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Investimentos: uma viagem lenta para a liberdade e independência financeira?

Kronos ou Kairós - influências para o investimento e sua vida
Preocupados com o Kronos ou Kairós? - Pintura de Monet
Os conceitos de kronos e kairós podem ajudar nossa viagem lenta com destino à liberdade e independência financeiras e intelectuais?

O texto abaixo não é de minha autoria e tive contato com ele há alguns anos atrás. Ele foi postado por Allan Arantes em um fórum de investimentos chamado “O Investidor Agressivo”.

Em uma busca na web, não pude concluir com veracidade seu autor, uma vez que já foi postado por uma outra pessoa (1).

De qualquer maneira, Independentemente do autor, o texto convida à reflexão, e foi-me bem útil para nortear alguns fundamentos da minha vida.

Esse texto possui uma relação íntima com as premissas desse blog. A proposição em seu cabeçalho mostra que busco uma maior independência e liberdade, sejam intelectuais ou financeiras. Sempre com responsabilidade com ênfase em nossa ação humana individual.

E investir também faz parte dessa viagem. Normalmente lenta, pois o que vem rápido muitas vezes é efêmero. E no fundo, buscamos objetivos sólidos, não? Enfim, investir é deixar você com liberdade para empreender todas as demais viagens que você desejar na vida. 

Tempo é uma palavra que aparecerá muito no texto abaixo. E aqui vai o meu pitaco para refletirmos um pouco sobre ele. Os gregos foram mestres em nos dar significados diferentes para as mesmas palavras, exercitando e ampliando nossas possibilidades de compreensão.


O tempo kronos  significa o tempo decorrido, que se estende, o tempo cronológico. É esse significado que está mais em contato conosco no dia a dia. Já o tempo kairós é o tempo oportuno, o seu momento, onde algo especial para você acontece.

O kronos é necessário para o seu planejamento, para sua conquistas. O kairós é o momento em que você desfruta-as. Mesmo que essa conquista seja somente sua paz interna ou incrementos de sabedoria. Ambos coexistem e vivê-los com equilíbrio e propósitos justos torna a vida mais satisfatória, sem dar importância aos excessos e às vergonhas que a sociedade nos impõe.

Leia até o final. Simples e muito didático.

“Mas o que é trabalhar?

Todas as pessoas nascem com um bem muito valioso que se chama TEMPO.

Trabalhar é trocar seu TEMPO por algo que lhe interesse.

Se você ganha o que lhe é de interesse sem gastar tempo para conseguir isso, você por definição não teve TRABALHO para consegui-lo.

Num TRABALHO, uma pessoa pode converter seu TEMPO em VALOR das mais diversas formas, mas sempre despendendo ESFORÇO, seja ele prazeroso ou não.

Se este ESFORÇO for prazeroso, dizemos que esta pessoa é feliz no trabalho e tendemos muitas vezes a dizer que "o trabalho é também um hobby", fazendo menção a uma atividade prazerosa que, em tese, a pessoa faria por PRAZER, mesmo que este TRABALHO não se convertesse em VALOR.

Se este ESFORÇO não for prazeroso, dizemos usualmente que "esta pessoa trabalha" e se encaixa em uns 75% da população ativa.

As pessoas querem uma grande diversidade de coisas. Querem comida, querem roupas, querem carros. O VALOR de cada uma dessas coisas pode ser calculado levando-se em conta diversos parâmetros (tempo necessário à obtenção, demanda existente, oferta existente, riscos envolvidos e outra infinidade de fatores).

A unidade de VALOR chama-se DINHEIRO e serve unicamente para servir de protocolo de ESCAMBO entre o TEMPO e um BEM (Seria algo como lavar pratos pra pagar o restaurante...) ou entre um BEM e outro BEM (Seria como deixar seu aparelho celular pra pagar a comida e o tempo de trabalho dos funcionários ).

Então podemos dizer que:
TEMPO + ESFORÇO = VALOR = DINHEIRO

Por último:
Se você é OBRIGADO a gastar seu TEMPO em um ESFORÇO que lhe renderá um VALOR, você é um ESCRAVO. Há escravos pobres e ricos.

Se você é OBRIGADO a gastar seu TEMPO em um ESFORÇO PRAZEROSO que lhe renderá um VALOR, você é um ESCRAVO FELIZ. Menos mal.

