Textual description of firstImageUrl

Dias 162 a 167 da viagem: Indonésia, Java Oeste - a capital Jacarta

Relato da viagem na capital Jacarta, oeste de Java, Indonésia: Monas, Istiqlal, Couchsurfing, museus e corrida pelas ruas da cidade.
Desfile colorido de bicicletas no Sábado

Relato da viagem na capital Jacarta, oeste de Java, Indonésia: Monas, Istiqlal, Couchsurfing, museus e corrida pelas ruas da cidade.


A capital do país seria minha última parada na Indonésia e ponto de partida para Filipinas. De Yogyakarta, cheguei a Jacarta de ônibus, em virtude de uma combinação desfavorável de preços e horários de trens. Novamente, o ônibus até que é bom, mas as estradas… o que impede qualquer sono razoável. Cheguei na cidade amanhecendo e esperei uma colega que me buscaria no terminal rodoviário. Jacarta não é só a maior cidade da Indonésia, mas também de todo o Sudeste Asiático. Tem fama de ter um dos piores tráfegos do mundo e sofre por não possuir metrô ou trens elevados semelhantes às demais grandes cidades da região, como Kuala Lumpur e Bangkok. Recentemente, a cidade implantou corredores exclusivos de ônibus (que muitos motoristas não respeitam), aliviando um pouco a caótica situação, mas ainda assim, muito aquém do aceitável.

Porém, por outro lado, a cidade, cosmopolita, oferece algumas agradáveis praças de lazer, esbanja opções de compras – dezenas e dezenas de shopping-centers, e uma vibrante vida noturna. Sua história data do século XII com os reinos hindus, e os primeiros europeus a chegarem na cidade foram os portugueses, em 1522. Retomada posteriormente por reinos muçulmanos, entrou sob controle holandês, mantido, com circunstanciais perdas para os franceses e ingleses, até 1949, quando a Indonésia conquistou sua independência, libertando-se do jugo dos antigos colonizadores que não são vistos com bons olhos, em virtude do processo de escravidão e limitações diversas impostas à população, como, por exemplo, sua proibição de frequentar escolas.
Textual description of firstImageUrl

Dias 158 a 161 da viagem: Indonésia, Java Central - Yogyakarta e Borobudur

Viagem à região central da ilha de Java, Indonésia, nas cidades de Yogyakarta e em Borobudur e o maior templo budista do mundo.
Rua Malioboro e suas charretes, Yogyakarta

A viagem à região central da ilha de Java, Indonésia, nas cidades de Yogyakarta e em Borobudur e o maior templo budista do mundo.


O trem de Surabaya para Yogyakarta viaja rápido para os padrões asiáticos, completando 330km em menos de 5 horas, apesar das paradas no meio do caminho. Estava nesse momento na área central da ilha de Java, na cidade que é considerada a capital cultural do país, onde as inúmeras universidades compõem um ambiente jovem e mais liberal aos costumes das leis islâmicas. Yogyakarta, carinhosamente chamada de Yogya (pronuncia-se Djógia) por seus moradores, é uma cidade que tem um histórico frequente de erupções vulcânicas e abalos sísmicos (em 2010 a erupção do Mount Merapi matou 353 pessoas e em 2006, mais de 6000 pessoas foram mortas em um terremoto), foi capital do país por três anos, antes da expulsão definitiva dos holandeses de Jakarta, e exerce um importante papel como pólo de atração turística, em virtude de seus próprios atrativos, mas principalmente pela proximidade da atração turística mais visitada da Indonésia: Borobudur, o maior templo budista do mundo.

