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Sobre socialismo e comunismo: a emoção e a intenção vencendo a razão

Por que a mentalidade socialista é dominante no mundo? Será a infância cultural, baixo IDP, auto-engano ou ineficiência dos discursos liberais? E a influência de Antonio Gramsci e sua Revolução Cultural.
A invasão capitalista da Alpargatas no Vietnã
Por que a mentalidade socialista domina o mundo? Neste artigo, sugiro 4 ideias para entender essa supremacia absurda no mundo ocidental.

Seria a infância cultural, seus limitados modelos mentais e a criação frequente de espantalhos para autodefesa? Ou um baixo IDP e o desejo de manter-se longe das decisões?

Talvez um apego sentimental, derivado da intencionalidade em detrimento à impessoalidade? Ou afinal, esse modelo mental é fruto de uma ineficiência dos discursos liberais? Ou tudo isso junto?


Seguem minhas opiniões sobre o assunto tendo, como pano de fundo, minha viagem ao Sudeste Asiático.




Minha passagem pelos três países do Sudeste Asiático reforçou na minha mente uma das características do ideal socialista: a impossibilidade de aceitar seu fracasso como modelo social, ideológico e econômico aplicado a qualquer país do globo, facilmente identificável por uma simples observação histórica e um mínimo de bom senso.

Quando confrontados com os genocídios soviético, chinês e cambojano e a miséria criada pelas ditaduras cubana, norte-coreana e venezuelana, o pronto discurso socialista afirma que “tais implantações não representaram o socialismo real”. Como diria ironicamente o filósofo e escritor francês Revel, o socialismo possui a propriedade sobrenatural de apenas conseguir colocar em prática o contrário do que prega. Com um adendo: o contrário do que prega ao mundo. Quem pode estudar um pouco mais, sabe que o socialismo prega, veladamente, tudo o que realmente produziu nesses países.





A teoria socialista e a prática capitalista no Sudeste Asiático




Os nomes oficiais dos países da península da Indochina não deixam dúvidas de seu status político: República Socialista do Vietnã, República Popular do Camboja e República Democrática Popular do Laos. Os três países ostentam orgulhosamente as marcas de sua “revolução comunista/socialista” na década de 70, exibindo massivamente fotos dos seus líderes (o culto à personalidade característico do sistema) e as características bandeirinhas vermelhas com a foice e o martelo.


Conforme o texto avança, é interessante traçarmos paralelos em nossa realidade. Não existe uma pessoa, apesar de todos os crimes que cometeu, cultuada nos manifestos cheios de bandeirinhas vermelhas aqui no Brasil? Aqui ainda são exibidos símbolos arcaicos de um sistema responsável por mortes, diretas e indiretas, de milhões de pessoas ao redor do mundo, que, pasmem, ainda atrai seguidores… Como Millôr Fernandes disse, “uma ideologia quando fica velhinha vem morar no Brasil” – e em nossos vizinhos da América do Sul.


Entretanto, os países do Sudeste Asiático, pouco tempo após as revoluções comunistas, perceberiam o que foi o socialismo: um sistema que, em resumo, é impraticável economicamente - como bem observou Mises quase um século atrás, e apenas aprofunda a miséria na sociedade. Uma influência poderosa foi o despertar do vizinho chinês no final da década de 70, quando Deng Xiaoping aprovou os primeiros experimentos capitalistas na China. Nessa mesma década e na seguinte, os estados asiáticos notariam a diferença entre o socialismo e o capitalismo e alterariam profundamente sua rota na economia.


O resultado hoje é que, na antiga Indochina, o capitalismo sobrepõe-se ao socialismo. Seja nas publicidades da telefonia celular no ponto de ônibus e lixeiras, nas propagandas de cerveja, na importação de carros de luxo, nas lojas que vendem os últimos modelos de hardwares e nas hábeis negociações feitas pelos inúmeros vendedores pelas ruas. Uma permissão para que uma das principais características do capitalismo, o livre mercado, beneficie a população.