Se você NÃO É OBRIGADO a gastar seu TEMPO para convertê-lo em um VALOR, você é LIVRE........................

O único objetivo da vida é este: ser livre.

Ser livre significa poder fazer o que quiser, onde, como, quando e com quem. Só isso.

O dinheiro não é, portanto, um fim. É um meio.

Para que isto seja possível, é necessário que meu TEMPO não seja necessário na geração de VALOR.

Para isto, o Investimento é o método.

O Investimento é o ÚNICO método que gera valor por si próprio, sem que seja necessária a participação do MEU TEMPO congênito, vitalício, precioso e limitado.

Concluímos então que QUEM OPTA POR NÃO INVESTIR NUNCA SERÁ LIVRE.

Apesar de ter concluído que TEMPO=DINHEIRO, gosto de pensar ao contrário. Gosto de dizer que DINHEIRO=TEMPO.

Isto porque "TEMPO=DINHEIRO" coloca o dinheiro como um fim, enquanto que "DINHEIRO=TEMPO" coloca a vida como um fim.

Concluímos então que o Investimento é a ÚNICA maneira de COMPRAR TEMPO. É uma viagem.

Comprando tempo você concentra a vida, vive com mais intensidade, e alcança a oportunidade de realizar os feitos latentes no seu coração.”


Mais textos de reflexão nessa página.

(1) O que é trabalho. Bruno Mascarenhas

Comentários

  1. Andrezito, amei o texto. E é verdade: deveriamos fazer acontecer desta forma: DINHEIRO=TEMPO.

    Ando acompanhando o blog e gostando muito!
    Posso sugerir um tema?

    Assim como eu, acredito que milhares de outras pessoas queiram saber por onde começar a planejar uma viagem como essas: incluindo desde as buscas por onde visitar/conhecer | se existe alguma agencia ou se a pessoa vai por conta própria com um grupo determinado. Qto tempo de duração deste tipo de viagem. Custo de uma viagem dessas e etc... Seria de extremo valor eu mesma iria pirar e quem sabe começar a pensar em programar uma dessas pra 2014!

    Obrigada querido por compartilhar coisas tão construtivas e bacanas!
    Bjs e se cuida

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    1. Obrigado Pri!

      Tema anotado! Estou com várias ideia mas está me faltando tempo hehe. Como a minha viagem é totalmente fora de qualquer tipo de pacote turístico, eu preciso pesquisar muita coisa na net, correr atrás de passagens, hotéis, etc... E além disso, continuo "trabalhando" on-line. E claro, também estou curtindo a viagem... Preciso de um dia de 40 horas haha

      Bjus e obrigado por acompanhar e pelos elogios!!!

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  2. Olá cara, antes de mais nada queria parabenizar você por seu blog. Achei muito legal inclusive na parte de investimento, na qual voce repassa um texto sobre tempo=dinheiro.
    Com base em tudo que aprendi, como Robert Kyosaki, Donald Trump, etc, isso realmente reflete a vida e o trabalho numa maneira resumida.

    Só achei a afirmação"Investimento é a ÚNICA maneira de COMPRAR TEMPO" um pouco generalista. Por exemplo um empreendedor, dono de uma empresa grande por exemplo, pode nunca ter investido e alguém que investe em renda fixa continuar trabalhando o resto da vida.

    Não estou quereno dizer que seja errada mas, como vi que voce aparenta conhecer bem de investimentos, voce deve saber que determinados investimentos não acabam resultando nisso. Já em relação a empreendedorismo não sei se voce conheçe as diferençãs entre autônomo e empresário.

    Queria saber se você concordaria comigo que a palavra chave seria alavancagem, seja no investimento ou no empreendedorismo. Pelo menos para mim aparenta ser mais generalista.

    Muito obrigado pela atenção

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    1. Oi Richard! Obrigado pelo comentário.

      Concordo parcialmente contigo, porque, apesar de você ter razão, acredito que temos que interpretar o texto com um olhar um pouco diferente, como uma decisão de viver 100% o presente sem pensar no futuro ou andar pelo caminho do meio, onde conseguimos viver de forma satisfatória sem abdicar de nossa liberdade no futuro.