Junto com um colega do Couchsurfing, visitei na cidade suas duas principais atrações: o Kraton e o Water Castle. O Kraton é um complexo de palácios, templos, residências e jardins onde o sultão vivia com sua família e seus empregados. Esse tipo de construção é muito comum nos países islâmicos, mas já vi em outras cidades algo bem mais suntuoso, embora isso em si não seja em todo positivo, pois toda construção destinada aos governantes sempre vêm do dinheiro da taxações impostas à população.
Textual description of firstImageUrl

Dias 152 a 157 da viagem: Indonésia, Leste de Java - Probolinggo, Malang e Surabaya

A viagem no leste de Java, Indonésia: Probolinggo, Malang e Surabaya: vulcões  (Mount Bromo, Batok, Semeru) e grandes amigos.
A impressionante boca da cratera do Bromo

A viagem no leste da ilha de Java, Indonésia: Probolinggo, Malang e Surabaya. Vulcões  (Mount Bromo, Batok, Semeru) e grandes amigos


A ilha de Bali deixaria saudades, mas a viagem tem de continuar… De ônibus, fui a Java, a mais populosa ilha da Indonésia e seu centro econômico. Minha parada inicial foi em Probolinggo, onde um colega do Couchsurfing me ofereceria apoio para minha ida ao Mount Bromo, um vulcão ativo na ilha. Após uma “meia” noite, onde tive que acordar às 3 horas da manhã, saí em direção ao local, no intuito de alcançá-lo a tempo do nascer do sol, situação muito comentada como belíssima por vários locais e turistas. Eu não achei grande coisa. Um nascer do sol é sempre bonito, mas nada fez sê-lo espetacular. Algumas fotos que vi na internet mostravam a área do vulcão cheia de pequenas nuvens, mas isso só acontece durante poucos dias do ano. Não tive essa sorte. Com os primeiros raios do sol, entretanto, pude ver com mais detalhes onde estávamos. O lugar em si era mais interessante que o nascer do sol propriamente dito. A visão do vale onde o vulcão descansava era impressionante. Em meio a um terreno lunar, conhecido como Sea of Sand, com areia negra e muito pedregoso, jazem vulcões extintos, como o Mount Batok e ativos, como a grande cratera do Bromo e a alta montanha do Mount Semeru. 

Chegar na cratera foi uma aventura de moto, pois a areia preta estava úmida e muitas vezes quase ficamos atolados. A caminhada em direção a cratera tem um quê de solene, quando, em meio ao solo rochoso, escuro e vulcânico, nos damos conta que estamos em frente a um protagonista que é responsável por uma das maiores demonstrações de força da natureza. Comentei um pouco disso no artigo "Os nobres desafios". Estar na boca da cratera esfumaçante a sensação é ainda mais intensa, é imaginar uma viagem ao interior de nosso planeta e todas as condições internas, estáveis ou não, que nos mantém aqui no lado externo. E como tudo pode acabar de uma hora para a outra, cabendo à humanidade apenas o seu monitoramento e nada mais.
Textual description of firstImageUrl

Dias 146 a 151 da viagem: Bali, a ilha hindu da Indonésia

Viagem à ilha hindu de Bali, na Indonésia, com praias, templos, vulcões e cachoeiras e um voluntariado em um orfanato.
Um dos milhares de templos em  Bali

A viagem à ilha hindu de Bali, na Indonésia, que teve, além de praias, templos, vulcões e cachoeiras, um voluntariado em um orfanato.


Minha ida à Bali, primeiro local na minha visita a Indonésia, criou uma expectativa considerável, em virtude da mistura de misticidade da ilha com um dos spots mais badalados do mundo, presença de diversas paisagens diferentes como praias, montanhas, vulcões e cachoeiras, e uma grande diferenciação religiosa dentro de um mesmo país, pois a grande maioria dos balineses são hindus, ao invés da maioria muçulmana no resto da Indonésia. E mesmo assim, praticam um hinduísmo particular, com elementos de animismo, presentes desde o início do povoamento da ilha que data de muitos séculos atrás, anteriormente ao ano 3.000 a.C. A diversidade linguística está presente, assim como em toda a Indonésia.