A transição do socialismo para o capitalismo iniciou-se em 1986, quando o 6º Congresso do Partido Comunista do Vietnã, o maior dos três países da península, aprovou diretrizes com profundas mudanças na economia, ampliadas com mais intensidade nos anos seguintes, em um plano que ficou conhecido como “Doi Moi” ou “Renovação”. Essas medidas guiaram-se totalmente em prol a uma maior liberalização do sistema, direcionando-o para uma economia de mercado e abandonando, na prática, tudo o que o marxismo-socialismo preconiza.


As consequências foram notáveis: o crescimento da região acelerou-se após as reformas de viés capitalista, concomitantemente com grandes melhorias correspondentes no IDH, Índice de Desenvolvimento Humano. Andando pelas ruas, não existe a impressão de que estamos em alguns dos países (ainda) mais pobres do mundo. A vitalidade econômica é visível, apesar de ainda existirem muitas heranças socialistas, que aos poucos, vão sendo demolidas, como a existência de muitas empresas estatais e a corrupção, herança característica do sistema socialista/comunista.



Por que o Estado não abandona a retórica socialista?



Quando abandonamos os aspectos racionais e analisamos a postura ideológica estatal dos países do Sudeste Asiático, percebemos como a teoria não anda de mãos dadas com a prática. Apesar dos avanços em direção a uma economia de mercado, o Vietnã mantém no artigo 4º de sua constituição de 1992 a seguinte frase:


“O Partido Comunista do Vietnã, vanguarda da classe trabalhadora, fiel representante da classe operária, do povo trabalhador e da nação inteira, iluminado pela doutrina marxista-leninista e pelo pensamento de Ho Chi Minh, é a força diretriz do Estado e da sociedade”



O que gera, dentro do âmbito governamental, tais declarações? Será que os donos do poder não conhecem nada da doutrina marxista-leninista e são fanfarrões ao extremo, suportados pela propaganda oficial e pelos veículos de comunicação amigos? Acredito que não. Eles sabem o que fazem e uma tese melhor parte do pressuposto de que os governos só podem manter-se incólumes através do exercício do poder aceito pela maioria da população.


Por que a mentalidade socialista é dominante no mundo? Será a infância cultural, baixo IDP, auto-engano ou ineficiência dos discursos liberais? E a influência de Antonio Gramsci e sua Revolução Cultural.
A agenda comunista para o luxo
Dessa forma, admitir o abandono das teses sob as quais ele foi fundado, levaria à sua desmoralização e enfraquecimento. Ocultar erros cometidos no passado e apresentar-se como uma entidade onisciente e onipotente é uma das estratégias do Estado para manter-se no poder e velar a fraude de sua administração aos seus súditos. Aceitar as boas consequências do capitalismo propiciaria uma fissura capaz de modificar a estrutura de poder e domínio pelos partidos comunistas e socialistas.


A organização que construiu a legitimidade do Estado deve ser, assim, mantida através da ideologia socialista, mesmo que afronte as mínimas verdades inseridas dentro de um conhecimento básico de economia. Criar mitos para perenizar seitas guiadas por pretensas divindades, como já dizia Antonio Palocci, é o objetivo da esquerda progressista. Estamos vivendo a batalha ideológica do século passado aqui mesmo, em nossa própria época.


As razões para a manutenção de uma ideologia oficial podem ser até intuitivas. Mas não é tão fácil entender as razões que fazem com que pessoas apoiem tais estruturas de poder. Você, quase com certeza, possui um amigo de esquerda e já pode ter pensado como é possível alguém defender tais ideias? Vamos tentar elucidar alguns aspectos desses pensamentos na sequência do artigo.



Por que as pessoas não abandonam a retórica e a farsa socialista?



Adentremos agora no intricado meio das confusões mentais. Para as pessoas ditas de esquerda, ou progressistas, que cantam as glórias do socialismo, falta lógica ao seu raciocínio. Seja defendendo ditadores e praguejando contra um presidente eleito democraticamente em um dos países mais abertos do mundo. Seja ficando ao lado do islamismo, uma religião que prega a inferioridade da mulher e morte para homossexuais quanto atacando Israel, a única democracia do Oriente Médio que, possuindo políticos árabes, gays e do sexo feminino, aceita todas as diversidades que dizem defender? Exemplos claros de desarranjos intelectuais...


