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Roteiro de viagem: Índia, Nepal e trekking em Pokhara

Esse roteiro é a sequência do Roteiro da Grécia e Turquia  e foi elaborado com a ajuda da Cristiane (ou Eshana). Devo  encontrá-la por lá e agradecer pessoalmente as inúmeras dicas!

A Índia, como o Brasil, é um país multifacetado e as escolhas dos locais de visitas invariavelmente não vão englobar tudo que o país tem a oferecer. Por isso, é um roteiro a ser feito com serenidade. As opções são inúmeras. Como eu comentei que gosto de fugir dos roteiros essencialmente turísticos, e como eu tenho um tempo razoável para visitar o país, Eshana sugeriu uma viagem ao sul, predominantemente hinduísta, a visita ao Triângulo Dourado, mais turístico e uma viagem à Rishikesh. A proposta é a seguinte…

De Istanbul, pegar um vôo direto a Chennai e ficar de 3 a 4 dias. Conhecer além da cidade de Chennai, Mahabalipuram e Kanchipuram. Posteriormente, ir de trem de Chennai a Tanjore/Trichy, usando mais 3 dias de viagem.

Depois ir a Madurai ver a cerimônia noturna de um dos templos mais lindos da India, Periyar e Kumarakon. Cinco ou seis dias no total.

De Kumarakon, pretendo seguir viagem de barco até Kochi: dois dias no total.

De Kochi ir a Delhi. Trem ou avião, a analisar. Passar por Goa? Mumbai? Se positivo, mudo a ordem do roteiro abaixo, fazendo primeiro o Triângulo Dourado e deixando Delhi e Rishikeshi para o fim da viagem.

Caso eu vá de avião: Fico em Delhi 3 dias e pego um trem a Haridwar e depois um ônibus a Rishikesh. Cinco dias de relaxamento.
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Dia 17 da viagem: Sítio arqueológico da cidade de Éfeso, Turquia

Dia 17 da viagem: Sítio arqueológico da cidade de Éfeso, Turquia
Uma das ruas da cidade de Éfeso

Uma visita à antiga cidade grega de Éfeso, atual Turquia, em um dos sítios arqueológicos mais bem preservados da era clássica.


Para conhecer a antiga cidade de Éfeso, uma das maiores da antiguidade e situada em um dos maiores sítios arqueológicos de toda a região helênica, o viajante pode usar como base as cidades de Kusadasi, Izmir ou Selçuk. Usei essa última por ser a mais próxima, facilitando minha ida posterior à Capadócia. É, porém, a menor das três, embora ofereça em seus arredores alguns outros sítios para visitação caso haja tempo disponível para mais visitas. Cheguei de Bodrum a Selçuk já tarde em um ônibus com tela de LCD individual com cinco canais de televisão, 3 de filmes (dublados em turco) e uns 10 de música, além de uma câmera na frente do ônibus caso você quisesse acompanhar a viagem. Os ônibus da Turquia possuem um comissário, além do motorista. Sua função é cuidar das bagagens, oferecer álcool gel para você passar na mão e servir café, chá, água e bolinhos. A ênfase dada ao transporte rodoviário, em detrimento ao ferroviário, é grande.
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Dia 16 da viagem: chegada pelo mar à Bodrum, Turquia

Relato da chegada pelo mar e viagem à Turquia, via Bodrum
Pôr do sol a caminho de Bodrum

A chegada pelo mar na cidade de Bodrum na Turquia, e um Natal sem Natal.


