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Dias 73 a 78 da viagem: Bangkok, capital e Ayutthaya, antiga capital da Tailândia

Relato de viagem à capital Bangkok e à antiga capital Ayutthaya, na Tailândia. Muitos Budas, Muay-thai e Couchsurfing!
Templos, imagens de elefantes e da família real
se misturam no dia a dia de Bangkok

A viagem à capital Bangkok e à antiga capital Ayutthaya, na Tailândia. Muitos Budas, Muay-thai e a primeira experiência completa com os amigos do Couchsurfing.


Em Bangkok passei pela primeira vez pela experiência do “couchsurfing”, grupo formado por pessoas que disponibilizam suas casas para a hospedagem de viajantes. Em geral, o anfitrião limita-se a hospedar uma ou duas pessoas, mas aqui, meu anfitrião em particular agia de forma diferente e curiosa. Ele possui uma casa de dois andares com quatro quartos disponíveis e várias camas e colchões. E fazia da casa dele um hostel. Em uma noite dormiram 9 pessoas lá dentro. Sim, é um caso especial, mas achei bom, pois pude conhecer várias pessoas simultaneamente e mais sobre o couchsurfing nesse intervalo em Bangkok. Há relatos de experiências positivas em sua maioria, embora algumas pessoas tivessem passado por algumas situações meio desagradáveis em outros locais. De qualquer forma, a experiência valeu a pena e abriu novos horizontes para o futuro.

A cidade de Bangkok assemelha-se muito a uma grande cidade brasileira e foi um marco para a volta à civilização após os últimos 45 dias na Índia e Nepal. Não comento isso em tom depreciativo em relação aos últimos países, mas sim pela presença de algum conforto a qual estamos acostumados no Brasil. A energia elétrica está sempre presente, não existe ruas de terra e poeira nas regiões centrais (embora há considerável poluição veicular), em todo lugar existem supermercados e padarias onde pode-se comprar coisas gostosas para beliscar e lugares bonitos e agradáveis para descansar.
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Dia 72 da viagem: Um voo do Nepal para a Tailândia sobre o Himalaia

Relato da viagem do Nepal à Bangkok sobrevoando o Himalaia, com a empresa Jet Airways.
Himalaia: a maior cadeia de montanhas do mundo

Relato da viagem do Nepal à Bangkok sobrevoando o Himalaia, com a empresa Jet Airways.


Esse post segue a mesma ideia do post da viagem pela Saudia Airlines que foi publicado no site "Melhores Destinos" nesse link. Nos próximos dias, esse novo post também deverá ser publicado.

No dia do meu vôo de saída de Khatmandu, ocorreu um irrompimento de greve geral na cidade. Não havia ônibus e eram poucos os taxistas que se arriscavam a trabalhar. As ruas estavam lotadas de policiais, assim como a segurança no aeroporto estava reforçada. O número de revistas que precisamos nos submeter para entrar em um avião na Ásia fez história. Nesse dia, existiu uma revista para entrar no aeroporto, outra para entrar na área de embarque, outra para sair da área de embarque imediatamente antes de entrar no ônibus que levava ao avião e outra para entrar no avião, em uma estrutura de metal acoplada à escada de acesso da aeronave. Surreal… Placas de proibição de fotografias existem em vários lugares e, com a enorme segurança que estava no dia, resolvi nem tirar a minha câmera do bolso. Assim, comecei a fazer as fotos apenas dentro do avião.