Esse tipo de diversidade, presentes em outros países da Ásia, talvez seja um dos pontos mais intrigantes de toda minha viagem, pois a experiência que temos do Brasil, um país sem história antes dos portugueses (estou falando de história escrita, civilização, o que nunca tivemos com as tribos indígenas), colonizado de forma homogênea por todo território, é completamente diferente. Aqui em Bali, em um espaço territorial muito menor, convivem centenas de linguagens bem diferentes uma das outras, e o governo central encampa grandes movimentos para unir os indonésios em uma linguagem nacional, o Bahasa. Leva a pensarmos muito em todas as facilidades culturais, sociais e naturais que nosso país possui, e como não conseguimos tirar vantagem disso, promovendo nossa liberdade e melhorando nosso padrão de vida.
Textual description of firstImageUrl

Dias 141 a 142 da viagem: Delta do rio Mekong, ao sul do Vietnã

Relato da viagem à região do Delta do rio Mekong, baseada na cidade de Cantho, no sul do Vietnã; noite em uma homestay local e o mercado de Cai Rang.
Chegando na homestay ao final da tarde

A viagem à fantástica região do Delta do rio Mekong, no sul do Vietnã. Baseada na cidade de Cantho, com noite em uma homestay local e o grande mercado de Cai Rang.


Em Ho Chi Minh comprei um pacote de uma operadora local para a visita do Delta do Mekong, com a duração de dois dias, passando uma noite na região dentro de uma homestay mantida por uma família local (hotel era outra opção). Fiquei em dúvida como seria essa homestay, e desconfiei de ser algo meio turístico. Mas mesmo assim arrisquei, e essa escolha nos proporcionou um dos melhores momentos da viagem, narrados a seguir. O delta do rio é, apesar das condições geográficas peculiares – em todo lugar há rios, igarapés, formando milhares de ilhas, uma das áreas mais populosas do país, em uma economia baseada na pesca e no cultivo do arroz, beneficiado justamente por essa abundância de umidade.

A viagem teve uma parada inicial na cidade de My Tho, onde paramos para ver a bela Pagoda Vinh Tragn, com uma das estátuas mais divertidas de Buda. Após essa parada, pegamos um barco e até o dia seguinte o transporte principal seria aquático! Paramos em uma ilha um passeio de charrete (?...). Coisas de pacote turístico, sem comentários… E almoçamos, junto com um espanhol e uma colombiana, na ilha Tortoise, um um bonito local com pontes de bambu atravessando igarapés.
Textual description of firstImageUrl

Dias 138 a 145 da viagem: Ho Chi Minh, ex-Saigon: a big city do Vietnã

Relato da viagem à Ho Chi Minh, maior cidade do Vietnã, Túneis de Cuchi, museus, guerra, rock e muitos scooters!
Não tem semáforo não! Vai e reza!

Relato da viagem à Ho Chi Minh, maior cidade do Vietnã, Túneis de Cuchi, museus, guerra, rock e muitos scooters!


Cheguei em Ho Chi Minh com o dia amanhecendo, repetindo a condição de Nha Trang. Estava estabelecido na cidade que me forneceria a última experiência no Vietnã, uma vez que meu vôo para Bali sairia daqui. A estadia na maior cidade e centro econômico do país ocorreu em duas etapas. Após 3 noites na cidade, adquiri um pacote turístico para o Delta do Mekong, com duração de dois dias. Na sequência, voltei à cidade para as despedidas finais. Esse post trata de ambos períodos em Ho Chi Minh. No próximo post, regredirei um pouco no tempo e comentarei sobre o Delta do Mekong.

Ho Chi Minh proporciona todas as diversas sensações que uma grande cidade pode oferecer, como o contraste entre o moderno e o novo, experiências culturais, diversos museus, milhões de locais para compras e principalmente, o teste mais radical para desenvolver sua experiência em atravessar ruas e avenidas inundadas de scooters nos muitos cruzamentos sem semáforos. Como andei  muito a pé, acho que tirei meu diploma de Ph.D nessa área de conhecimento.