A viagem de barco de Kos para Bodrum demorou pouco mais de uma hora e proporcionou um lindo espetáculo de um “quase” pôr-do-sol, interrompido por uma elevação no relevo próximo à chegada da cidade. Antes de começar a falar sobre a cidade, uma informação ao futuro viajante sobre as travessias de ferry da Grécia para Turquia: cuidado com os preços de agências de viagem. Eu comprei o meu antecipadamente, por motivos que relatei aqui, e paguei pela suposta segurança o valor de 126 euros para as três travessias. Achei razoável, visto que pagaria cerca de 100 euros pelo vôo low-cost Atenas-Istambul. Porém, os preços reais são bem menores. Perguntei o valor do ticket em cada viagem e o total somado deu 84 euros. Uma diferença que não é só comissão, e sim espoliação. Essa mesma agência queria me vender as passagens de ônibus dentro da Turquia. Só a primeira, de Bodrum para Selçuk, o valor seria de 18 euros. Eu paguei comprando na hora, pela empresa Turgutreis, 20 liras turcas, ou 8,5 euros. Menos de metade nesse caso.
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Dia 15 da viagem: a ilha de Kos, Grécia, berço de Hipócrates

Dia 15 da viagem: a ilha de Kos, Grécia, berço de Hipócrates
A arquitetura cicládica de Kos

Kos, a ilha grega na fronteira com a Turquia e cidade natal de Hipócrates, o pai da Medicina 


De Rodes, cheguei já à noite na ilha de Kos, motivo pelo qual reservei um hotel antecipadamente. O Veroniki hotel (15 euros) é um lugar razoável, simples mas limpo, com ar condicionado (quente), mas com um sinal bem fraco de wi-fi nos quartos. Funcionava bem apenas nas áreas comuns do hotel. Se fosse ficar mais dias em Kos eu trocaria de hotel, mas como fiquei por apenas uma noite, não esquentei a cabeça.

A cidade de Kos acordou molhada, mas sem chuva. É uma cidade pequena e que se assemelha com aquelas pequenas e brancas vilas gregas nas ilhas mais badaladas (embora seja mais presente no interior da ilha), o que é chamada de arquitetura de cíclades, nome dado a um conjunto de ilhas no Mar Egeu. Junto com Nafplio, ela fica como a ‘top city’ entre as cidades que visitei na Grécia, considerando um lugar agradável para passar uns dias ou ficar em permanência definitiva. Cidade limpa, bem cuidada, com mais respeito aos pedestres e ciclistas. Há uma ciclovia que atravessa a cidade ao longo de toda a costa, mas não haviam lugares para alugar uma bike. Praticamente todas as lojas estavam fechadas nesse 24 de dezembro, e tive que conhecer a cidade a pé mesmo, porém, com limitação de tempo: minha saída para Turquia estava marcada para 15:30hs.
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Dias 13 e 14 da viagem: Rodes, a ilha grega e a cidade medieval

Dias 13 e 14 da viagem: Rodes, a ilhas grega e a cidade medieval
Um dos portões de entrada para a cidade medieval

Rodes, uma ilha grega no mar Egeu e sua bem preservada cidade medieval.


Depois de uma noite dentro de um saco no ferry, cheguei a Rodes no sábado antes do almoço. Após encontrar um hotel, planejava visitar a cidade, focando no interior da cidade medieval. Eu havia anotado uns endereços anteriormente e foi fácil encontrá-los pelo GPS. Não precisei andar muito: no primeiro já fechei negócio. O Star Hotel me forneceu a percepção inicial mais negativa dos hotéis que fiquei até agora, superada posteriormente pela amabilidade do dono, que conheci à noite. O quarto do hotel é espaçoso, possui uma boa varanda e limpo mas, possui uma mobília old-fashion mal-cuidada, e durante a noite, tive problemas no ar-condicionado para aquecimento e depois de 15 min a luz apagou de forma definitiva. Foi nesse ínterim que conheci o dono, ausente na minha chegada. E ele se dispôs imediatamente a trocar o meu quarto e assegurar que estivesse tudo certo para minha noite. Essa boa disposição, aliada a uma ótima wi-fi, tornou minha avaliação do hotel no dia seguinte positiva, valendo o custo de 17 euros.

Durante a tarde, com o tempo nebuloso e alguns momentos de sol, aproveitei para passar pela faixa de litoral que une o hotel ao centro e fui conhecer a maior atração que me informei sobre Rodes: a cidade medieval. E foi algo inédito para mim. A cidade medieval fica dentro de uma rede de muralhas que datam do século XI e grande parte das construções ainda estão preservadas. Sua entrada é feita através de seis bem preservados portões ao redor, e o viajante pode observar o antigo poço de segurança da cidade ao seu redor, bem como as fortificações em suas entradas.
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O viajante durante a viagem: o elemento esquecido

O viajante na viagem - o elemento esquecido
É possível planejar tudo?