      Tanto o empresário quanto a pessoa que investe em renda fixa, enfrenta situações desse tipo em sua vida. O empresário pode trabalhar como um alucinado, investir todo o seu lucro de forma errada na empresa e alguns anos depois, quebrar a cara como qualquer pessoa. O investidor médio, se não poupar de forma adequada para o seu futuro, idem. Mas ambos sim, deveriam absorver o pensamento que de tudo que ganham têm de usar um pouco para construir sua liberdade futura.

      Assim, não é uma questão de quem tem mais ou menos, de quem pode mais ou menos, mas sim de quem abdica de um pouco de conforto no presente para colher um conforto muito maior no futuro, auxiliado pelo deus "Juros Compostos".

      Lembre que a relativização de "ser financeiramente independente" depende muito do padrão de vida de cada um. Uma pessoa que ganha 2000,00 tem um certo padrão de vida e uma pessoa que ganha 20.000,00 tem outro. Se ambas guardam 20% do seu salário ano a ano, o total que elas terão no futuro será exatamente igual, baseado no padrão de vida que desejam manter no futuro. Ambas podem ter a mesma liberdade e manter o mesmo padrão de vida que tinham antes. No mesmo tempo e nas mesmas condições de investimento.

      Espero que tenha sido claro, e volte sempre!

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    2. Olá André, obrigado pela resposta

      Vi sua resposta e estou de acordo em 100%, mas acredito que eu não tenha conseguido me expressar corretamente. Pelo menos a resposta não aparenta estar relacionado com o que comentei

      No caso vi no texto que o paralelo de conversão do tempo, que possui valor, para dinheiro implica utilização do mesmo para ter a liberdade, que já possuímos inicialmente.
      Logo o meio, dinheiro, para essa conversão poderia ser retirado.
      O único problema da sociedade é o fato do capitalismo, no qual estamos acostumados a comprar coisas, seja material ou não, e não conseguiríamos obtê-los sem dinheiro.

      Como você mesmo disse, "ambos sim, deveriam absorver o pensamento que de tudo que ganham têm de usar um pouco para construir sua liberdade futura." Isso implica em longo prazo. Que adianta ser livre no futuro quando não vou mais ter disposição para aproveitar a liberdade.

      Com independência financeira não dependeríamos mais de trabalhar para converter nosso tempo em dinheiro e assim realmente seríamos livres. Trabalhando conseguimos no máximo 24h por dia de trabalho, algo inviável para a liberdade, saúde, no momento.

      Um empresário pode usar tempo dele atual para construir uma empresa, e o investidor usa o dinheiro dele para construir os investimentos. Após terminado o empresário pode escolher quando vai na empresa, caso a mesma já possua empregados, diretores, etc. Ganharia em relação ao trabalhado dos empregados logo receberia mais do que 24h trabalhadas no dia e teria tempo livre.
      Já o investidor com investimentos que usam de alavancagem, como mercados vaiáveis, futuros, mini-índice, etc; conseguiria obter mais dinheiro por dinheiro aplicado em um espaço curto de tempo.

      Tudo isso foi basicamente para tentar explicar meu ponto de vista de que com investimentos conseguimos comprar tempo, mas investimentos sem alavancagem só conseguimos isso a longo prazo. A curto prazo só conseguimos com ALAVANCAGEM. Algo que pode ser utilizado em várias áreas, não somente em investimentos.

      Peço desculpas por não ter sido claro no começo e, caso ainda pareça um pouco confuso pode questionar e mais uma vez parabéns pelo blog

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  3. Oi Richard! Desculpe o mal entendimento. Mas confesso que estou em dúvida em alguns pontos ainda, mas vamos lá:

    O seu comentário final sobre a alavancagem, eu entendi, mas penso um pouco diferente. Eu acho que usá-la pode lhe dar riqueza rápida, mas também leva à ruína rapidamente. Eu uso como método a Alocação de Ativos, cujo resumo você pode checar no post que fiz final da semana passada. Leva mais tempo? Sim, leva. Mas considere sua expectativa de vida atual. Eu, por exemplo, trabalhei menos de 15 anos como empregado em empresas e espero viver uns 80 anos. Essa afirmação choca com um comentário seu no meio do texto, onde não teríamos disposição para aproveitar nossa liberdade. Os juros compostos são nossos melhores amigos. A rapidez da liberdade vem em função de qual proporção você escolhe para poupar, sabendo que essa decisão está intimamente ligada com o valor que você dá para sua vida presente ou futura. Isso pode acontecer em 10, 20, 30 ou 40 anos. Se não quer deixar para o final da vida, você tem a opção de fazer de forma segmentada no decorrer de sua vida profissional. Tipo, trabalhe 5 anos e folgue 1 ou 2. E volte a trabalhar. Só que aí vc perde o principal componente dos juros compostos: o tempo.