Vimos, anteriormente, as prováveis razões dos donos do poder em manter sua bela narrativa da defesa do socialismo. Em seu intuito de consolidar meios para a manutenção de seu estrato social, criam a ilusão de um “mundo melhor” para as pessoas, ao mesmo tempo que divide a sociedade em classes, raças e gêneros. Isso torna o seu trabalho mais fácil. Continuando com nossas divagações, alguma semelhança com nosso país atual?


Mas como entender a aceitação desse modelo pelas pessoas comuns? O que as leva a não admitir os erros na prática do socialismo, sua incompatibilidade com a liberdade política e as nefastas consequências históricas em suas implantações?


Uma explicação histórica é a sua dominação cultural que ocorre desde o período escolar. Afinal, a força motriz atual do socialismo provém das ideias de revolução cultural de Antonio Gramsci, personagem que a maioria de seus discípulos desconhece. Ainda pior, essa massa útil, infelizmente, ignora o real significado e as consequências históricas desses conceitos, como a gradual perda de liberdade de cada indivíduo.


Através de disfarces utilizados principalmente por governos sociais-democratas, a implantação dessa ideologia vai aos poucos ocorrendo em nossa sociedade sem alarde. Mas porque a grande massa, explorada pelos pretensos intelectuais, não deseja ou consegue se libertar desse processo? A psicologia deveria interessar-se nisso, pois há muito a ser explorado para entender melhor esse tipo de comportamento baseado em modelos mentais totalmente confusos. Seguem algumas sugestões.



1) A infância cultural dominada pelos espantalhos da imprensa



O conceito de infância cultural, foi desenvolvido pelo professor Milton José de Almeida (1). Ele formulou uma metáfora para diversos estados sociais e psicológicos que pode ser usada no quadro de confusão intelectual do pensamento socialista. Nesses estados, as pessoas alienam-se totalmente dos fatos, uma vez que:


a) Rejeitam a realidade e evitam demandar esforços de entendimento, sensibilidade ou atenção;
b) Sentem insegurança e medo ante objetos da cultura que não se apresentem já legitimados e autorizados pelos produtores de opinião ou pelo mercado (a imprensa, majoritariamente progressista, possui papel fundamental na manutenção dessa ideologia);
c) Vivenciam dificuldades em ter uma visão pessoal, levando à busca de juízos de autoridade ou a defender-se somente em conceitos opacos como: coxinha, reacionário, conservador, etc, que produzem no usuário a sensação de segurança intelectual.


Ou seja, “é um sistema mental que funciona inteiramente dissociado dos fatos, eliminando imediatamente qualquer informação que contrarie sua visão de mundo”, segundo o filósofo Revel. Veja uma resenha de seu livro “A Grande Parada” aqui.


Esse quadro de infância cultural, explorado pelos movimentos socialistas é apoiado intensamente pela imprensa, através da criação de espantalhos, acusações “ad hominem” ou “ad populum”. Talvez sejam as táticas mais efetivas para a implantação de sua pauta política. Iniciam com a recusa da realidade, desestimulando debates. Posteriormente, distorcem fatos e propagam narrativas atestadas pela mídia (“discutidas” somente entre pessoas de esquerda) ao público. Por final, eximem-se do problema, atribuindo-o aos ultra conservadores religiosos, aos neoliberais ou a tão popularizada “extrema-direita nazista”. Seu conforto moral e afirmação intelectual reside em colocar todo o extremismo do mal do lado adversário.


Os movimentos sociais e a imprensa, conhecendo a infância cultural da maioria da população, criam problemas que estão longe de serem o maior absurdo no mundo ocidental como a homofobia, feminicídio e racismo, ocultando simultaneamente que o socialismo é a ideologia que está por trás de todos as ditaduras do globo, das invasões de propriedades privadas, da perpetuação da miséria e do uso do Estado e da corrupção como projeto de poder. Mas já estamos acostumados com tudo isso, não?
Todas as vozes que se opõem a esse status quo, entretanto, são desprezadas pelo pensamento dominante. No artigo “Idiocracia: a apoteose de uma sociedade medíocre”, escrevo porque a imbecilidade, no fundo, é uma decisão, e como essas escolhas estão desfazendo, pouco a pouco, nossa sociedade.