Como nós mesmos, os viajantes, interferimos em nossas expectativas sobre as viagens que praticamos e nos tornamos um elemento esquecido.


Um viajante inicia a sua viagem pelo planejamento. Leituras e interpretação de relatos de outros passageiros, fotos, pratos, cheiros, enfim, a pré-vivência das atrações que desejamos visitar. O auge da expectativa inicia-se na chegada ao destino, onde projetamos a realização de todos nossos planos e desejos. Tais desejos, porém, acabam por sujeitar-se a ser apenas mera causa do prazer que esperamos obter na viagem.

Mas nem sempre acontece dessa forma. O que causa a não conversão das expectativas projetadas em realidade na viagem propriamente dita? Qual o elemento que pode interferir na realização plena de nosso planejamento?

Quando fazemos a nossa transposição física entre a admiração das ilustrações de destinos turísticos feitas antes da viagem com os destinos turísticos concretos, no momento presente da viagem, percebemos que existe um elemento a mais na segunda realidade: nós mesmos. Cansaço, problemas de digestão de novos pratos, preocupações com pessoas, apreensões financeiras, responsabilidades profissionais, enfim, com a vida que ficou em nosso lar.  É praticamente impossível desvencilharmo-nos e ficarmos à parte de tudo, como um ser intocável. Mas o fato é que esses fatores influenciam de sobremaneira o nosso dia a dia durante a viagem e podem distorcer, mesmo que inconscientemente, a realidade do momento.

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Dias 11 e 12 da viagem: Pireus, Grécia e a viagem de navio no Mar Egeu

Dias 11 e 12 da viagem: Pireus, Grécia e a viagem de navio no Mar Egeu
No mar Egeu, caminho para Rodes

Relato da cidade de Pireus e travessia no Mar Egeu de ferry - Atenas a Rodes


O décimo dia na verdade foi o dia que voltei de Nafplio, onde fiquei uma noite a mais em virtude do problema do ônibus. Cheguei novamente em Atenas após o almoço, no meio da greve dos transportes com a cidade em caos. Por sorte, no retorno o ônibus fez um circuito diferente em relação à ida e desci antes do terminal, perto do hotel, para onde fui direto e me permiti descansar e colocar as rotinas que ainda mantenho em dia apesar da viagem. Sim, por mais que nos desliguemos, nossos compromissos e preocupações não  permitem um desligamento geral. E isso pode ser um elemento de equilíbrio durante uma longa viagem, o que necessariamente, não significa que seja bom. Escrevi um pouco sobre isso no navio: o elemento esquecido nas viagens.

No dia seguinte saí na hora do almoço para ir a Pireus, uma cidade portuária vizinha de Atenas e de onde sairia meu navio para Rodes. O navio só sairia às 19hs, mas como eu teria de sair do hotel ao meio-dia, aproveitei a tarde para conhecer a cidade. Cheguei pelo metrô, fui direto aos escritórios da BlueStar (após sair da bonita estação, atravesse a escada rolante acima da rua, caminhe para a esquerda e vire a direita no terceiro quarteirão) para emitir os tickets e depois fui andar pela cidade.
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Dias 9 e 10 da viagem: Nafplio e teatro de Epidavrus, joias da Grécia

Dias 9 e 10 da viagem: Nafplio e Epidavrus, joias da Grécia
Pescaria em Nafplio em meio a um mar azulíssimo

Nafplio é uma verdadeira joia da Grécia, misturando o passado da antiguidade clássica com belas heranças do domínio veneziano no Mediterrâneo.