O aeroporto de Kathmandu é pequeno, velho e feio.  O check-in foi realizado normalmente e os funcionários, mesmo que não tão simpáticos, foram eficientes, polidos e rápidos. Na área de embarque queimei minhas últimas rúpias em dois salgados, cujo preço era suficiente para uns 4 jantares em restaurantes locais. Eu não consigo entender como podem explorar tanto os viajantes em aeroportos. Aliás, consigo sim… É porque as pessoas compram. Se todos conscientizassem em não consumir em aeroportos, os preços baixariam. Eu evito ao máximo, mas fiquei na dúvida se iria conseguir trocar facilmente rúpias nepalesas na Tailândia. E entrei na dança… O embarque começou mais de meia hora antes da saída, e com essa antecipação, mesmo com todos os processos de revistas conseguimos sair no horário.
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Dias 64 a 71 da viagem: Khatmandu, Pathan e Bhaktapur, Nepal

Relato da viagem à Khatmandu - Nepal, uma cidade surpreendente sob vários aspectos e suas vizinhas Pathan e Bhaktapur e as Durbar Squares.
Cochilo no rickshaw

Uma semana em Kathmandu, Pathan e Bhaktapur e suas incríveis Durbar Squares, no Nepal.


Esse post refere-se ao período em que passei em Kathmandu e nos arredores da cidade, visitando, além dos principais pontos turísticos da cidade, as cidades de Pathan e Bhaktapur. Emenda também os comentários de Durban Square, que visitei no dia 57, como comentei aqui, antes do post de Pokhara. Nesse último post comentei as principais características do país, e essa percepção não mudou após esses dias em Khatmandu. Estendendo um pouco as observações, acrescento que para o andarilho, as cidades nepalesas são muito inóspitas. Ruas sem calçadas e mal pavimentadas, trânsito confuso, muita, mas muita poeira e poluição (muitos habitantes andam apenas de máscaras) tornam as visitas aos locais um pouco desconfortáveis. E em tempo chuvoso, que presenciei nos últimos dias, a poeira assenta-se, mas como consequência forma-se muita lama pelas ruas. No hotel, o racionamento de energia do país também atrapalha muito seu conforto e faz com que acabemos mudando nossa rotina para nos adaptarmos à falta de energia elétrica.

Porém o Hotel Silver Home proporcionou um ambiente agradável, com uma equipe muito boa e estrutura necessária para uma agradável hospedagem. O público, quase exclusivamente europeu e norte-americano, tornou o ambiente descontraído e divertido. Voltaria ao hotel novamente caso retorne ao país. Enfim, o Nepal tem seus encantos, mas também possui características as quais eu considero negativamente determinantes para passar um longo período por aqui. Positivamente, e ainda mais intensamente do que os indianos, as pessoas em geral são muito solícitas e gentis. Mas ao contrário da maioria dos indianos, em geral não pedem algo em troca ao final de uma conversa.
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Os nobres desafios e a nossa transitoriedade

Nobres desafios: o Annapurna ao amanhecer, na sua face sul
O Annapurna ao amanhecer, na sua face sul

Os nobres desafios das grandes cordilheiras no Nepal nos mostram que não somos a medida de todas as coisas.


Como comentei no post de Pokhara, fiz um curto trekking na região próxima à face sul do Annapurna. Apesar de curto, ele exigiu um razoável preparo físico em virtude de elevados graus de subidas e descidas, principalmente em função do peso carregado nas costas. O cansaço porém, é muito bem recompensado quando atingimos nosso objetivo, principalmente quando consideramos que as dificuldades impostas provém de algo que cuja nobreza é imensurável.

Enfrentar a natureza expõe esse sentimento. Seja para um trekker amador como eu ou para os profissionais. É o desafio e o desejo de superação dos nobres obstáculos forjados através da força e da idade do Universo que nos promove esse prazer. Quando suas incontáveis dimensões são confrontadas à fraqueza humana, cria-se um sublime encontro que nos estimula a sair da zona de conforto, da conveniente rotina, e se aventurar em locais incômodos, com condições climáticas na maioria das vezes desconfortáveis e com dificuldades físicas que nos impõem um peso tanto físico como emocional.

