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Mostrando postagens de Janeiro, 2013
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Dias 46 a 50 da viagem: Rishikeshi, ioga e Haridwar, norte da Índia

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Uma pausa para descansar: Rishikeshi, aulas de ioga, rafting e um lugar muito zen no norte da Índia, próxima às cordilheiras do Himalaia.
O trem 12017 partiria às 06:50hs da Estação de Nova Delhi. Cheguei meia hora mais cedo para não ter problemas em encontrar a plataforma correta. Na ida a Agra, havia percebido que a estação é imensa, porém naquela situação estávamos com o guia para nos mostrar o local correto. Agora era comigo mesmo. Porém, não houve complicações. Apesar de andar um tantinho, as plataformas são bem anunciadas. Para andar de trem na Índia, você, já com a passagem na mão, não precisa parar em nenhum lugar e sim ir direto ao trem, em seu vagão e assento corretos. Já havia visto na internet para evitar malandros no caminho que dizem que você precisa de boarding pass. Mas não vi nada do tipo. Talvez eles não estivessem acordado ainda.

A viagem foi tranquila, e foi servido um razoável café da manhã, com pão, geleia, manteiga, leite e unsbolinhos salgados com batata e quei…

O relativismo cultural como sanção para incoerentes tolerâncias sociais

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Como defender o relativismo cultural frente às práticas de inferioridade da mulher, do sistemas de castas indiano e do infanticídio indígena?
Quando fiz a conexão em Riyad na Arábia Saudita, presenciei de uma forma mais abrangente alguns aspectos mais marcantes na religião islâmica, principalmente tratando-se da submissão da mulher ao homem. Na Turquia, a prática (ainda) é desestimulada e os poucos casos passam despercebidos. Na Arábia Saudita não. As cenas de mulheres totalmente cobertas de preto com apenas a faixa dos olhos visível e andando sempre atrás de seus maridos impressiona. Não é um ambiente agradável. Transcende submissão, mesmo quando o costume é consentido pela mulher. E, uma vez que recebem esses ensinamentos desde cedo, é difícil exercer, tanto psicologicamente quanto fisicamente, seu livre-arbítrio nessa situação, pois em função da educação em condições sociais particulares, submete-se cegamente aos valores absorvidos, perdendo a consciência do absurdo da situação. Acr…

Dias 42 a 45 da viagem: Nova Delhi e Agra, na Índia e o belo Taj Mahal

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Em Nova Delhi, região administrativa da Índia e Agra, e as belas construções do Taj Mahal e Agra Fort.
O vôo de Kochi a Nova Delhi fez uma escala em Hyderabad, e foi pontual. A companhia Spicejet é uma companhia low-cost na qual até a água é paga. E a passagem nem foi tão barata assim (US$ 185) para um vôo de 4 horas. Cheguei no aeroporto e aguardei  um grupo de turistas brasileiros. Participaríamos juntos de dois passeios nos próximos dois dias: a viagem a Agra e um city-tour na cidade de Nova Delhi. Eu não havia reservado hotel, mas sabia que existe uma grande área na cidade com uma enorme concentração de hotéis com preços razoáveis, boa infra-estrutura e próximo à Estação Ferroviária, a qual eu iria utilizá-la para continuar a viagem dentro de poucos dias. Fiquei no hotel Chanakya, com uma boa estrutura geral, mas em um  quarto que  deixava a desejar um pouco na  conservação do mobiliário e paredes. Porém, tinha um bom sinal de wi-fi ao qual não tinha dificuldade de acesso, mesmo n…

Dias 40 e 41 da viagem: Kochi, litoral sudoeste da Índia

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Relato de viagem à cidade de Kochi e seu forte, ex-colônia de Portugal, no litoral oeste da Índia.
A cidade de Kochi desde seus primórdios teve a vocação para o comércio portuário, o que atraiu, além dos habitantes da região, sírios cristãos e judeus nos séculos passados. Com a colonização européia, iniciada na Índia através de seu porto pelos portugueses, foi palco de batalha entre esses, holandeses e ingleses. Vestígios da colonização européia são vistos pela cidade, principalmente na área do Forte Kochi e arredores, que hoje é a área turística da cidade e foi o local onde limitei minha visita. Minhas impressões da cidade limitam-se à essa região. Viajei em um ônibus noturno privado a Kochi, partindo de Madurai. A utilização desse meio de transporte entre cidades na Índia mostrou-se uma opção interessante. Apesar de bem mais caro (5 vezes o valor de uma passagem nos ônibus normais), é barato para os padrões brasileiros (24 reais), vai bem mais rápido e não possui conexões. Porém, o …