Se na viagem à Sounio a chuva já ameaçava, na manhã de terça-feira não deu outra: primeiro dia chuvoso que presenciei na Grécia. Restavam-me ainda 3 dias completos no continente grego, antes de embarcar no ferry para Rodes. Eu teria que escolher entre algumas alternativas. Poderia escolher fazer uma viagem alucinada para Corinto, Nafplio, Epidavros e Olímpia e não apreciar de fato, os momentos. Escolhi primeiro ir a Nafplio, pois sua história como domínio dos venezianos me interessou. Iria posteriormente a Epidauros conhecer as ruínas e o famoso teatro. Olímpia eu descartei, pois embora exista um grande apelo por ter sido o local onde foram realizadas as olimpíadas da antiguidade, fui informado por viajantes que no sítio arqueológico pouco restou de sua configuração original. E não existiam outras atrações na região além de sua distância, o que me deduziria um bom tempo da viagem. Mas claro, se eu não tivesse marcado a passagem antes… (Roteiro Grécia e Turquia).

No dia anterior, chequei no terminal ferroviário as possibilidades de viagens ao Peloponeso. Não existiam ramais em funcionamento para Nafplio. Eu deveria ir até Corinto e de lá buscar alternativas. Inviável. Resolvi ir de ônibus. Em Atenas existem dois terminais de ônibus distintos: o terminal da Tessalônica, onde cheguei da viagem de Delfos e o terminal do Peloponeso (A), de onde sairia o ônibus para Nafplio. Esse terminal é acessado pelas linhas de ônibus 051 e X93. Tanto os ônibus urbanos quanto o metrô custam 1,40 euros no ingresso simples. Não existem cobradores nos ônibus e o viajante deve comprar um ticket em locais de venda próximos aos pontos. Quando cheguei, esse local estava fechado, talvez prenúncio da greve cujo comentário estava em alta. Falei com o motorista e mostrei o dinheiro, mas pelo que entendi ele não podia aceitar e disse para eu não me importar com isso. Andei de ônibus de graça… Exemplos e mais exemplos vividos que mostram que o Estado não serve para ser dono de nada. Ineficiência pura, simples, além de descaso com o recurso público.
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Dia 8 da viagem: Sounio Cape, litoral grego do Mar Egeu

Viagem a Sounio Cape, litoral grego do Mar Egeu - Templo de Poseidon
Templo de Poiseidon, em Sounio Cape

Sounio Cape, uma pérola defronte ao mar Egeu que abriga o templo de Poisedon.


Essa segunda-feira, após as extensas caminhadas em Atenas, foi um pouco mais tranquila, com vários momentos de parada e contemplação.

Sounio fica no extremo sul da Ática, a 67 km de Atenas. Os ônibus para chegar ao local saem da esquina da Avenida Alexandras com a Avenida 28 de outubro, em frente à entrada do Parque Areos, e a passagem custa 6,30 euros, caro pela distância percorrida. Procure os ônibus de cor laranja. Existem duas rotas e a mais bela vista é feita pela rota costeira, cujo ponto final é na colina do Templo de Poisedon. A outra rota segue outro caminho e termina na cidade de Lavrio. Cada uma delas parte de duas em duas horas. Após o café da manhã, acelerei o passo para embarcar no horário do ônibus das 08:30hs.

Viagem a Sounio Cape, litoral grego do Mar Egeu
Estrada deslumbrante de Atenas para Sounio Cape
O percurso do ônibus é um show à parte, com a estrada cortando as encostas dos montes à nossa esquerda e margeando o lindo litoral de águas azuis do Mar Egeu. A estratégia é ficar logo na primeira fila à direita (assentos marcados na Grécia só existem nas passagens), para aproveitar melhor a viagem visual. No lado oposto, ainda próximo a Atenas, sua atenção é voltada aos belos apartamentos em frente ao mar, revelando o estilo veraneio do local. A única parte desagradável da viagem foi o humor e algumas atitudes do motorista com as pessoas. Chegou ao ponto de gritar de forma expressiva com uma moça que ameaçou embarcar com uma mala um pouco maior e, levantando-se de seu assento, fez ela voltar e colocar no bagageiro, apesar de o ônibus estar vazio. O interessante é que ele se benzia a cada igreja que passava, o que deixa claro como a devoção a alguma religião não expressa e influencia o caráter e a ética das pessoas.
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Dias 6 e 7 da viagem: Atenas, capital da Grécia

Viagem à cidade de Atenas, na Grécia - Monte Licabettus
O Monte Licabettus, em Atenas, visto da Acrópole

As muitas facetas da capital da Grécia, Atenas, passando por um momento econômico difícil mas recheada de glórias passadas.