Muitas vezes consideramos que as inadequações do dia a dia nos fornecem apenas vis obstáculos, que não julgamos nobres o suficiente para receber o nosso confronto. Isso nos motiva a sair do consolo do lar, das sequências convenientes e previstas, para se aventurar em meio a paisagens provocadoras, onde a temperatura, a umidade e as dificuldades físicas impõem a você um peso muito maior do que uma mochila nas costas.
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Dias 59 a 63 da viagem: Pokhara, Nepal e o trekking próximo ao Annapurna

Relato da viagem à Pokhara, seu lindo lago Phewa, no interior do Nepal e o trekking, às margens do Monte Annapurna, na cordilheira do Himalaia.
Uma das paisagens na estrada para Pokhara

Relato da viagem à Pokhara, seu lindo lago Phewa, no interior do Nepal e o trekking, às margens do Monte Annapurna, na cordilheira do Himalaia.


Após esse dia em Khatmandu, peguei o “tourist bus” para Pokhara. O local de saída é o mesmo para todas as companhias e bem próximo ao Thamel, o bairro turístico da cidade. Todos os ônibus saem juntos, às 07:00hs. Seriam apenas 200km, mas, pasmem, percorridos em 7 horas. Se eu fosse de ônibus local, seriam 12 horas. Algo impensável em qualquer lugar com um mínimo de infraestrutura de transportes. A estrada realmente é muito ruim, sinuosa e perigosa. Atravessa na maior parte do caminho, margens montanhosas e profundos vales. E os motoristas também não são um primor em segurança defensiva. Os ônibus chacoalham absurdamente devido à má condição do asfalto, e a poeira se faz presente de forma demasiada. Percebi isso principalmente no retorno, quando o tempo estava mais seco. O ônibus pára por duas vezes para lanche e almoço antes de chegar em Pokhara. O terminal era bem próximo do meu hotel, mas em função do peso e cansaço, rachei um táxi com um alemão com quem vim conversando no ônibus.

O Hotel Yeti é um bom hotel. Ambiente agradável, bonito, bom quarto com banheiro, água quente nos horários pré-programados, mas sofre como qualquer outro com a falta de energia elétrica constante no país: são cerca de 10 a 12 horas de racionamento diário. Eles possuem uma rede alternativa de energia que mantém algumas funções ligadas (interessante é que a wi-fi participa dessa rede), mas as tomadas para recarregar o laptop e celular não estão incluídas nesse “pacote”. E esse padrão é o mesmo tanto para o hotel que fiquei em Kathmandu, em Pokhara e nos locais do trekking. Não fico sem wi-fi, mas fico sem energia no laptop… Pela tarde andei na avenida em frente ao bonito lago Phewa. Essa área da cidade é bem agradável, o lago com seus espelhos d'água refletem com uma beleza incomum as montanhas e as nuvens no céu. O tempo não ajudou, estava com uma leve garoa, mas o próximo dia seria seco.
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Roteiro de viagem ao Sudeste Asiático e demais países da região

Roteiro Sudeste Asiático
O confuso roteiro no Sudeste Asiático
O roteiro no Sudeste Asiático sofreu alterações. O tirânico governo chinês impossibilitou minha viagem ao Tibete: as fronteiras da região estão fechadas ao menos até Abril. Sem garantias de abertura. É mais uma situação de uso do poder governamental contra as liberdades individuais de ir e vir das pessoas, em um claro exercício de manutenção de controle e dominação. Cuba e Venezuela são alguns dos representantes desse poder que não se sustenta por uma via racional. E a Argentina está no caminho. Tenho medo que nosso país acabe se embrenhando nesse mato também.

Enfim, essa situação abriu brechas para eu incluir um novo país na minha ideia original do roteiro geral: Filipinas. Assim, a programação para o Sudeste Asiático, baseada também na pesquisa das ligações aéreas entre as cidades, ficou dessa maneira:

1) Do Nepal vou a Bangcok, na Tailândia. Posso ficar alguns dias na cidade primeiro e depois ir ao norte à Chiang Mai. Ou fazer o inverso. O que é certo é que deixarei o sul para a parte final. Isso porque pretendo ir à Malásia por terra, chegando a Kuala Lumpur e conhecendo a cidade. O total de dias desse roteiro pelos dois países será de 30 dias, com uma ênfase bem maior na Tailândia.
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Dias 57 e 58 da viagem: Chegada ao Nepal na capital Kathmandu

Relato da chegada a Kathmandu, capital do Nepal, e a contratação do trekking em Pokhara.
Daqui não vi o Himalaia, mas o tapete branco estava belo!

