visitadas, passei a noite em 58 delas, seja em hotéis, hostels ou com companheiros do Couchsurfing (CS). A grande maioria dos percursos foram rodoviários - carros, ônibus, motocicletas, bikes e muitas caminhadas, mas pelo caminho também estiveram presentes 14 viagens de avião, 15 de trem e 9 percursos de navios, com "caronas" eventuais em balão, cavalos, botes e lanchas.

Na apresentação do blog coloquei meus objetivos quando decidi compartilhar a viagem e meus pensamentos. Digamos que, em parte, eles foram atingidos. As postagens relativas à viagem em si foram inicialmente mais específicas para os futuros viajantes, com muitos auxílios para suas novas viagens. Porém, no decorrer das postagens, comecei a escrever de uma forma menos particularizada, sem colocar muitos nomes de locais e valores de gastos, deixando a leitura mais fluida. Talvez porque no início a maioria dos feedbacks foram de pessoas próximas que buscavam apenas compartilhar as sensações da viagem, sem interesse em informações que poderiam estar em um guia turístico. Afinal, elas não tinham um planejamento de repetir a aventura. Porém, acredito que com a constante indexação das páginas do google, o público em geral começou a encontrar o blog na web e invariavelmente, me procuravam para perguntar algo mais detalhado. E muitas dessas perguntas eram justamente sobre as informações que eu estava omitindo nas postagens subsequentes. Porém, eu já estava nessa tendência de produção de texto e preferi mantê-la, me disponibilizando sempre, entretanto, para responder todas as dúvidas que me eram enviadas.