Vamos à capital! Após a viagem de Delfos e Meteora, dediquei dois dias a Atenas. Provavelmente, teria dedicado mais, caso minha saída da Grécia não tivesse sido previamente agendada em virtude das considerações que coloquei em Roteiro Grécia e Turquia. Veremos até o final de semana como será, pois estou repassando alguns pontos; um japonês que conheci aqui no hotel disse que o sítio de Olímpia pouco restou do desenho original e que não gostou da visita que fez por lá. Bem, em Atenas, decidi visitar no primeiro dia a cidade em si, com exceção das atrações da região da Acrópole, que ficaria para o dia seguinte. Fiz todos os passeios a pé. Afinal, como melhor conhecer a cidade e incorporar seu espírito? Andei pela região de Omonia, progredindo em arco até o monte Licabettus, Estádio Paratenaico e a região do Parlamento.

Viagem à cidade de Atenas, na Grécia
Cena urbana em Atenas
A região de Omonia não é uma localidade turística, e expressa bem a Atenas da rotina diária de seus habitantes. Essa caminhada ocorreu no sábado, que mostrou um trânsito razoável como nas grandes cidades do país, às quais Atenas se assemelha bastante. Ela está longe de ser uma cidade tipicamente norte-europeia da forma como costumamos imaginar: possui calçadas mal cuidadas, considerável quantidade de lixo nas ruas e um incrível adensamento de muros pichados de forma irresponsável (não, nada de arte de rua).

Possivelmente o estado seja consequência dos protestos e inconformismo da população com a crise (a última estatística que vi mostrava mais de 25% de desempregados  entre  toda a população, com números ainda maiores para os jovens). Mas o fato é que a cidade em si não está bem cuidada. Há sim, belíssimas construções, mas são alguns oásis bem guardados no rebuliço da cidade. Mas contra o impressionante número de pombas e suas consequentes sujeiras nem mesmo os oásis escapam. Pareceu-me a cidade de Roma pela grande quantidades de veículos de duas rodas, grupo dominado pelos scooters, que andam até nas calçadas e em ruas apenas destinadas aos pedestres. E sim, aqui o capacete não é obrigatório. Ao menos metade dos motociclistas não o usam.
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Dia 5 da viagem: Delfos, Grécia e o impressionante sítio arqueológico

Delfos, Grécia e o impressionante sítio arqueológico
Maquete exposta no Museu de Delfos

Os sítios arqueológicos da histórica cidade de Delfos, na Grécia, eternizam a incrível história dessa civilização.


Saindo de Meteora, cheguei no Terminal de Ônibus de Lamia já por volta das 17:30hs, e verifiquei no balcão da companhia sobre as opções para Patra e Delfos. O ônibus para Patra sairia apenas às 20:00hs e demoraria cerca de 4 horas e meia. Inviável, pois não havia feito reserva de hospedagem. O de Delfos também não seria perfeito, pois saía às 19:00hs e sua viagem duraria 2 horas e meia. Pensei em passar a noite em Lamia mesmo, mas achei que seria muito mais fácil arranjar uma hospedagem em Delfos, pois é uma cidade tipicamente turística. E paguei o ticket de 9,20 euros. A viagem foi tranquila, acompanhada pelo GPS apenas para certificar se tinha pego o ônibus correto. Adoro essa invenção!