    O que ainda não me ficou muito claro foi o seu terceiro parágrafo. Mas vou tentar comentá-lo e se eu não for à questão, me escreva novamente, ok?

    Se você trabalha involuntariamente e usa o seu tempo para produzir um valor, você não é livre, segundo as idéias do texto, diferente de seu comentário que possuímos a liberdade inicialmente. O dinheiro não é o meio para essa conversão. Ele é o produto. E você que vai definir o que fazer com ele. O dinheiro é um meio quando pensamos no momento que você o tem e o utiliza para seus desejos. É uma outra etapa. Anteriormente, é o trabalho ("esforço" no texto) que é o meio de conversão do seu tempo em valor (dinheiro).

    A existência do dinheiro no capitalismo é essencial e benéfica, pois é ele que nos quantifica o valor que atribuímos a cada coisa. Sem o dinheiro, não haveria civilização nenhuma. Se quiser ler sobre isso, me fala pois tenho alguns bons sites.

    Grande abraço!

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    1. Opa André
      Quanto mais informações e conhecimentos na melhor. Das formas de "conversão" de tempo a focada em conhecimento para mim é a melhor. O tempo é muito importante pois é um ativo que não se consegue obter novamente depois de utilizado. Já o conhecimento é tão importante porque não é possível perder o conhecimento obtido. O tempo se divide com alguém e conhecimento se multiplica.
      Adoraria indicações de livros por pessoas que conhecem a área, suas no caso

      Realmente, a alavancagem no lado de investimentos tem os dois lados, mas sabemos que a palavra risco está sempre relacionada com o conhecimento. Vemos riscos em coisas de que não sabemos como lidar. Se fosse somente do lado negativo ninguém entraria no mercado

      Já levando em paralelo sobre seu exemplo, com base no que vivenciei.
      Nunca tive educação financeira. Então fui começar a aprender somente após começar a trabalhar e formado. Fazendo uns cálculos esdrúxulos demorei até os 18 anos para entrar na faculdade, mais 5 anos para me formar e adicionando os 15 anos de trabalho empregado estaria com, aproximadamente 40 anos de idade.
      Acredito que uma independência financeira antes dos 30 seria algo muito mais interessante

      Depois queria, quem sabe, trocar contatos para saber como foi sua história e se possível replicar alguns de seus conhecimentos na área.

      Agradeço novamente e queria dizer que, de vários blogs na área que acompanho esse, mesmo aparentando pouco na área, obtive o melhor Feed-back
      Abraço

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    2. Sim, essa é a ideia, Richard. Cada pessoa converte o tempo da forma que achar melhor. Porém, para isso, você precisa ter esse tempo disponível para poder fazer fazer essas opções. Eu também uso muito do meu tempo livre em aquisição de conhecimentos. Os tipos de livros que deseja são sobre planejamento financeiro mesmo ou algo mais específico?

      Na minha opinião, o risco embute algo mais que conhecimento. O mercado financeiro exige também muito sangue frio, paciência, serenidade e informações privilegiadas. Por isso que não é tão fácil fazer dinheiro em alavancagem. Generalizando, a ruína é sempre mais provável. Cuidado hehe

      Então, eu saí da corrida de ratos aos 37 anos. Hoje tenho a opção de decidir o que fazer com meu tempo. É possível antes? Claro que sim! Eu demorei a começar a juntar grana, começando a fazer isso apenas com 27 anos. Boa sorte para vc, que parece que começou antes! Mas cuidado com a alavancagem. Ela é de fato, perigosa. Leia o livro do Maurício Hissa, Investindo em opções, que ele, além de ensinar sobre o tema, fala bastante sobre operar alto e alavancado.

      Obrigado pelo feedback! Abração!

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