Jovens, as manifestações urgentes e as manifestações ideais para o futuro

A urgência das manifestações para expulsar o PT da vida política, a pouca presença dos jovens e o ideal das manifestações no futuro

A urgência das manifestações para expulsar o PT da vida política, a pouca presença dos jovens e o ideal das manifestações no futuro.


A mobilização popular contra o governo petista atingiu o ápice nesse mês de março de 2016. Foi a maior que já houve na história do país. Em Campinas, participei do evento e mantive a câmera fixa em um mesmo ponto assistindo a manifestação. A bateria não colaborou para uma gravação completa (o vídeo está aqui no You Tube), mas a marcha de pessoas indignadas durou, ininterruptamente, uma hora e vinte minutos. Nunca vi tanta gente.

A lista de indignação é grande, mas nada relacionada com a rejeição ao ver "pobres" viajando de avião, um desvirtuamento infantil clamado pelos grupos desesperados. Ela tem origem, na verdade, com a corrupção institucionalizada, com a adulteração do significado de moralidade e com a pretensão de manutenção dos privilégios pelos grupos no poder.

Praticamente todos os estratos sociais estiveram bem representados, exceto um: os de jovens com idades universitárias, na faixa de 17 a 22 anos. Proporcionalmente à sua representação nacional, foram poucos. É lamentável o que décadas de revolução cultural gramsciana fizeram com essa parcela da população, expondo algo como um darwinismo social, não através do conceito da sobrevivência do mais apto, mas sim na transmissão social de falsos ideais.

O Estado e a tática do medo no passado, no presente e no futuro

Desde o início do século XVI, Maquiavel já mostrava que o objetivo principal do Estado é a manutenção do poder de seus asseclas. E para isso, uma das táticas mais usadas para tal propósito foi a disseminação do medo entre seus súditos. Uma tática ainda muito atual.

Desde o início do século XVI, Maquiavel já mostrava que o objetivo principal do Estado é a manutenção do poder de seus asseclas. E para isso, uma das táticas mais usadas para tal propósito foi a disseminação do medo entre seus súditos. Uma tática ainda muito atual.


Terminei recentemente de ler um livro (Berlim: 1961) que, apesar de denso, demonstra com notável objetividade os fatos e pormenores do tenso ano de 1961. Revela como a Guerra Fria chegava ao seu ápice com a construção do Muro de Berlim e tanques americanos e soviéticos provocando-se frente à frente no checkpoint Charlie, no enclave capitalista dentro do bloco soviético. Esse episódio só rivalizaria em tensão entre as superpotências da época com a Crise dos Mísseis, em Cuba, no ano seguinte.

O livro é fantástico para os amantes da história, e carrega uma densa bibliografia para estudos posteriores na compreensão dos motivos que levaram à essa situação. Mostra claramente um presidente Kennedy confuso, inseguro e fraco em seu primeiro ano de governo, a acirrada atividade de Khrushchov para tornar a URSS uma potência admirada e reconhecida em seu tempo, um Adenauer saudosista da mão firme do ex-presidente americano Eisenhower e a hesitação do primeiro-ministro inglês Macmillan e do presidente francês De Gaulle em tratar a situação alemã.

Não é objetivo desse texto fazer uma resenha do livro. Não simpatizo com resenhas. Se curtas, trazem o risco de serem rasas e não ilustrarem claramente a obra. Se longas, trazem a ameaça de as opiniões próprias do autor (da resenha) sobrepor-se às opiniões do autor do livro. A imparcialidade total é algo tão inatingível quanto raro.

A motivação em escrevê-lo partiu de uma parte do texto onde Walter Ulbricht, líder socialista da então Alemanha Oriental, irritou-se com um pedido de eleições livres feitas por um trabalhador em uma das reuniões em uma fábrica de cabos. Observe a tática utilizada por Ulbricht para desencorajar pensamentos democráticos:

Sobre filantropia: alguns bilionários que você deveria admirar

O preconceito e a inveja impedem que vejamos de forma clara o papel e a importância dos empresários e bilionários no desenvolvimento de um país, seja indiretamente, como a produção de empregos e tecnologia, ou diretamente, em suas ações filantrópicas. The Giving Pledge
Bill Gates e Warren Buffet, bilionários líderes na filantropia

O preconceito e a inveja inibem a clara percepção do papel e importância dos empresários e bilionários no desenvolvimento de um país, seja indiretamente, como a produção de empregos e tecnologia, ou diretamente, em suas ações filantrópicas.