O ônibus pára bem ao final da rua principal de Delfos (ou no começo, para quem vem de Atenas), com muitos hotéis relativamente simples. De qualquer forma, são hotéis, não hostels (confirmei no booking.com: eles não existem em Delfos) ou guestrooms. Pechichando, não caiu dos 20 euros. E em cash apenas. Como eu estava cansado e sem condições de procurar algo melhor em virtude do horário, fechei com o atendente do Hotel Sibylla. O quarto é bom e possui uma varanda com uma bela vista, percebida pela manhã, para o desfiladeiro, que parece penetrar na cidade de tão íngreme, e para o Golfo de Corinto ao fundo. O dia nublado, infelizmente não ajudou a separar nitidamente os tons da água e do céu. Dormi mais essa noite, pois o sítio arqueológico fica a menos de 500m desse ponto da cidade e me permiti acordar mais tarde, calculando que terminaria de ver tudo a tempo de voltar ainda cedo para Atenas.

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Dias 3 e 4 da viagem: Meteora, Grécia e seus monastérios

Relato de viagem à surpreendente região de Meteora, na Grécia, cidades de Kalampaka e Kastraki e seus maravilhosos monastérios.
Visão do trem de Atenas a Katraski

A viagem ao interior da Grécia: incríveis monastérios no alto das montanhas na região de Meteora, nas cidades de Kalampaka e Kastraki


O trem para Kalampaka, última estação da linha, sai às 08:27hs da Estação Central Larissa e o bilhete custa 18,30 euros. Existe também um que sai às 16:15hs para quem quiser chegar mais tarde. Ele sai da plataforma 1, em frente a entrada da área de embarque, e o viajante deve ficar atento para entrar no vagão correto, pois há uma troca de composição no meio do caminho. Havia uma certa nostalgia, pois há um bom tempo que eu não andava de trem, desde a época européia de dez anos atrás. O andar do trem (que não tem nada de “bala”) é macio, sem solavancos. A viagem, lenta, durou 5 horas e transcorreu sem problemas. Logo quando o trem sai da proximidade de Atenas, foi notável a mudança de relevo. A planície se acidenta rapidamente tornando o terreno montanhoso. Isso mostra que de fato, os antigos atenienses tiveram um grande estímulo para se aventurarem pelos mares e para o comércio, pois a cidade em que viviam não oferecia condições adequadas para uma agricultura capaz de sustentar a crescente população.

É fantástico estabelecer paralelos históricos estando presente no local! O ponto alto da viagem, entretanto, ocorre na sua parte média, após à cidade de Lamia, quando a composição atravessa alguns desfiladeiros, muitos túneis e picos nevados. Esses, aparecem até o fim da viagem, cercando um extenso planalto já próximo da região de Meteora, em Kalampaka. O ponto negativo foi o ambiente inadequado para as fotos. O sol contra a luz e a iluminação na cabine gerando reflexos impediram boas imagens. Durante o percurso são avistadas muitas obras de uma nova estrada totalmente inacabadas e abandonadas. Reflexos da falência do Estado grego?…
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Dias 1 e 2 da viagem: Paris e a chegada em Atenas, na Grécia

Dias 1 e 2 da viagem: Paris e a chegada em Atenas, na Grécia
Placas bilíngues no aeroporto de Atenas

Como foi a chegada de Paris à Atenas, capital da Grécia.


Como não existem vôos diretos do Brasil para a Grécia, fiz uma escala em Paris, no aeroporto Charles de Gaulle. Quando estive em Paris anteriormente eu cheguei via terrestre por Londres e não conhecia esse aeroporto, monstro em tamanho! Passei um tempinho dentro dele... Uma das comissárias havia me falado que não seria necessário passar pela imigração para fazer a conexão, mas não foi isso que aconteceu. A passagem para os terminais 2E e 2F estava fechada, e eu precisei sair da área de embarque e embarcar novamente, atravessando um longo caminho. Apareceu no meio do caminho até um shuttle train, um tipo de metrô que funciona dentro do aeroporto… Ao menos a imigração foi rápida e o funcionário só pediu meu passaporte. Mesmo assim o tempo entre a parada do avião que desembarquei e a chegada no portão de embarque do vôo seguinte levou bem uns 45 minutos. Para quem fará conexão aqui, se o tempo de intervalo for muito curto, ou se os terminais de chegada e saída forem diferentes, ficar esperto é uma boa pedida. O crescimento do número de viagens demanda uma crescente complexidade das estruturas, e para podermos por em prática nossos projetos, precisamos adaptar-nos a elas…