2) Passividade e afastamento devido ao poder do Estado



Por que a mentalidade socialista é dominante no mundo? Será a infância cultural, baixo IDP, auto-engano ou ineficiência dos discursos liberais? E a influência de Antonio Gramsci e sua Revolução Cultural.
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Outra possível explicação é o alto IDP (Índice de distância do poder) que sociedades subjugadas pelo estado possuem. Esse conceito foi desenvolvido no meio empresarial e tive um primeiro contato com ele através do livro Fora de Série, de Malcolm Gladwell, e quanto mais alto, maior a devoção pela hierarquia e pelo poder. Como consequência, as pessoas evitam o poder e tais discussões, sendo menos propensas a pensar por elas mesmas e resolver os problemas individualmente. Um Estado que mantém a hierarquia e a dependência como condição primária para sua existência e estabilidade, promove um IDP alto e evita um grau de liberdade maior de pensamento.


Não é por acaso que o socialismo e o comunismo exigem um Estado forte e inchado. Em seu planejamento social, acreditam que todos os desejos, direitos e aspirações do indivíduo devem ser cerceados, tutelados e regulados. O socialista é aquela pessoa que quer regulamentar tudo, porque acredita que possui o poder para definir o que é melhor para todos. E isso acaba gerando uma perda muito grande do protagonismo e responsabilidade pessoal da massa.


Veja uma resenha que fiz do livro de Ortega y Gasset, “A Rebelião das Massas”, expondo como essa postura, associada ao conceito de homem-massa, permite que as circunstâncias decidam seu próprio destino, ao invés de serem usadas para tomarmos as decisões corretas.

Por que a mentalidade socialista é dominante no mundo? Será a infância cultural, baixo IDP, auto-engano ou ineficiência dos discursos liberais? E a influência de Antonio Gramsci e sua Revolução Cultural.
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Naturalmente, as pessoas, dependentes e passivas, perdem o interesse em qualquer debate. Como em sua juventude o que lhe foi ensinado estava repleto de ideias socialistas, acreditam que esse conhecimento já é suficiente para compreender a realidade que a cerca. Inconscientemente, continuarão apoiando tais ideias, sem saber quem foi Antonio Gramsci, o ideólogo que alimenta todas essas atitudes.


Infelizmente, isso ocorre muitas vezes conscientemente: as pessoas, dependentes e passivas, não têm interesse no debate ou simplesmente decidem que não querem pensar no assunto, acreditando que seu conhecimento já é suficiente para compreender a realidade que a cerca. Permanecem em um estado tal como as pessoas deliberadamente dopadas através do consumo do “soma” na magnífica obra de Aldous Huxley: Admirável Mundo Novo: até quando uma ficção?).


O curioso é que no Brasil desenvolve-se um movimento que inverte esses conceitos de passividade: a disseminação pela internet dos jovenzinhos que querem entender e dar opiniões sobre tudo, mesmo sem compreender nada direito. Olha, entre os dois ainda prefiro os passivos...



3) A dificuldade de reverter a intencionalidade e assumir a impessoalidade



A doutrinação da grande massa que clama ideias socialistas passa pela intenção de mudar o mundo para melhor. Algumas mentes menos tolas perceberam que muitas coisas deram errado, ou seja, a intenção não é fundamental para mudar nada, e pode ser ainda pior na medida em que essa massa considera-se como paladinos do bem, impondo nossas vontades aos demais. Aliás, vocês já perceberam como hoje todo palpiteiro “se acha” do bem?


Por que a mentalidade socialista é dominante no mundo? Será a infância cultural, baixo IDP, auto-engano ou ineficiência dos discursos liberais? E a influência de Antonio Gramsci e sua Revolução Cultural.
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Mesmo percebendo o mundo real, onde a impessoalidade de um sistema de trocas produz um resultado melhor e benéfico para a maioria, pessoas não são julgadas pela cor de pele, classe social, religião e sim pelo seu valor, os vermelhinhos doutrinados não abandonam suas crenças. Uma vez que fizeram uma grande aposta sentimental, de que sua intenção já é suficiente para melhorar o mundo, não admitem a falha intelectual a que estão submetidos.


Abandonar as ideias socialistas significa perder a esperança de algo que poderia ser bom. Renunciar ao próprio discurso, levará à vergonha e a uma dor lancinante, uma vez que sua identidade está amalgamada com a ideologia socialista que deu sentido à sua trajetória de vida.