A chegada no Nepal, em Kathmandu e a contratação do trekking em Pokhara.


Esse curto post tem por finalidade apenas comentar a chegada ao Nepal no dia 56 e a procura para o trekking no dia seguinte em Kathmandu, antes de viajar para Pokhara no dia 58. Após Pokhara, volto a Kathmandu e falarei sobre a cidade em si, inclusive sobre a visita a Durban Square, feita na tarde do dia 57.

As primeiras impressões do Nepal não foram boas, já no aeroporto. Para o viajante, não há nenhum tipo de informação que o auxilie a providenciar seu visto. Não recebemos nenhum papel de preenchimento na aeronave da Spicejet e no desembarque precisamos ir caçando informações do que deve ser feito. Ao final do corredor de desembarque do aeroporto pequeno e antigo, abre-se um grande salão onde ao final existe alguns formulários para serem preenchidos. Nenhuma pessoa para lhe auxiliar e nenhuma caneta. Bom ter sempre uma por perto. Fui junto na onda do povo e preenchi os dois formulários que estavam no local. Duas filas imensas se formaram e após alguns minutos que já fazíamos parte delas. Um francês nos informou que devíamos pagar a taxa primeiro (US$25 para 15 dias, exatamente o tempo que ficaria no país). Surpresa que, depois de pagar a taxa, o funcionário nos mostrou um guichê ao lado, praticamente livre, onde recebi o visto adesivado no meu passaporte. Resumindo, as filas lá atrás para quem já tinha o visto continuavam morosas, mas para quem acabou de fazer o processo até que foi rápido.
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Dias 55 e 56 da viagem: Varanasi, Índia, e as atividades no Ganges

Sim, eles também jogam "bets" (ou taco)

Varanasi, também uma cidade sagrada a beira do Ganges, impressiona pela devoção religiosa e pela incrível quantidade de sujeira nas ruas.


E chegamos ao final dessa “inacreditável” Índia, com mais uma vivência da extrema devoção religiosa de uma parte dos indianos e infelizmente, muita, mas muita sujeira. Cheguei em Varanasi pela manhã, com cerca de uma hora de atraso. Conheci um sul-coreano no trem e fomos procurar um hotel juntos. Como o quarto era duplo, resolvemos rachar a diária, e nesse meu dia e meio de Varanasi fizemos juntos o tour pela cidade. Ficamos na Vishnu Guest House por falta de opção. A cidade estava cheia de turistas e não havia vagas nos dois primeiros locais que procuramos. Como eu ia ficar apenas uma noite, não exigi muito. O quarto era ruim, apesar de possuir sacada e ter uma tamanho razoável. Mas mesmo assim, não recomendo essa guest house para ninguém. 

A cidade de Varanasi é famosa na Índia pelos seus funerais e cremações de corpos à beira do Rio Ganges, além da massa de indianos que fazem seus votos religiosos mergulhando os corpos na água poluída. Sim, é mais uma cidade sagrada (mais uma, o que torna o sagrado não uma exceção, mas quase um padrão), e uma das cidades mais antigas continuamente habitadas no mundo. As ruelas próximas ao rio são extremamente estreitas e carros e tuk-tuks são proibidos de circular. Isso porém, não garante um trânsito é fácil, pois motocicletas e bovinos sempre estão no caminho. As motocicletas com a buzina sempre travada no “on” e os bichinhos sempre obrigando-nos a manter o olho no chão em virtude de seus resíduos digestivos. Não é fácil e tampouco agradável andar na cidade.
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Esportes radicais e o culto da emoção

Esportes radicais e o culto da emoção - emoção choque e emoção contemplação
Emoção-choque ou emoção-contemplação?

Como os esportes radicais atuam no culto da emoção humana e a seletividade na atitude passiva e ativa em cada praticante.