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Relatos de Viagem

Muitas pessoas comentam as expectativas para o início dos relatos de viagem. Primeiramente, vamos a um curto post sobre a minha ideia, para alinhamento dessas expectativas…

Como comentei na página Sobre o blog, seu intuito primário é ser um auxílio para pessoas interessadas em empreender as viagens aqui realizadas. Assim, vou postar muitas informações visando a esse público. Porém, para tornar a leitura agradável e mais objetiva, não vou carregá-los com informações turísticas - muitos sites já fazem muito bem esse trabalho. E o maior foco, como comentei no post Turismo de culpa: as garras...", não será nos locais em si, mas sim o que eles representam para a história, para o povo e cultura do país ou do mundo.

Além disso, para não deixar os posts longos e cansativos, não focarei em custos, principalmente de hospedagens ou alimentação, pois a maioria deles depende da exigência de cada viajante. Mas poderei comentar algum preço interessante ou excelentes custos-benefícios que encontrei, para que possam ser copiados posteriormente. Preços fixos de alguns serviços pretendo colocá-los, para um melhor planejamento dos futuros viajantes. E, pelo mesmo motivo de fluência, estórias particulares só serão comentadas se estiverem muito relacionadas à viagem. Não, isso não será um diário rs :-)
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Turismo de culpa: as garras da indústria do turismo de massa

Turismo de culpa: nas garras da indústria do turismo de massa
Sentir culpa por não fazer o que esperam de você?

Nossas viagens de culpa, alimentadas pela indústria do turismo de massa. Conscientes ou inconscientes?


Já li pela web alguns pensamentos sobre a diferença entre ser um turista e um mochileiro. Entre as definições do primeiro, uma delas fundamenta que sua maior intenção a partir do momento que sai de casa é voltar rapidamente e viver a viagem através das fotos tiradas, dos comentários aos amigos, enfim… não vive a viagem no seu momento. Vendidos pela indústria do turismo, um roteiro de visita de quinze cidades da Europa em vinte dias é um bom exemplo. Mas generalizações muitas vezes não são justas, pois existem diversos exemplos nas duas categorias. Mas, de fato, uma das consequências do turismo de massa são os roteiros programados sob medida para aproveitar ao máximo o pouco tempo que as pessoas têm para se entregar em uma aventura. O ponto é: sob medida para quem?

As pessoas em geral, são tentadas a visitar e marcar presença em todos os lugares fotografados e recomendados por guias de viagem, experts e conhecidos que já estiveram por lá.  Mas até que ponto participamos desse roteiro por curiosidade genuína ou uma obediência culposa? “Nossa, mas você foi lá e não viu a maior orquídea em solo rochoso da Ásia?”. Ora, será que o tamanho de uma orquídea faz parte das minhas questões internalizadas as quais eu procuro respostas?
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Roteiro de viagem – Grécia, Turquia e passeio de balão

Mapa Roteiro Grécia e Turquia
Mapa do roteiro da Grécia e Turquia

Grécia – De 11/12 a 24/12

Nessa primeira parte da viagem, a liberdade de mudanças do roteiro de viagem e suas opções de destinos ficou um pouco mais restrita. Primeiro porque já comprei o ticket do ferry da Grécia à Turquia (explico o porquê abaixo). E segundo, porque pretendo passar o reveillon em Istambul. Assim, o luxo de se decidir grande alterações de rotas ou tempos de permanência reduz-se muito. Após o reveillon, ficará mais fácil abusar dessa liberdade!

Vamos então seguir a programação:

Atenas e atrações na cidade – Dois ou três dias.

Viagem à Meteora (Trikala - Kalampaka) / Tentar passar por Delfos na ida ou volta – Dois ou três dias dias.
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Viagem solo: os prazeres de viajar sozinho

Viagem solo: os prazeres de viajar sozinho
Os prazeres de viajar sozinho uma viagem solo

Viajar sozinho oculta possíveis descobertas que podem ser determinantes para sua existência.