Repudiar de forma repentina e convincente tal engano é correr o risco de sabotar toda sua estrutura mental e expor verdades que podem levar o indivíduo a um estado de depressão ou desorientação intelectual completa. Auto-enganos são cometidos constantemente em nossas vidas, mas em geral, limitam-se ao nosso ambiente individual, particular. O autoengano socialista, ao contrário, é um autoengano coletivo, um caldeirão recheado de autoenganos individuais que propagam os delírios da esquerda aos quatro cantos do mundo. Vejam um resumo dos conceitos do ótimo livro de  Eduardo Giannetti, Autoengano.



4) A efetividade do discurso da esquerda e a miséria de seus antagonistas



Um quarto e último ponto é um contra-argumento, ou seja, a incapacidade das pessoas que defendem ideias opostas serem eficientes em seus discursos. O discurso socialista, progressista, ou simplesmente de “esquerda”, é muito poderoso e competente. Baseado no coletivismo e na associação de todos os males do mundo com as teorias contrárias às suas doutrinas (opa, esse liberalismo...!), prega suas propostas através da emoção, nunca através da lógica.  Suas palavras são envolventes: afinal, quem não deseja um mundo melhor?


No fundo, precisamos melhorar muito nossa competência em mostrar que toda a crise econômica que o mundo mergulhou no final da década passada - assim como toda a estrutura e simbiose de empresas e Estado, tão típica em nosso país, não é uma consequência das ações dos capitalistas malvados, e sim dos governos.


Somos incompetentes em elucidar que os empresários não são os responsáveis pelo aumento de preços, e que a inflação real tem origem no descontrole fiscal do governo e na posterior emissão de moeda. Somos incompetentes em esclarecer que o conjunto de serviços ruins e caros que temos não é consequência do desejo de lucro de empresários insensíveis, e sim do nosso mercado fechado, que impede a entrada da livre concorrência. Com livre concorrência, somos incompetentes em provar que o desejo do lucro é nosso aliado, pois os empresários vão disputar os consumidores entre si livremente, sem pensar em fazer lobbies no governo. Para lucrarem mais e sobreviverem, serão mais eficientes em nos oferecer um produto melhor e mais barato.


Enfim, somos incompetentes em afirmar que o Estado, entidade venerada pelos socialistas, prejudica muito mais a sociedade do que a beneficia. É um jogo onde apenas seus asseclas obtém vitórias, enquanto a maioria da população chora suas derrotas, muitas vezes, não notadas. Precisamos que o pensamento liberal, impessoal e individual permeie a economia e nossos valores de forma que os benefícios atinjam a todos.


Ainda mais grave, muitos que tendem a pensar de forma oposta ao pensamento coletivista são inibidos e desencorajados por essa fanática cruzada composta por falsos intelectuais e militantes “do bem”, que não se permitem ao diálogo e a aceitar outra perspectiva além da qual foram doutrinados. A tática mais usada, como comentei acima, é o apelo da emoção – falsamente colocada, para criar no oponente um sentimento de culpa, contaminando jornalistas, pensadores e outros formadores de opinião. Forma-se assim, o ciclo vicioso que envolve todas essas 4 sugestões para explicar a permanência dessa mentalidade socialista.


De qualquer forma, sinto uma mudança no ar desse pensamento, e a internet, com seus altos e baixos, tem sido essencial na disseminação desses conceitos que para muitos, até ontem, seriam impossíveis de serem assimilados. Espero que essa fresta de luz brilhe cada vez mais forte para os que insistem, em acreditar, apesar de extensas evidências do seu fracasso, nessa ideologia das trevas.


(1) Ver nota na página 21


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Se você acredita que uma ditadura estatal é algo muito distante de nossa realidade, veja o artigo “Submissão ideológica e Yuri Bezmenov: o atalho ao Estado totalitário”.


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Esse texto foi escrito originalmente em 2013 e foi atualizado em Agosto de 2017.
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Comentários

  1. Excelente post André!
    Uma aula in loco do câncer socialista e sua sustentação ideológica.
    Parabéns!

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    Respostas
    1. Obrigado Jota! Vamos lutar contra ele! Abraço!

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