Como comentei no post de Rishikeshi, era possível na cidade experimentar várias oportunidades de realização de esportes radicais, como rafting - o qual participei, escalada, hiking e bungee jump. Meu conceito próprio divide os esportes radicais em duas categorias bem definidas. Na primeira, estão os esportes em que você possui controle da situação mesmo que de forma parcial, como o rafting, a escalada, montanhismo, entre outros. Eu avalio que nesses contextos, você é peça fundamental do momento, isso é, o sucesso ou fracasso da atividade depende em grande grau de suas habilidades, decisões e atitudes. Na outra ponta, existem os esportes em que você não tem controle nenhum durante o ato. Você depende de uma prévia preparação - que em geral não é sua, para que tudo ocorra como esperado. Aqui situa-se o bungee jump, o paraquedismo e seus assemelhados, que são os esportes mais geralmente caracterizados pela liberação da “emoção”. Mas até que ponto isso é verdade para todos? Claro que os sentimentos diferem de indivíduo para indivíduo, mas eu compartilho de certa forma, o que filosofa Michel Lacroix em seu livro “O culto da emoção”:
"(...) É revelador que o homem contemporâneo se interesse mais pela emoção, que é de tipo explosivo, do que pelo sentimento, que tem caráter duradouro. (...)Prefere a emoção-choque, que é da ordem do grito, à emoção-contemplação, que é da ordem do suspiro. (...) Assim, o tema sedutor da "liberação da emoção" tende a se transformar numa vulgar reivindicação de "cada vez mais adrenalina”.
(…) Daí esse paradoxo: nossos contemporâneos emocionam-se muito, mas já não sabem sentir."
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Dias 51 a 54 da viagem: Khajuharo e suas famosas esculturas

Relato de viagem à Khajuharo, localizada no centro-norte da Índia e famosa pelas suas esculturas
Templos bonitos também do grupo leste, arquitetura Jain

Khajuharo, uma cidade tranquila e agradável e suas detalhadas e famosas esculturas na decoração de seus templos.


O trem de Nova Delhi para Khajuharo não parte da estação central, e sim da estação Nizamuddin, mais ao sul da cidade. Passei algumas horas na agência de viagens que comprei os tickets usando a internet e depois o dono me levou até a estação. Ele deve ter explorado bem minhas rúpias anteriormente para fazer toda essa gentileza… Os trens-leito na Índia, mesmo nas classes superiores (2A e 3A) são relativamente apertados. Mas não há grandes dificuldades de se pegar no sono. Você recebe um jogo de cama (teoricamente limpo) para forrar o leito. Na classe 3A, são seis camas por “cômodo”, enquanto na classe 2A são 4. Viajei junto com um casal de indianos, seus dois filhos e mais um japonês. A mulher não abria a boca e tinha sempre o olhar baixo. Apenas o marido que falava. Faces da dominação de gênero (A religião, a mulher e o relativismo cultural)?… Dormi no topo, e foi muito melhor. Se o seu lugar for a cama de baixo, precisa esperar todos se arrumarem para depois arrumar a sua. Em relação às pessoas, tive total segurança em deixar o mochilão e as botas embaixo da cama; o casal não despertava nenhuma suspeita, muito menos o japonês. Mas os banheiros sempre possuem problemas. Imagino como deve ser na segunda classe. Antecipe tudo o que puder antes de entrar em um trem indiano!

Cheguei em Khajuharo em ponto, às 6 e meia. A estação fica longe da cidade, mas por sorte conheci duas coreanas que estavam no mesmo trem e dividimos um tuk-tuk. O motorista sugeriu o hotel Lakeside (comissões!) e ficamos por lá mesmo. O hotel é bom, possivelmente um dos melhores que fiquei na Índia. Quarto bem limpo para os padrões indianos, arejado, boa wi-fi e uma grande vista no terraço para o lago da cidade, tanto para o nascer quanto para o pôr-do-sol. Uma pena que esses dias estavam todos enevoados e não consegui ver um bonito espetáculo.