Muitas pessoas torcem o nariz com a expectativa de aventurar-se em uma viagem só, sem alguma companhia, o que pode causar muitas desistências mesmo antes do planejamento de uma aventura. A companhia muitas vezes é a condição desse planejamento, pois a maioria não gosta de viajar sozinha. Porém, nem sempre pessoas próximas ou com afinidades semelhantes podem estar presentes em nossos projetos, principalmente quando a viagem for longa, uma vez que sua duração é sempre inversamente proporcional à possibilidade dessas presenças durante todo o percurso. Mas será que vale a pena abortar um desejo de viagem pela impossibilidade de companhia? Será que viajar sozinho é realmente ruim?…

Um primeiro ponto nos mostra que, nos dias de hoje, a solidão em geral só ocorre para quem é extremamente introvertido, pois a maioria dos locais está repleta de gente, principalmente se o viajante procurar abrigo em hostels. O desejo de criar novas amizades com pessoas de diversos locais do mundo é uma das forças que movem multidões para esses locais. Uma forma de consolo (embora não tão divertido) à falta de companhia para quem não mergulha nesse tipo de roteiro é o acompanhamento das redes sociais, a comunicação on-line ou ser autor/leitor de blogs, compartilhando suas experiências. Assim, viajar sozinho na maior parte das vezes termina por não ser a mesma coisa que uma viagem solitária.
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Roteiro de viagem simplificado

Mapa Roteiro Geral
Bom, aqui começam os posts sobre a viagem em si. Como primeiro planejamento, montei um roteiro geral simplificado, apenas citando os principais locais de passagem.

Em minha saída do Brasil, possuirei, além da passagem de ida à Atenas, a reserva para uma noite de hospedagem em Atenas e a travessia pelo Mar Egeu da Grécia à Turquia. Explico o porquê dessa última compra no próximo post. De qualquer forma, a ideia é manter a sequência do roteiro, sem muitas datas pré-agendadas, de forma a preservar a liberdade de escolha de permanecer mais ou menos tempo em locais com os quais haja maior identificação.

Esse roteiro macro começará na Grécia e posteriormente incluirá Turquia, Índia, Nepal, Tibete, Índia novamente, Tailândia, Camboja, Laos, Vietnã, Malásia, Cingapura, Indonésia (com Bali), Hong Kong e Macau. Mudanças logísticas podem ser feitas dependendo das ofertas de transporte com as quais eu deparar no meio do caminho. Posso, por exemplo, a partir da Tailândia descer ao sul e só depois voltar ao Camboja, indo assim do Vietnã direto a Hong Kong. O Tibete é incógnita, depende de autorização do governo chinês. Mas caso eu não consiga essa visita, talvez sobre mais tempo para conhecer algo da China além de HK e Macau. Acho difícil englobar outros países, pois desejo voltar até Junho no máximo, e ficaria um pouco corrido. Mas possibilidades estão abertas. Quem sabe uma escapada de Istambul para a Romênia uns 3 dias? Ou Sofia? Quem sabe uma escala maior em alguma cidade do Oriente Médio no vôo da Turquia para a Índia? Vamos ver como será…!

Apresentação

Caros leitores, esse é o primeiro post na tentativa de publicação de um blog relacionado a uma viagem que inicio na próxima segunda-feira, dia 10 de dezembro. O segundo post mostrará o roteiro de forma geral e posteriormente vou detalhando um pouco mais os passeios.

Montei o blog com a ajuda de algumas pessoas mais próximas que me forneceram opiniões em relação a alguns modelos. A todas elas, agradeço muito. De qualquer forma, não tenho muitos conhecimentos de informática e assim, podem existir alguns probleminhas técnicos. Um conhecido ocorre no navegador Internet Explorer que ainda não foi atualizado com o Service Pack. A imagem do cabeçalho aparece mas não se mantém, deixando um fundo preto. Infelizmente, não sei como arrumar isso. Os navegadores Chrome e Firefox funcionam perfeitamente. Caso encontrem algum outro problema, agradeço muito a manifestação.