Entender a lei da causa e consequência tem sido um grande desafio para a humanidade. As consequências de determinadas ações são claras quando se manifestam. É um pouco mais difícil, porém, compreender as causas que as geraram, principalmente quando tais efeitos ainda não estavam evidentes. Após um ano da recondução do PT ao cargo, um consenso afinal começa a ser criado: de que a responsabilidade da maior crise econômica desse país pertence ao próprio governo, iniciado anteriormente pelo ex-presidente Lula. Quando assume-se, como nunca antes nesse país, um orçamento negativo para o próximo ano, significa que a viabilidade de uma nação foi implodida. A matemática básica, aquela que o leitor aprende no Ensino Fundamental, foi totalmente negligenciada. O país chegou no fim do poço. E continua cavando.

Em 2014, antes da eleição e no melhor estilo de caça às bruxas, o partido tentou processar a Empiricus e paralelamente, o decadente ex-presidente mencionado acima pediu para demitir a gerente do Santander, devido à uma legítima opinião emitida sobre o desastre na economia que formava-se. Lula disse que ela não entendia de Brasil. Comparar suas bravatas passadas com a realidade atual é uma dose diária de bom humor. Inesquecível lembrar ainda das postagens facebookianas de seus amiguinhos de esquerda entoando o mesmo coro do seu líder máximo e de sua fantoche.

O adeus ao cartão Infinite, às "milhas aéreas" e a opção ao Nubank

Compensa manter um cartão de crédito por causa do programa de milhas aéreas? Uma análise do que se vê e do que não se vê em um cartão Infinite e a alternativa do cartão Nubank.

Compensa manter um cartão de crédito por causa do programa de milhas aéreas? Uma análise do que se vê e do que não se vê em um cartão Visa Infinite e a alternativa do cartão Nubank.


Há uns seis ou sete anos - salvo um engano temporal, o Bradesco ofereceu-me a troca de meu cartão de crédito Visa Platinum para o cartão Infinite. Com meu cartão Platinum eu possuía isenção de anuidade, em virtude de investimentos que eu detinha no banco. Uma vez que não faço muita questão de tais grifes, aceitei com a condição de que esse privilégio - de não pagar tarifas, fosse mantido. Nesse mês, porém, o acordo foi quebrado.

Não critiquei, não reivindiquei e muito menos lamentei com a atendente. Não existia nada no contrato que tal isenção seria vitalícia. E a administradora está em seu direito de anualmente, modificar as condições do acordo. Assim como eu possuo o direito de aceitar manter o cartão pagando uma anuidade de R$ 850,00, ou desfazer a parceria. Escolhi desfazê-la, apesar de a decisão, em função dos benefícios que o cartão me oferecia, não fosse tão óbvia. E nesse artigo, vou explicar o porquê.

Respeito à liberdade e amor ao Estado: arranjos incoerentes

Como é incoerente, inadequada e inconsequente a defesa mútua do Estado e da Liberdade.

A defesa mútua do Estado e da liberdade é incoerente, inadequada e inconsequente. Se desejamos mais liberdade, precisamos lutar por menos Estado.


O leitor há de convir que existe uma distância muito grande, em diversas esferas de nossa vida, entre intenção e ação. Nem sempre convertemos nossos desejos em iniciativas que propiciarão sua realização. A própria auto-sabotagem é habitual e ocorre de maneira constante na vida, mas ela restringe-se a um indivíduo em particular. Não interfere na sociedade e não atinge demais indivíduos diretamente. Por isso é limitada.

Um desejo comum, com poucas exceções, entre os indivíduos, é possuir liberdade. Liberdade sob suas várias esferas. Liberdade de expressar-se, de ir e vir, de não serem coagidos em algo que desejam praticar(1), com a contrapartida de respeitar sempre a liberdade e o direito de propriedade dos demais integrantes ao seu redor. O leitor deve aceitar, assim, que para possuir tais liberdades, existe a necessidade de não existir algo, ou alguém, que proíba o exercício da liberdade.
 
Defender a liberdade pode parecer fácil, mas não é uma ação óbvia. Pode tornar-se o típico discurso sem prática comentado no primeiro parágrafo. Se fizermos uma pesquisa nacional sobre a defesa da liberdade individual, os números de apoio seriam provavelmente ainda maiores do que a reprovação do governo do PT. Porém, a mentalidade esquerdista e progressista que ainda resiste na maioria da população brasileira impede, muitas vezes de forma inconsciente, de transformar esse anseio por liberdade em ações que possibilitarão sua prática. E aqui, o prejuízo não é mais limitado.