Dias 37 a 39 da viagem – cidade de Madurai, ainda no sul do continente indiano

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Uma visita à segunda maior cidade do estado de Tamil Nadu na Índia, habitada continuamente há mais de 2.300 anos e local do grandioso templo de Meenakshi.
Na manhã do 36º dia saí do hotel em Trichy e fui à rodoviária para pegar um ônibus a Madurai. Mantendo a tradição nas viagens de ônibus da Índia, assim que cheguei tinha um veículo de saída. E vazio. Consegui um lugar logo na frente para percorrer visualmente a estrada, coloquei o fone de ouvido e me embalei ao som do rock Brasil da segunda metade dos anos oitenta. Nunca mais tivemos tantas boas bandas em um curto período de tempo. Tínhamos que contar o dinheiro para decidir em qual LP investir entre tantas opções. Uma pena que novas tendências da música brasileira ocorreram em detrimento ao rock nacional. Nesse ponto, precisamos resgatar o passado, não há outro jeito... E foi uma viagem de 3 horas tranquilíssima, embora a velocidade média não ultrapasse 50km/h. Lenta, novamente.

Chegando em Madurai, precisei pegar um outro ônibus p…

Dias 35 e 36 da viagem: cidades de Thanjavur e Trichy, Índia

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Relato de viagem ao sul da Índia: Thanjavur e Trichy e seus incríveis monumentos como o templo Bridhadesswara, Rockfort e Sri Ranganathaswamy.
Acordei bem cedo em Pondcherry para o próximo destino, que ainda estava em aberto entre as duas cidades-título dessa postagem. Havia recebido informações conflitantes dos horários de ônibus e iria pegar o primeiro que aparecesse, para qualquer uma delas. Chegando no terminal, veio uma outra informação: Domingo não havia ônibus direto para nenhuma delas. Deveria pegar um ônibus para Viluppuram e de lá procurar esses destinos. O ônibus saiu pouco antes das 6 da manhã e levou uma hora até a cidade. Esses dois dias foram excelentes na convivência com os indianos. Já nesse ônibus, conheci um senhor que me ajudou a localizar, em Viluppuram, o ônibus para Trichy (assim que cheguei já estava saindo, e fiz minha escolha de destino na hora).

Como cheguei em cima do horário peguei o ônibus lotado e me espremi por lá. Conheci uns indianos que gostavam de c…

Dias 33 a 34 da viagem: Auroville e Pondcherry, sul da Índia

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Relato de viagem à Auroville e Pondcherry, ex-colônia francesa, quase no extremo sul da Índia.
Após um período de adaptação nesse singular país, mais precisamente na cidade de Mahabalipuram, saí cedo da cidade em direção à Pondcherry. Como acordei meio tarde, peguei um tuk-tuk (rickshaw) para o local do ônibus, prevendo como seria minha primeira viagem de ônibus pela Índia. Impressionava-me algumas fotos que circulam na Internet e alguns que vi passeando ao nosso redor, caindo aos pedaços e amontoados de gente. Mas a viagem foi muito positiva. O ônibus (60 rúpias), embora não seja do nível que vi na Turquia ou mesmo do Brasil, era razoável, super enfeitado e bem cuidado (embora velho), interior todo estofado até o teto e estava incrivelmente vazio. A estrada, considerada como uma das melhores da Índia, não prejudicou a viagem, mas mesmo assim, em função do trânsito, demoramos 1 hora e meia para percorrer 96km.

Cheguei em Pondcherry por volta das 11:00hs, e com a ajuda do GPS pude disp…

Investimentos: uma viagem lenta para a liberdade e independência financeira?

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Os conceitos de kronos e kairós podem ajudar nossa viagem lenta com destino à liberdade e independência financeiras e intelectuais?
O texto abaixo não é de minha autoria e tive contato com ele há alguns anos atrás. Ele foi postado por Allan Arantes em um fórum de investimentos chamado “O Investidor Agressivo”.

Em uma busca na web, não pude concluir com veracidade seu autor, uma vez que já foi postado por uma outra pessoa (1).

De qualquer maneira, Independentemente do autor, o texto convida à reflexão, e foi-me bem útil para nortear alguns fundamentos da minha vida.
Esse texto possui uma relação íntima com as premissas desse blog. A proposição em seu cabeçalho mostra que busco uma maior independência e liberdade, sejam intelectuais ou financeiras. Sempre com responsabilidade com ênfase em nossa ação humana individual.

E investir também faz parte dessa viagem. Normalmente lenta, pois o que vem rápido muitas vezes é efêmero. E no fundo, buscamos objetivos sólidos, não? Enfim, investir é de…

Dias 29 a 32 da viagem: Sul da Índia - Chennai e Mahabalipuram

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Relato da viagem ao sul da Índia: Chennai e Mahabalipuram - Shore Temple, dinastia Pallava, Five Rathas, Krishna´s butterball.
Após a longa escala em Riyad, na Arábia Saudita, partimos para a Índia, em Chennai. A cidade foi escolhida por ser a porta de entrada internacional do sul do país, ou mais especificamente, do Estado de Tamil Nadu, o primeiro local a visitar nesse complexo país. Uma região que, por estar mais distante das rotas de comércio da antiguidade e das batalhas no Norte com outros povos, sofreu menos influência de outras religiões e possui uma largo legado das civilizações primitivas indianas, que já professavam o hinduísmo a mais de 20 séculos a.C., o que a torna, documentalmente, a mais antiga religião ainda seguida no mundo.
Em Chennai, eu reservei pela internet um hotel próximo ao aeroporto, pois iria encontrar uma amiga cujo vôo chegaria logo na manhã seguinte. A ideia no dia da chegada seria apenas descansar um pouco da viagem. Porém, a experiência não foi boa. O …

Uma viagem com a Saudia Airlines e escala em Riyad, Arábia Saudita

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A viagem da Turquia à Índia passando pela Arábia Saudita pela Saudia Airlines - um post para o site Melhores Destinos.
O site Melhores Destinos tem uma seção onde os seus leitores avaliam vôos em diferentes companhias aéreas. Como eu nunca havia visto nenhuma avaliação da companhia aérea Saudia Airlines, resolvi fazer a minha e enviar para o site, cujo editor publicou nesse link. Deixarei aqui como mais um post acrescentado ao blog.
Como comentei no post de Istambul, comprei uma passagem para a Índia com a Saudia Airlines, em função basicamente do preço (US$385,00). Logo na compra pelo website e contato com o atendimento online, fui informado que havia um problema com os cartões VISA e que a operação não podia ser completada. Tive de ir no dia seguinte no escritório da empresa em Istambul, onde tudo foi resolvido da melhor forma possível, com imensa cordialidade da funcionária. Dois dias depois, chegando no aeroporto de Atatürk, que segue a paranoia turca de máquinas magnéticas e raio…

Dias 22 a 28 da viagem: Istambul, Turquia - Europa e Ásia tudo junto

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Uma viagem à incrível, meio europeia, meio asiática, e suas maravilhosas construções como a Hagia Sophia, a Mesquita Azul e o Palácio Topkapi.
Da Capadócia e passando pela capital Ankara, cheguei a Istambul. É uma metrópole complexa, geográfica e historicamente falando. Geograficamente pelo seu relevo irregular, divisões de terra através do estreito de Bósforo e pelo seu tamanho – sua região metropolitana rivaliza com Londres em população. E é a única cidade do mundo pertencente a dois continentes. Historicamente, pelas suas origens na antiguidade, ainda com o nome de Bizâncio e como capital de impérios culturalmente opostos, como o Império Romano-Bizantino (com o nome de Constantinopla) e Otomano. Em um período de 500 anos, foi a  cidade que deu suporte ao avanço do cristianismo pelo mundo e posteriormente, após alguns séculos de decadência, foi conquistada pelos otomanos e posteriormente tornou-se uma cidade islâmica. A história da cidade é épica, vale conhecer! Mas não vou me empo…

A expressão dos locais nas viagens: tempo e espaço

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Como a expressão dos locais modifica-se no tempo e espaço durante uma viagem?
Como expressar um local por meio de uma fotografia ou de um texto? Ou como um local se expressa para o viajante? A resposta não é óbvia. O fato é que a expressão está longe de ser única. Ela é uma função do tempo e do espaço, e pode não ser bem traduzida nas viagens onde nossa presença em um mesmo local seja efêmera, sem um tempo dedicado à uma maior incorporação da sensação de pertencer a aquele momento específico. Kant chamava o tempo e o espaço de "formas de sensibilidade", e como vemos o mundo através de "lentes" diferentes, percebemos as coisas no tempo e espaço conforme nossa característica inata, ou seja, eles não existem fora de nossas próprias percepções. São sobretudo propriedades de nossa consciência e não simplesmente atributos do mundo físico. Assim, essas percepções serão únicas para cada indivíduo.
Uma região pode expressar várias facetas diferentes, e quanto maior o desejo…

Dias 18 a 21 da viagem: Capadócia, Turquia e passeio de balão

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Viagem à Goreme, nos vales da Capadócia, suas cidades subterrâneas, hiking, tour de bike e claro, passeio de balão.
Fiquei na Capadócia 4 dias e 3 noites. Escolhi a cidade de Goreme como base e não me arrependo. A estrutura é boa para passeios e sedia o principal ponto de saída dos balões. Como citei no post anterior de Éfeso, peguei um ônibus noturno para Goreme e cheguei na cidade às 07:30hs da manhã, já vendo bem de perto os balões subindo pelo horizonte. O check-in do hotel ocorre somente meio-dia, e aproveitei para tomar um café da manhã, ver preços de passeios e zanzar um pouco na cidade, que me pareceu turística demais para mim. Mais turistas do que habitantes locais. E esses sempre com a atenção voltada para os turistas. Muitas lojas de souvenirs, muitas agências de turismo, muitos restaurantes com preços dobrados em relação às duas cidades anteriores da Turquia que estive. Mas isso faz parte por estar localizada em uma das regiões únicas no mundo!

Cheguei no Coco Cave Hotel d…
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